Ally e Ryan

Ally e Ryan

sábado, 13 de março de 2010

Glauco

Charge de 23 de fevereiro, após a oficialização da pré-candidatura de Dilma Rousseff à sucessão presidencial

sexta-feira, 12 de março de 2010

Ensino à distância e as pessoas com deficiência - 1

A Educação à Distância no Brasil foi normatizada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN nº 9394 em 20 de dezembro incentivando o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino à distância, em todos os níveis e modalidades de ensino e de educação continuada, pelo Decreto 2494, de 10 de fevereiro de 1998, pelo decreto 2561, de 27 de abril de 1998 e pela portaria 4 Ministerial 301, de 07 de abril de 1998 e em abril de 2001, pela Resolução 1 do Conselho Nacional de Educação que estabeleceu as normas para a pós-graduação lato e stricto sensu. E, em consonância com o disposto na LDBEN, o Plano Nacional de Educação - PNE define como uma de suas metas aprimorar o programa de atualização e capacitação profissional através do Sistema Nacional de Educação à Distância.

Esta modalidade de educação ocupa um papel cada vez mais importante não somente no contexto das tecnologias educacionais, mas também no desenvolvimento social do país.

A Educação à Distância tem avançado geometricamente em todo o mundo. As possibilidades de interação e colaboração criadas pelas Tecnologias da Informação e Comunicação têm contribuído para superar preconceitos em relação a esta modalidade e fortalecer a compreensão que esta além de desempenhar um papel decisivo na definição de ambientes de aprendizagem, é adequada ao desenvolvimento de estratégias de educação continuada.

Partindo do pressuposto de que os indivíduos se desenvolvem em um ambiente social ou grupal, empregar a tecnologia para integrar as pessoas, ao invés de separá-las, parece ser a ação mais apropriada, de acordo com Vygotsky (1991). Sendo a aprendizagem um processo ativo de construção do conhecimento, resultado da interação do homem com o meio, o professor/tutor deve participar como facilitador (estimulador) do aprendizado. Os cursos on-line, que adotam o modelo construtivista, geralmente permitem que o participante aprenda a partir de um conteúdo básico que deverá ser reconstruído pelo mesmo, de acordo com o seu ritmo e a sua bagagem prévia.

A Teoria das Inteligências Múltiplas pode contribuir de forma significativa para a educação. Pesquisa realizada pela Universidade de Stanford revela que as pessoas retêm até 70% do que ouvem, vêem e interagem. Quando apenas vêem e ouvem a retenção cai para 30% das informações (SIROTSKY,1994). Gardner (2001) ressalta “... por isso a interatividade proporcionada pelos avanços da tecnologia digital começa a ganhar importância como nova mídia".

O formato valoriza a interatividade, a colaboração e o aprendizado ativo. O processo de comunicação em EAD é muito peculiar. Os recursos tecnológicos disponibilizados permitem a comunicação e a interatividade entre os tutores e os cursistas criando, na verdade, comunidades de conhecimento ativas e críticas. Nos Foruns, a ênfase é a interação coletiva entre os participantes. Já nos Chats busca-se trocar e socializar experiências com seus colegas e também com o seu Tutor em tempo real. Na midiateca, o cursista dispõe de um espaço para obter informações adicionais sobre o tema do curso como: referências bibliográficas, downloads e indicação de sites.

A EaD surge, então, como uma modalidade auxiliar, atendendo ao público que devido a correria do dia-a-dia não tem tempo de frequentar aulas presenciais diárias e até mesmo o fato da instituição, no caso CET, não estar localizada na mesma região do interessado. Esta modalidade acaba por abranger um tipo de público que, devido às distâncias ou falta de acessibilidade nas instituições também passam a se aproveitar da EaD: as pessoas com deficiência.

As pessoas com deficiência fazem cursos que antes eram difíceis de serem iniciados e/ou concluídos devido à falta de estrutura física e às várias barreiras existentes para chegarem os prédios das instituições de ensino que, mesmo sendo legalmente obrigadas a disponibilizarem meios amigáveis de acesso e comunicação dentro de seus estabelecimentos, não se encontram preparadas para recebê-los.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Reformulação no CETET/CET

O setor de educação da CET está passando por uma reformulação total. As pessoas serão transferidas de área, os departamentos estão passando por uma nova formatação e um novo departamento de ensino à distância está sendo inaugurado. Evidente que não poderia deixar de opinar ante tantas mudanças:

Inicialmente quero dizer que as mudanças eram absolutamente necessárias. O CETET precisava de uma mexida assim; mudanças e transformações requerem que as pessoas reflitam sobre suas ações pessoais e busquem novos conhecimentos. Sou uma pessoa faminta por novos conhecimentos e essas transformações possibilitarão a todos a pesquisa em novas atividades. Parabéns, portanto, ao gerente Branco e a superintendente Nancy que são os condutores do processo.

O novo departamento de ensino à distância é uma solicitação do mundo atual, onde as pessoas podem interagir de diversos modos, até um cidadão ou cidadã em local distante poderá receber instruções sobre educação de trânsito. O departamento possibilitará também que os professores possam adquirir mais informações sobre o tema. A empresa poderá utilizar o departamento para divulgar o trabalho de engenharia e fiscalização de trânsito. Pode-se pensar em cursos para agentes de trânsito, enfim, a CET sai da esfera municipal e se oferece ao mundo. A pessoa que vai coordenar a equipe, Josefina, é muito competente e dedicada, portanto, o gerente e a superintendente acertaram na formação do departamento e na pessoa que vai coordenar a equipe, que aliás tem muita gente competente, sendo que destaco Deisy Paula e a Lucia Ludescher.

Outro departamento que vai adquirir nova formatação é o atual DET-2 que passará a se chamar de Comportamento Urbano, entretanto, creio que o mais adequado seria Comportamento da Mobilidade Urbana, afinal, o debate hoje fica na esfera da mobilidade das pessoas, e a educação deve entender de que maneira esse deslocamento acontece. Em momento oportuno o departamento deve-se aproximar do Ministério da Cidade, das secretarias estaduais e municipais de transportes e das pessoas com deficiência. Outro acerto na reformulação.

A empresa precisa investir nessas mudanças e os empregados devem entender que mudanças assustam no começo, mas a aquisição de novos conhecimentos é o paradigma da evolução.

Parabéns Branco e Nancy pela coragem de tirar o CETET da letargia em que estava.


quarta-feira, 10 de março de 2010

Sensibilização dos empregados

Implantar uma política de inclusão nas empresas requer entre outros elementos, a questão da sensibilização por parte de todos. Sentir-se sensibilizado não é achar que o empregado com deficiência mereça ato de caridade, ao contrário, o sentimento de sensibilização interna é o processo de evolução espiritual, onde aprendemos que a diversidade é o verdadeiro exercício da cidadania.

Os gestores da empresas devem incentivar esse processo. Quando o empregado percebe que a política de inclusão está no cerne da empresa, automaticamente ele passa a ser um condutor do relacionamento. Nesse sentido, devemos ter a sala de trabalho como um ambiente com acessibilidade total, isso garante autonomia e independência da pessoa com deficiência.

A partir de amanhã vou colocar aqui algumas dicas para um melhor relacionamento entre todos.

terça-feira, 9 de março de 2010

Luciana e a realidade

Tenho recebido alguns e-mails de amigos me perguntando se concordo como a personagem Luciana da novela Viver a vida está focando a questão da deficiência na tela. Considerando a implicação e o impacto das cenas exibidas decidi colocar minha opinião aqui:
Não acompanho a novela diariamente, entretanto, acompanho no You Tube as cenas envolvendo a personagem citada e vou ser bem sincero, a visão demonstrada ali fica mil anos luz da nossa realidade. Cama que obedece comando de voz, motorista particular, sala de fisioterapia na casa, sessões de hidroterapia na piscina local, enfim, eles retratam um outro mundo diferente daquele em que vivemos.
Ontem a Luciana entrevistava a Vanessa Romanelli, portadora de amiotrofia, e a conversa delas era tão superficial e ridícula que mudei de canal e continuei vendo o jogo do meu Palmeiras. Elas falavam que não havia ônibus adaptado em grande quantidade, o que demora muito a aparecer e outras bobagens. Elas pensam que passando essas informações vão conscientizar alguém, descobrir a roda não surpreende mais!
O autor da novela deveria ter explorado uma personagem pobre que após ficar tetraplégica deveria enfrentar as diversas barreiras urbanas que encontramos nas cidades. A barreira que a Luciana encontrar, o dinheiro vai transpor.
No entanto, nem tudo é negativo na personagem. Se ela colocar em debate a sexualidade das pessoas com deficiência, como começou ontem, vai fazer com que a temática seja tratada de formal natural. Agora, precisamos aguardar e observar como isso vai ser colocado.
Outro lado que não estou gostando é a situação amorosa que deve existir sempre entre pessoas com deficiência e pessoas sem deficiência. Conheço vários casais com deficiência que vivem muito bem, ou seja, não necessariamente a pessoa que tem deficiência deve procurar naquela sem deficiência o par perfeito.
Para finalizar, outro dia a turma da Luciana foi jantar num restaurante 10 estrelas e tudo era bonitinho, com acessibilidade e etc. Costumo ir num bar com meus amigos tomar cerveja e o local é tão apertado que o Bigode quando me vê pega uma mesa passa por cima de todos e a coloca num lugar ótimo para mim, o ideal não é isso, porém, é a realidade das pessoas mortais, como eu.
É isso que penso.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Empoderamento


“Eu gostaria de ser lembrado como alguém que amou o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a água, a vida”
(Paulo Freire)
Paulo Freire, notável pensador da educação do século XX, trouxe para o Brasil o termo empoderamento, que foi outra destas expressões ricamente definidas pelo educador. Embora a palavra Empowerment já existisse na Língua Inglesa, significando “dar poder” a alguém para realizar uma tarefa sem precisar da permissão de outras pessoas, o conceito de Empoderamento em Paulo Freire segue uma lógica diferente. Para o educador, a pessoa, grupo ou instituição empoderada é aquela que realiza por si mesma, as mudanças e ações que a levam a evoluir e se fortalecer.

Empoderar é fazer com que as pessoas com deficiência tomem o controle de seus próprios assuntos, de sua própria vida, com a consciência da sua habilidade e competência para produzir, criar e gerir seus destinos.
Este é o ‘novo’ papel das instituições: promover o empoderamento, a autonomia, a independência numa perspectiva de inclusão comunitária, inclusive através da habilitação e reabilitação.

As pessoas com deficiência quando super protegidas têm via de regra subtraído sem empoderamento pela família, pelo Estado e pela sociedade. A inclusão define que a retomada desse empoderamento por parte das pessoas com deficiência é fundamental para se adquirir autonomia e independência e assim exercer cidadania. Aos educadores é importante respeitar a vontade dessas pessoas e não tomar decisões precipitadas.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Autonomia e independência

Quando falamos em inclusão estamos nos referindo ao processo de equidade social, onde todas as pessoas são depositárias de direitos e deveres na mesma proporção. Para que isso ocorra é necessário que as pessoas com deficiência tenham autonomia e independência em suas ações. E qual é o conceito desses valores agregados à pessoa humana?
Autonomia – é a condição de domínio no ambiente físico-social, preservando ao máximo a privacidade e a dignidade da pessoa que a exerce. Ter maior ou menor autonomia significa que a Pessoa com Deficiência, com ou o uso de tecnologia assistiva, tem maior ou menor controle nos vários ambientes que ela queira e/ou necessite frequentar para atingir seus objetivos.
Independência – É a faculdade de decidir sem depender de outras pessoas (membros da família ou profissionais especializados, por ex.). Uma Pessoa com Deficiência pode ser mais ou menos independente em decorrência não somente da quantidade e qualidade de informações, mas também da sua autodeterminação e/ou prontidão para tomar decisões numa determinada situação.
Portanto, a pessoa pode ser completamente independente em suas decisões, no entanto, pode não dispor de autonomia para realizar suas ações. Por isso sempre devemos pensar num ambiente onde todos tenham a mesma possibilidade de acesso, isso se deve dar também em ambientes urbanos.



quinta-feira, 4 de março de 2010

Email de uma amiga

foto da minha amiga Rose Colombo

Recebi ontem um email da minha amiga do coração Rosane de Curitiba que achei tão complexo que decidi responder publicamente aqui no blog. Transcrevo abaixo parte do email e minha resposta:

“Querido Ari, já nos conhecemos há mais de 10 anos o que me deixa a vontade para perguntar o que marcou mais sua vida escolar sendo portador de uma doença progressiva?”

Rosane, sua pergunta e o complemento de seu email me fizeram voltar no tempo e refazer alguns caminhos. Veja, você que é uma pesquisadora dedicada aos estudos da deficiência sabe muito bem que quando a pessoa é portadora de uma doença progressiva, como a Amiotrofia Espinhal, tipo III ou outra, ela tem dois caminhos a percorrer: ou ela procura viver se adaptando a doença ou ela esquece a vida e se dedica somente a doença. Sempre em minha vida procurei viver, mesmo sabendo que tinha uma doença marcante.
A minha infância não foi marcada pela Amiotrofia, o que mais me marcou quando criança foram o preconceito da sociedade e a discriminação sofrida na pele e no sentimento. Quando ingressei na escola não foi a Amiotrofia que me impossibilitou de estudar, o que me impediu foi a ação da diretora e das professoras que não me queriam em sala de aula. Ou seja, o fato de andar com dificuldade, de escrever devagar não me deixaram sequelas, entretanto, o fato de ter sido isolado, separado do grupo foi com tanta violência que até hoje, passados mais de 40 anos lembro-me de cada dia daquele vivido. Enquanto outras crianças brincavam no recreio eu era obrigado a ficar em sala de aula para não me relacionar com elas. Depois já no Ginásio (atual Ensino Fundamental II) eu e minha amiga Flávia ficávamos numa sala isolados de todos porque éramos alunos da AACD.
O preconceito é a pior doença da humanidade. O preconceito mata, mutila, destrói o ser humano. E o pior do preconceito é que ele não será curado pelas pesquisas em células-tronco e nem vai haver nenhuma droga capaz de minimizar seus efeitos danosos. Para curar o preconceito basta o respeito à diversidade humana e o amor entre as pessoas, valores tão simples de serem adotados.
Por isso Rosane que hoje não admito nenhum tipo de discriminação, e quando meu direito é violado vou buscar na justiça o equilíbrio da relação.
Adoro trabalhar com inclusão porque sei da sua importância na vida de uma criança com deficiência.
É isso amiga.


quarta-feira, 3 de março de 2010

Eliminação de barreiras arquitetônicas


Evidentemente que todo processo de inclusão impõe que medidas de eliminação de barreiras arquitetônicas sejam adotadas. Pequenos desníveis, degraus, mobiliário mal colocado ou outros objetos que possam dificultar a livre mobilidade dessas pessoas é um fator de exclusão e em sendo assim, devem ser melhor posicionados e pequenas reformas são necessárias.
O que é importante é identificar esses obstáculos e não se criar novas barreiras no ambiente onde as atividades estejam acontecendo.
Naturalmente que inclusão é dar a mesma oportunidade de uso para que todas as pessoas possam usufruir do mesmo espaço com autonomia e independência, requisitos básicos para o efetivo exercício da cidadania.

terça-feira, 2 de março de 2010

Estratégias do educador

Cada um tem o seu jeito de orientar as atividades educacionais de trânsito, isso é perfeitamente natural como todos sabem. Quando recebemos um aluno com deficiência, somos estimulados a rever nossa prática e a buscar outras formas de ensinar.

Uma criança cega, uma criança em cadeira de rodas, uma criança surda ou apresentando qualquer outra diferença se relaciona com o meio urbano de uma forma que a diferencia das demais crianças. Portanto, o educador deve aplicar práticas inclusivas, assim todos voltam para casa cientes que receberam instruções de segurança viária.

A cooperação recíproca durante a atividade é um fator importante para a inclusão das
pessoas com deficiência, pois permite interação e troca entre os alunos. O desenvolvimento de algumas estratégias pode ser decisivo para criar um ambiente de cooperação em que aqueles alunos que têm mais habilidades no meio urbano possam ajudar aqueles com menos habilidades.

Uma estratégia que pode ser utilizada é o uso de maquetes. Mostrar através dela uma parte real da cidade, com guias rebaixadas entre cruzamentos e outra parte não adaptada é uma ferramenta ideal para que a atividade fique mais inclusiva. Afinal, com as maquetes educandos cegos ou de baixa visão podem tocá-las, para crianças sem deficiência a atividade fica mais concreta e real, ou seja, todos ganham.

maquete de um bebê em formação gestacional utilizado na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, isso torna o ensino próximo da realidade e permite que alunos cegos ou de baixa visão possam explorar o objeto através do tato.

Ademais, a estratégia interna do próprio educador entender que as crianças não assimilam na mesma velocidade é a mais importante de todos, assim ele pode explorar mais o conhecimento pré-existente e fazer da sua atividade uma construção do conhecimento coletivo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Capacitação dos educadores


Capacitar os educadores de trânsito para o real compromisso da inclusão educacional é um verdadeiro desafio. Naturalmente que para essa capacitação ser efetiva é necessário que o educador seja flexível para a construção de um novo conhecimento.
O educador deverá aplicar sua acessibilidade atitudinal, ou seja, deverá adotar a prevenção e eliminação de preconceitos, estigmas, estereótipos, discriminações, nesse sentido, ele deve se abrir para um novo mundo, para o universo da diversidade humana.
A grande vantagem da inclusão no setor de ensino é que ela é uma via de mão de dupla, compreendendo isso como um sistema de educação em que educandos e educador aprendem conjuntamente.
O educador é a peça fundamental da ferramenta da inclusão e portanto, voltaremos a abordar o principal personagem.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Novas notas de real em tamanhos diferentes

O Banco Central acaba de lançar a nova linha de cédulas do real. As novas notas mantiveram as mesmas cores das antigas e os mesmos animais. Os tamanhos serão diferentes, a de R$2 é a menor, a de R$ 5 um pouco maior, e assim sucessivamente, a exemplo do euro.
Com isto, as notas atendem ainda a uma demanda dos deficientes visuais, já que poderão ser identificadas por seus tamanhos diferentes e terão marcas táteis em relevo aprimoradas em relação às já existentes.
A nova série de notas entrará em circulação gradualmente até 2012, mas as notas em circulação continuarão a valer até a substituição integral. As notas de R$ 50 e R$ 100 começam a circular já no primeiro semestre deste ano.
A Casa da Moeda modernizou seu parque fabril para poder produzir as novas cédulas. Com isso, de acordo com o Banco Central, o órgão tem tecnologia para imprimir hoje qualquer moeda existente no mundo, incluindo o dólar e o euro.


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Folha de São Paulo

São Paulo, sábado, 27 de fevereiro de 2010 COTIDIANO

Shoppings descumprem lei de acessibilidade em SP

Prefeitura achou problemas no Anália Franco, Center Norte/Lar Center, Eldorado e Iguatemi
As irregularidades estão em escadas, elevadores e banheiros, além da falta de vagas em estacionamentos; blitze começaram em 2009
MÁRCIO PINHODA
REPORTAGEM LOCAL

Shoppings de São Paulo não oferecem acessibilidade adequada a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e descumprem vários itens da legislação. As irregularidades são várias em escadas, elevadores, banheiros etc, segundo vêm mostrando blitze da prefeitura desde o ano passado.

Há problemas nos shoppings Anália Franco, Center Norte/ Lar Center e Eldorado. Ontem,foi a vez do Iguatemi, shopping de luxo na zona oeste, onde a vistoria encontrou falta de orientação para deficientes visuais em rampas, escadas e elevadores, corrimões na altura errada e barras instaladas incorretamente no banheiro -tudo em desacordo à norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e à lei municipal sobre o tema.

A fiscalização já rendeu multa ao Anália Franco (a multa mensal por descumprimento gira em torno de R$ 3.500 por mês). Outros estabelecimentos podem ser penalizados -todos os shoppings serão vistoriados.

O secretário responsável pela pasta da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário, afirmou que poderá solicitar à prefeitura que fiquem sem o alvará de funcionamento os estabelecimentos que não se ajustarem. O objetivo da ação, afirma, é promover a cultura da acessibilidade.

A ação da prefeitura verifica também se os shoppings seguem o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado entre 22 deles e o Ministério Público. Pelo acordo, metade das vagas para deficientes na garagem deve ter algo que impeça outras pessoas de estacionar irregularmente -uma cancela, por exemplo. Até agora, só shoppings que não assinaram o TAC foram vistoriados.

O problema mais comum encontrado até agora foi a falta de vagas suficientes para esse público -apenas o Center Norte tinha espaços de sobra.

Ontem, a Folha viu carros sem identificação de que transportam um portador de deficiência ocupando vagas demarcadas nos shoppings Eldorado e Villa-Lobos. O item é obrigatório, diz a prefeitura, e é obtido no Detran.

No shopping Eldorado, a professora Maria Regina Cavalcanti afirmou que recebeu auxílio para deixar suas muletas e sentar em uma cadeira oferecida pelo estabelecimento. "São atenciosos", diz ela. Para Maria Regina, contudo, o banheiro voltado a pessoas com deficiência é apertado.

O Eldorado diz que passa por revitalização e que seu projeto contempla pessoas com deficiência. Center Norte e Anália Franco afirmam que têm obras para melhorar a acessibilidade.

O Iguatemi informou ter o Certificado de Acessibilidade da prefeitura e que, por isso, acredita estar adequado. Aguardará o relatório da vistoria para eventuais adequações.

O Villa-Lobos afirma que seus banheiros são 100% acessíveis e que tem melhorias previstas em projeto. Villa-Lobos e Eldorado dizem fiscalizar motoristas nas vagas demarcadas.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Utilizar veículos para atividades remuneradas e as pessoas com deficiência

O site do DENATRAN publicou o seguinte esclarecimento acerca de pessoas com deficiência utilizarem veículos adaptados para fins de atividade remunerada:

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Norma permite modificações em todos os veículos para condução por pessoas com necessidades especiais

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) esclarece que é permitida a modificação em qualquer veículo para ser conduzido por pessoas com necessidades especiais. A partir da publicação da Portaria 659, em 17 de dezembro de 2009, todos os veículos podem ser adaptados, inclusive os de carga, tração e os coletivos de passageiros, dando condições para que esses condutores possam exercer a profissão nas categorias “C”, “D” ou “E”.
O processo para permitir o exercício de atividade remunerada por condutores com necessidades especiais teve início em 2007, quando o presidente do Conselho Nacional de Trânsito/Contran, atendendo decisão do Juízo da 10ª Vara Cível de São Paulo, em ação promovida pelo Ministério Público Federal, publicou a Deliberação 61 em 17 de dezembro, retirando a vedação desse tipo de atividade para condutores com veículos adaptados com a revogação da Resolução 80/98. A Deliberação foi referendada pela Resolução 267/2008.
Apesar da edição da Resolução 267, havia ficado uma lacuna quanto a permissão das modificações nos veículos das categorias “C”, “D” ou “E”. Ou seja, o condutor com veículo adaptado poderia exercer atividade remunerada, porém não estavam previstas as modificações em veículos de carga, tração e os coletivos de passageiros.
Essa questão foi levantada pela Procuradoria da República do Estado de Pernambuco em 29 de junho de 2009, que solicitou esclarecimentos do Contran sobre os critérios em vigor para adaptação desses veículos. Segundo a Procuradoria, “embora o Contran tivesse retirado a vedação para que os deficientes físicos realizassem atividade profissional de condutor, permaneceu silente quanto às adaptações de veículos das categorias “C”, “D” e “E””.
Diante disso, o Denatran publicou a Portaria 659 em 17 de dezembro de 2009, alterando o anexo da Resolução 292/2008 para permitir a modificação em todos os veículos para serem conduzidos por portadores de necessidades especiais. Com a edição da norma, ficaram atendidas às determinações da Procuradoria da República do Estado de Pernambuco, bem como da Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal do Estado de São Paulo.
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A título de esclarecimento os termos utilizados na nota foram usados assim pelo DENATRAN, "condutores com necessidades especiais", "deficientes físicos". Outrossim, a nota não informou que a Portaria 659/09 foi revogada pela Portaria 25/10. A matéria em si é bastante controversa, como por exemplo, uma pessoa com deficiência física exercer a função de taxista, no entanto, conforme portaria e resolução em vigor ela pode exercer. Vamos aguardar o posicionamento oficial de cada Município.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Educação de trânsito e o paradigma da integração


Feitas as preliminares anteriores, vamos discutir agora a questão da educação de trânsito patrocinada pelos municípios sob a ótica da integração:

Observando-se as formas como são colocadas as atividades educacionais de trânsito, é possível constatar que elas não são adequadas para pessoas com deficiência. O educador orienta os alunos que ao atravessarem a rua, eles devem olhar para ambos os lados; orienta a fazer a travessia sempre quando o semáforo estiver aberto para os pedestres e ainda assim deve-se olhar para os lados e outras orientações são passadas.

Notamos que essas orientações sempre levam em conta que as pessoas tenham o sentido da visão preservados e que não tenham nenhuma dificuldade de locomoção. Ora, a sociedade é o espelho da diversidade humana e as cidades em seu bojo apresentam-se com suas especificações próprias. Portanto, esse modelo de educação embora seja confortável para o educador, não atende às necessidades de todas as pessoas, tenham ela deficiência ou não.

É confortável para o educador, porque basta ele acionar o “controle remoto” interno e as orientações vão sendo passadas mecanicamente, não precisam pensar. Entretanto, quando o educador está preparado para lidar com as diferenças ele fica o tempo todo atento a diversidade e suas orientações serão muitas mais ricas em conteúdo, e o processo de cidadania será ampliado.

Concluímos assim, que funcionava (e ainda funciona) um sistema de educação de trânsito onde as pessoas com deficiência ficam à margem do conhecimento, afinal, se ela recebe a mesma informação daquela pessoa que não tem deficiência, estamos deixando implícito que cabe àquela pessoa a ideia de que ela deve-se moldar ao padrão dominante, ainda que tornar acessível as cidades seja um direito de todos.

Sugiro que as entidades que trabalham com educação de trânsito façam uma revisão de suas atividades e que capacitem seus profissionais para o universo de todas as pessoas e que convidem ong’s ligadas ao segmento das pessoas com deficiência para discutam conjuntamente novas medidas.

Aqui vale o lema da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência:

“NADA SOBRE AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA SEM AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA”

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Paradigma da integração

Estudar naquelas condições foi um esforço de minha parte e da professora que estava comigo. Para entender melhor, vamos analisar brevemente o paradigma da integração, tão defendida durante os últimos 50 anos, que ocorria e ainda ocorre de três formas, conforme ensinamentos do professor Romeu Sassaki:

- Pela inserção pura e simples daquelas pessoas com deficiência que conseguiam ou conseguem, por méritos pessoais e profissionais, utilizar os espaços físicos e sociais, bem como seus programas e serviços, sem nenhuma modificação por parte da sociedade (escola comum, empresa comum, clube comum etc.)

- Pela inserção daquelas pessoas com deficiência que necessitavam ou necessitam alguma adaptação específica no espaço físico comum ou no procedimento da atividade comum a fim de poderem, só então, estudar, trabalhar, ter lazer, enfim, conviver com pessoas sem deficiência.

- Pela inserção de pessoas com deficiência em ambientes separados dentro dos sistemas gerais. Por exemplo: escola especial junto à comunidade; classe especial numa escola comum; setor separado dentro de uma empresa comum; horário exclusivo para pessoas deficientes num clube comum etc. Esta forma de integração, mesmo com todos os méritos, não deixa de ser segregativa.
Nenhuma destas formas de integração social satisfaz plenamente os direitos de todas as pessoas com deficiência, pois a integração pouco exige da sociedade em termos de modificação de atitudes, de espaços, de objetos e de práticas sociais. No modelo integrativo, a sociedade, praticamente de braços cruzados, aceita receber pessoas com deficiência desde que estas sejam capazes de:

- moldar-se aos requisitos dos serviços especiais separados (classe especial, escola especial etc.);
- acompanhar os procedimentos tradicionais (de trabalho, escolarização, convivência social etc.);
- contornar os obstáculos existentes no meio físico (espaço urbano, edifícios, transportes etc.);
- lidar com as atitudes discriminatórias da sociedade, resultantes de estereótipos, preconceitos e estigmas;
- desempenhar papéis sociais individuais (aluno, trabalhador, usuário, pai, mãe, consumidor etc.) com autonomia mas não necessariamente com independência.

Vista de outra maneira, a integração constitui um esforço unilateral tão somente da pessoa com deficiência e seus aliados (a família, a instituição especializada e algumas pessoas da comunidade que abracem a causa da inserção social), sendo que a pessoa com deficiência deve procurar tornar-se mais aceitável pela comunidade. A integração sempre procurou diminuir a diferença da pessoa com deficiência em relação à maioria da população, através da reabilitação, da educação especial e até de cirurgias, pois ela partia do pressuposto de que as diferenças constituem um obstáculo, um transtorno que se interpõe à aceitação social.
Em ambientes como esses inúmeras pessoas com deficiência da minha faixa etária procuravam estudar nas escolas, e confesso que naõ era uma tarefa fácil.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Modelo de integração escolar -2

A professora Dorothea Carvalho foi minha primeira professora de verdade. Sai daquela situação e entrei na sala onde ela lecionava. Lembro-me que ao contrário da outra sala, agora minha estatura era a maior, considerando que já estava com 9 anos e as outras crianças tinham entre 6 e 7 anos. Descobrir o conhecimento e novos rumos foi uma experiência incrível para mim. Apesar de várias recomendações que recebia como não brincar no pátio da escola e não participar das brincadeiras, estar evoluindo me fazia muito bem. A importância dessa professora na minha formação futura foi fundamental.
O modelo escolar de integração é nocivo para qualquer criança, tenha ela deficiência ou não. A escola não pode criar um padrão de ensino e achar que todos devem seguir naquele curso, a escola e os professores devem ser flexíveis e entender que não existe homogeneidade nas pessoas, a humanidade é heterogênea, a diversidade é a forma que o Criador nos fez para que nas diferenças pudéssemos nos aproximar.
De qualquer e naquele modelo de ensino, terminei o "primário" e segui meus estudos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Modelo de integração escolar -1

A foto acima data de 1967, na escola Parque Rodrigues Alves, localizada no bairro de mesmo nome, zona norte de SP. Quem está na foto é meu irmão Alberto (lado esquerdo), nessa época eu ainda andava, mas me cansava no mínimo esforço.

Falar em inclusão da pessoa com deficiência em qualquer setor da sociedade, sem resgatar o processo histórico fica mais difícil de entender e aceitar. Vejam, tenho atualmente 50 anos de idade. Nasci em 1959 na Parada Inglesa, zona norte de São Paulo. Em 1966 fui para o primeiro ano do primário, como era denominado na ocasião. Fui à escola no auge do processo da integração escolar. A diretora da escola constatando a minha dificuldade para andar, julgou-me incapaz de seguir os estudos no ensino regular. Fui enviado para uma sala especial nessa mesma escola, sendo minha mãe orientada para isso. Nessa sala deparei-me com crianças muito maiores que eu, afinal, descobri depois que eles ou eram alunos repetentes ou tinham alguma deficiência qualquer e portanto, ficavam anos fazendo a mesma lição e as mesmas atividades. Ou seja, por esse modelo a pessoa que tinha alguma deficiência era obrigada a se moldar nos padrões estabelecidos pela sociedade. Você somente era aceito se conseguisse superar suas dificuldades sozinhos e a deficiência era uma doença e como tal precisava ser curada. Nessa sala fiquei dois anos da minha vida, mesmo sabendo que poderia produzir mais, até que finalmente uma professora enviada por Deus me resgatou daquela situação. Portanto, para aquela diretora eu tinha uma doença e não poderia me relacionar com outras crianças...


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mudança de rumo

Aos meus amigos e amigas, informo que a partir de amanhã vamos mudar o curso deste blog. Agora que parte da minha história na CETSP já foi bem retratada aqui, vou utilizar o blog para difundir práticas inclusivas. Espero que assim os bons exemplos sejam seguidos.

Considerando que atualmente estou elaborando o Programa de inclusão para a CETSP, vou transformar esse programa numa importante ferramente de consulta. Espero que aprovem e participem.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Exposição “O mistério o Tempo em Poesias”

A instalação com pinturas, poesia, música, videoarte e performances, teatrais de Cacau Brasil, montada numa das passarelas da Estação da Luz, respeita a acessibilidade. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a ONG Mais Diferenças adaptaram o local para receber pessoas com deficiências físicas, auditivas e visuais. Intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), textos e programa descrevendo as obras, impressas em braile e letras ampliadas para pessoas com baixa visão, são algumas das novidades do espaço. Além de piso tátil, demarcando o circuito da mostra, equipamentos permitem acompanhar as performances teatrais, o vídeo e depoimentos do artista mineiro.
SERVIÇO
Passarela da Estação da Luz
Endereço: Praça da Luz, s/no - Luz - São Paulo
Telefone: (11) 3326-0775
Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 10 às 18 horas
Horários das performances: Quarta a sexta, 11 e 13 horas. Sábados e domingos, 11, 12, 14 e 15 horas
Entrada franca
Abertura da exposição adaptada:
quinta-feira, 18
Até domingo, 28
Fonte: Diário Oficial do Estado de São Paulo

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Elaboração do programa de inclusão


O Milton que aparece comigo na foto acima, foi designado para ajudar na elaboração do programa de inclusão. A escolha foi acertada, pois ele além de ser um pesquisador inato de internet tem uma visão dinâmica e administrativao de qualquer atividade.
Quando se entra no universo das pessoas com deficiência passamos a ver o mundo com um olhar mais crítico e realista; descobre-se que as cidades são fatores de exclusão e que as oportunidades não são distribuídas de forma igual para todos. O Milton quando ingressou não tinha pleno conhecimento disso, mas agora é defensor das teorias do segmento.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Praia acessível


O governador José Serra participou nesta segunda-feira, 15, na Praia Grande, Baixada Santista, do lançamento do Programa Praia Acessível. A iniciativa da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência vai disponibilizar cadeiras de rodas anfíbias em cidades do litoral, garantindo o pleno acesso das pessoas com deficiência às praias paulistas. Também participaram do lançamento do Praia Acessível a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella, e o Coordenador de Acessibilidade da Secretaria, Marco Pellegrini."O Programa Praia Acessível visa facilitar o acesso de pessoas com deficiência ao mar. A secretaria que cuida das pessoas com deficiência projetou uma cadeira especial para isso, que não afunda na areia, que flutua e que precisa, naturalmente, de uma acompanhante", disse José Serra. “O programa vai funcionar inicialmente na Ilha Bela, em Santos e na Praia Grande. E pouco a pouco, em todas as praias. No limite, vamos entregar mil cadeiras – cem até a semana que vem. Esse é um programa que começou em dezembro, quando tivemos a idéia. Ele é mais um aspecto da grande batalha que estamos fazendo em São Paulo para dar as pessoas com deficiência melhores condições de vida e cidadania”, completou o governador.Entre os dias 15 de fevereiro e 31 de março, a Secretaria disponibilizará cadeiras de rodas anfíbias nas cidades de Santos, Praia Grande e Ilha Bela. O serviço ficará disponível de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. Em Santos, o posto de atendimento ficará no Canal 3; em Ilha Bela, na Praia do Perequê, próximo à Rua Armando da Silva Pinto, e em Praia Grande em frente à estátua do Netuno entre as Avenidas Vicente de Carvalho e Avenida Oceânica Amabile. Para utilizar as cadeiras de rodas, é necessário apresentar os documentos do usuário e acompanhante, além de preencher um Termo de Responsabilidade. O serviço fica disponível em função da boa condição do mar.Para atender a demanda, cada posto irá contar com uma equipe de três pessoas, as quais irão orientar e auxiliar a entrada e saída do mar com as cadeiras de roda anfíbias. O equipamento só pode ser utilizado com acompanhamento facilitador ou acompanhante, independentemente da condição física do usuário.
A cadeira possui rodas largas para evitar o afundamento na areia e dispõe de uma barra para auxiliar a movimentação na areia ou entrada e saída da água. Após diversos testes com o protótipo da cadeira, a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência pretende, em um primeiro momento, encomendar 100 equipamentos, que serão entregues aos municípios litorâneos. Os critérios para os municípios receberem a cadeira de rodas anfíbia ainda serão definidos pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O primeiro item é a praia oferecer condições mínimas de acessibilidade, rampas, piso tátil, vagas específicas, banheiros acessíveis e postos de salvamento.O país tem hoje 27 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Esse número representa 14,5% da população brasileira.

Vagas para pessoas com deficiência física

Estacionar veículos em vagas destinadas às pessoas com deficiência física é infelizmente uma prática comum pelas pessoas sem deficiência. Além de ser um desrespeito e falta de cidadania, a utilização assim indiscriminada atrapalha e muito para as pessoas que têm dificuldade de locomoção. Meu amigo Milton me enviou a figura acima e decidi disponibilizá-la no blog.

Programa de inclusão

O Programa de inclusão prevê as ações abaixo delineadas:

Capacitação de pessoal – os educadores serão capacitados, participarão de seminários, curso de LIBRAS e outras formas de comunicação, sempre focando a facilitação de interação com as pessoas com deficiência;

Eliminação de barreiras arquitetônicas – melhorar a acessibilidade para todos;

Sensibilização dos educadores – parte importante do processo, considerando que a sensibilização dos educadores e dos empregados com a temática é mister para o sucesso do programa;

Estímulo à inclusão – motivar os educadores a refletirem sobre o tema;

Revisão das atividades do CETET – tornar as atividades do CETET inclusivas através do processo de construção do conhecimento; e

Estímulo para o estudo da diversidade humana – estimular constantemente os educadores a perceberem que a diversidade humana é o elo de harmonia entre as pessoas.
Agora, é necessário que a gerência e superintendência estejam empenhadas para que essas ações sejam de fato implementadas, vamos aguardar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Programa de Educação para o Trânsito para Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida

A educadora Cássia (camisa laranja) numa atividade para pessoas com deficiência intelectual

O pedido do gerente para elaborar o Programa de Educação para o Trânsito para Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida pode ser observado sob dois pontos de análise:
- O programa vai modificar, transformar e impor uma nova forma de gerir educação de trânsito, ou seja, uma educação voltada para todos;
- o programa será apenas uma embuste de inclusão, e não será colocado em prática, será apenas citado.
Trabalhar com inclusão requer uma busca de novos valores das pessoas envolvidas. É olhar para as pessoas e notar que nelas há diferenças, algumas têm pele branca ou negra, olhos verdes e outras olhos castanhos, algumas têm deficiência e outras não. As diferenças presentes em nós são os elementos ricos da diversidade humana. Nossas diferenças foram criadas para nos aproximar e não para nos afastarmos um do outro. Portanto, quem pretende estimular inclusão deve-se renovar internamente e se abrir para o verdadeiro universo das diferenças humanas. Achar que as pessoas somente devem ouvir mensagens através do ouvido ou enxergar somente pelos olhos é um erro... podemos nos comunicar de várias formas e podemos ver o mundo usando outros sentidos da natureza humana. Os rinocerontes quase não enxergam e se guiam no seu habitat pelo cheiro, e nem por isso deixam de ter sua importância no mundo animal.
Vou elaborar o programa junto com o Milton, mas também vou sair no momento em que eu perceber falta de interesse e pouca ousadia por parte da gerência e supervisão.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Jornal Folha de São Paulo

TENDÊNCIAS/DEBATES

CTB e as 34 mil mortes em acidentes

MOACYR SERVILHA DUARTE

Mudar essa estatística negativa começa, portanto, com o aumento da fiscalização sobre os condutores e seus veículos

A MORTE de mais de 34 mil brasileiros por ano em acidentes de trânsito é um problema que o país precisa enfrentar de forma decidida e rápida -o contínuo aumento da frota tende a fazer crescer esse terrível número, se não forem tomadas providências para atacar as causas.
As estatísticas mostram que as principais causas desses acidentes, que também deixam milhares de feridos e trazem prejuízos à sociedade, são a imprudência dos motoristas e as más condições dos veículos, complementadas por falta de educação para o trânsito e problemas nas rodovias.
Mudar essa estatística negativa começa, portanto, com o aumento da fiscalização sobre os condutores e seus veículos, como mostrou a ação efetiva de polícias e agentes de trânsito com a chamada lei seca.
Nos dias em que houve forte controle policial, a queda de acidentes e mortes foi significativa, nas cidades e nas rodovias, chegando a reduções da ordem de 50%, de acordo com dados de hospitais e prontos-socorros. A ampla divulgação pela imprensa das apreensões e penalidades colaborou para a conscientização e consequente redução de danos. Mas bastou afrouxar a fiscalização para o numero de acidentes e mortes voltar a crescer.
A modernização do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), particularmente na definição de penalidades e fiscalização, pode ajudar muito nesse sentido. A Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados aprovou no final de 2009 o parecer da deputada Rita Camata (PMDB-ES) sobre o projeto de lei 2.872/08, de autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que traz importantes modificações sobre infrações e penalidades, multas e sua destinação, uso de álcool por condutor e controle pelo bafômetro, entre outros aspectos.
Embora esse substitutivo possa vir a ser alterado e o próprio projeto corra o risco de ser sustado em outra comissão do Legislativo, confiamos que, tanto na Câmara quanto no Senado, e depois no Executivo, serão mantidas essas importantes alterações.
Louve-se a preocupação do Legislativo, num ano em que foi tão criticado, de tomar medidas pensando na redução dos acidentes e dessas 34 mil mortes anuais, um custo social e econômico inaceitável no atual esforço de desenvolvimento e melhoria das condições do Brasil.
Paralelamente à atualização do CTB, é preciso criar condições para aumentar a aprimorar a fiscalização, tanto dos condutores quanto dos veículos, que muitas vezes trafegam em condições de total insegurança.
O grande número de veículos velhos em circulação é um fator que contribui para o aumento da insegurança, razão pela qual temos defendido um financiamento facilitado para a renovação da frota de caminhões antigos, envolvidos nos acidentes mais graves.
Como o código está sendo modificado após a consolidação do programa de concessão de rodovias e de sua supervisão pela ANTT e por agências estaduais, existe a oportunidade de atribuir parte dessa fiscalização às próprias agências, incluindo-as no Sistema Nacional de Trânsito. As agências contariam com agentes da autoridade de trânsito, similarmente ao que ocorre no DNIT e nos DERs, aliviando, nas rodovias concedidas, o trabalho das polícias.
Vale lembrar que a ação policial, quando necessária, deve continuar com os órgãos de repressão ao crime, sendo esses agentes da autoridade de trânsito -servidores civis- responsáveis tão só pela fiscalização dos veículos e dos condutores e por lavrar multas, especialmente as que podem ser constatadas por aparelho eletrônico ou equipamento audiovisual, como previsto no CTB.
A formação dos integrantes da Polícia Rodoviária Federal e das polícias militares estaduais exige uma ampla especialização, que envolve o manuseio de armas, entre outras capacitações, uma vez que são responsáveis pela segurança pública e fundamentais na repressão de ilícitos criminais.
Essas qualificações são desnecessárias para os agentes encarregados de fiscalizar o trânsito, onde o fundamental é conhecer o código e suas exigências e normas.
Assim, a criação de um corpo de agentes da autoridade de trânsito nas agências reguladoras de transportes terrestres, especializado em fiscalização, tem a vantagem de reduzir o custo de preparação e, ao mesmo tempo, permitir a incorporação de pessoas não necessariamente vocacionadas para questões de segurança pública.
A hora é oportuna para incluir essa nova possibilidade na reformulação e modernização do CTB. E, principalmente, para que se tenha uma fiscalização cada vez mais eficiente dos veículos e de seus condutores, para que possamos reduzir a atual média de 1 morte para cada 260 veículos a um nível próximo ao dos países civilizados, que apresentam estatísticas de 1 morte para cada 2.000 ou mais veículos.
MOACYR SERVILHA DUARTE é presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Pausa para o carnaval












Vamos descansar...até quinta. Nova postagem pessoal somente na quinta, posso publicar alguma matéria se for importante. Minha sobrinha ontem (hoje pela madrugada) desfilou na Mancha Verde e arrebentou. Acima algumas fotos do desfile da escola.
Bom carnaval a todos, divirtam-se e usem camisinha.



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Programa de Inclusão


Após alguns dias de espera, finalmente o gerente Branco (foto acima) me chamou e passou algumas diretrizes. Ele pediu que fosse elaborado um programa de inclusão das pessoas com deficiência nas atividades do CETET. O Milton Roberto foi designado para assessorar o programa comigo. Ele é muito competente e tem uma visão futurista, o que facilita o estudo da inclusão.
Pessoalmente algumas coisas ainda precisam acontecer para que eu possa efetivamente acreditar nessa iniciativa.

Susana no centro, e o Milton a minha esquerda

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Retorno em 2009


Em 30 de setembro de 2009 voltei à CET. Nas fotos acima é o primeiro dia do retorno. Na primeira foto é a Rose, minha amiga de coração; e na foto abaixo é a Eliane, uma graça de amiga.
Voltei para o colo da Susana, mas o EVT Caio Graco estava desgastado. Não conhecia o gerente, que iria conversar comigo, me passar as diretrizes.
Meu retorno foi complicado. Minha saúde era precária e possivelmente não ficaria muito tempo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Momentos de reflexão

Esse período em que fiquei afastado me fez pensar a CET/CETET sobre outro aspecto. Voltar a trabalhar deixou de ser uma prioridade para mim, passei a pensar em uma vida distante da CET; por outro lado, apenas voltar significaria uma vitória pessoal sobre o pesadelo em que estava passando.

Durante esse tempo analisei detalhadamente toda a minha vida profissional na CET e conclui que na gestão Erundina foi meu melhor momento. A gestão da Marta me decepcionou, naõ exatamente ela, mas as pessoas que vieram gerir a CET.

As pessoas envelheceram, formaram feudos, se tornaram mais rancorosas, Gilberto Kassab foi reeleito prefeito, o que me desanimou um pouco mais... o que foi mais gostoso nesse período todo foi passear de carro com minha cachorra Keire.