Meu nome é Ari Vieira, sou especializado em educação para pessoas com deficiência pela PUCSP. Quero ajudar os docentes a debater o tema inclusão das pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida nas escolas. O blog será também uma importante ferramenta de consulta para quem for implantar a temática da inclusão na mobilidade urbana.
sábado, 13 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Ensino à distância e as pessoas com deficiência - 1
A Educação à Distância no Brasil foi normatizada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN nº 9394 em 20 de dezembro incentivando o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino à distância, em todos os níveis e modalidades de ensino e de educação continuada, pelo Decreto 2494, de 10 de fevereiro de 1998, pelo decreto 2561, de 27 de abril de 1998 e pela portaria 4 Ministerial 301, de 07 de abril de 1998 e em abril de 2001, pela Resolução 1 do Conselho Nacional de Educação que estabeleceu as normas para a pós-graduação lato e stricto sensu. E, em consonância com o disposto na LDBEN, o Plano Nacional de Educação - PNE define como uma de suas metas aprimorar o programa de atualização e capacitação profissional através do Sistema Nacional de Educação à Distância.Esta modalidade de educação ocupa um papel cada vez mais importante não somente no contexto das tecnologias educacionais, mas também no desenvolvimento social do país.
A Educação à Distância tem avançado geometricamente em todo o mundo. As possibilidades de interação e colaboração criadas pelas Tecnologias da Informação e Comunicação têm contribuído para superar preconceitos em relação a esta modalidade e fortalecer a compreensão que esta além de desempenhar um papel decisivo na definição de ambientes de aprendizagem, é adequada ao desenvolvimento de estratégias de educação continuada.
Partindo do pressuposto de que os indivíduos se desenvolvem em um ambiente social ou grupal, empregar a tecnologia para integrar as pessoas, ao invés de separá-las, parece ser a ação mais apropriada, de acordo com Vygotsky (1991). Sendo a aprendizagem um processo ativo de construção do conhecimento, resultado da interação do homem com o meio, o professor/tutor deve participar como facilitador (estimulador) do aprendizado. Os cursos on-line, que adotam o modelo construtivista, geralmente permitem que o participante aprenda a partir de um conteúdo básico que deverá ser reconstruído pelo mesmo, de acordo com o seu ritmo e a sua bagagem prévia.
A Teoria das Inteligências Múltiplas pode contribuir de forma significativa para a educação. Pesquisa realizada pela Universidade de Stanford revela que as pessoas retêm até 70% do que ouvem, vêem e interagem. Quando apenas vêem e ouvem a retenção cai para 30% das informações (SIROTSKY,1994). Gardner (2001) ressalta “... por isso a interatividade proporcionada pelos avanços da tecnologia digital começa a ganhar importância como nova mídia".
O formato valoriza a interatividade, a colaboração e o aprendizado ativo. O processo de comunicação em EAD é muito peculiar. Os recursos tecnológicos disponibilizados permitem a comunicação e a interatividade entre os tutores e os cursistas criando, na verdade, comunidades de conhecimento ativas e críticas. Nos Foruns, a ênfase é a interação coletiva entre os participantes. Já nos Chats busca-se trocar e socializar experiências com seus colegas e também com o seu Tutor em tempo real. Na midiateca, o cursista dispõe de um espaço para obter informações adicionais sobre o tema do curso como: referências bibliográficas, downloads e indicação de sites.
A EaD surge, então, como uma modalidade auxiliar, atendendo ao público que devido a correria do dia-a-dia não tem tempo de frequentar aulas presenciais diárias e até mesmo o fato da instituição, no caso CET, não estar localizada na mesma região do interessado. Esta modalidade acaba por abranger um tipo de público que, devido às distâncias ou falta de acessibilidade nas instituições também passam a se aproveitar da EaD: as pessoas com deficiência.
As pessoas com deficiência fazem cursos que antes eram difíceis de serem iniciados e/ou concluídos devido à falta de estrutura física e às várias barreiras existentes para chegarem os prédios das instituições de ensino que, mesmo sendo legalmente obrigadas a disponibilizarem meios amigáveis de acesso e comunicação dentro de seus estabelecimentos, não se encontram preparadas para recebê-los.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Reformulação no CETET/CET
O setor de educação da CET está passando por uma reformulação total. As pessoas serão transferidas de área, os departamentos estão passando por uma nova formatação e um novo departamento de ensino à distância está sendo inaugurado. Evidente que não poderia deixar de opinar ante tantas mudanças:Inicialmente quero dizer que as mudanças eram absolutamente necessárias. O CETET precisava de uma mexida assim; mudanças e transformações requerem que as pessoas reflitam sobre suas ações pessoais e busquem novos conhecimentos. Sou uma pessoa faminta por novos conhecimentos e essas transformações possibilitarão a todos a pesquisa em novas atividades. Parabéns, portanto, ao gerente Branco e a superintendente Nancy que são os condutores do processo.
O novo departamento de ensino à distância é uma solicitação do mundo atual, onde as pessoas podem interagir de diversos modos, até um cidadão ou cidadã em local distante poderá receber instruções sobre educação de trânsito. O departamento possibilitará também que os professores possam adquirir mais informações sobre o tema. A empresa poderá utilizar o departamento para divulgar o trabalho de engenharia e fiscalização de trânsito. Pode-se pensar em cursos para agentes de trânsito, enfim, a CET sai da esfera municipal e se oferece ao mundo. A pessoa que vai coordenar a equipe, Josefina, é muito competente e dedicada, portanto, o gerente e a superintendente acertaram na formação do departamento e na pessoa que vai coordenar a equipe, que aliás tem muita gente competente, sendo que destaco Deisy Paula e a Lucia Ludescher.
Outro departamento que vai adquirir nova formatação é o atual DET-2 que passará a se chamar de Comportamento Urbano, entretanto, creio que o mais adequado seria Comportamento da Mobilidade Urbana, afinal, o debate hoje fica na esfera da mobilidade das pessoas, e a educação deve entender de que maneira esse deslocamento acontece. Em momento oportuno o departamento deve-se aproximar do Ministério da Cidade, das secretarias estaduais e municipais de transportes e das pessoas com deficiência. Outro acerto na reformulação.
A empresa precisa investir nessas mudanças e os empregados devem entender que mudanças assustam no começo, mas a aquisição de novos conhecimentos é o paradigma da evolução.
Parabéns Branco e Nancy pela coragem de tirar o CETET da letargia em que estava.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Sensibilização dos empregados
Implantar uma política de inclusão nas empresas requer entre outros elementos, a questão da sensibilização por parte de todos. Sentir-se sensibilizado não é achar que o empregado com deficiência mereça ato de caridade, ao contrário, o sentimento de sensibilização interna é o processo de evolução espiritual, onde aprendemos que a diversidade é o verdadeiro exercício da cidadania.Os gestores da empresas devem incentivar esse processo. Quando o empregado percebe que a política de inclusão está no cerne da empresa, automaticamente ele passa a ser um condutor do relacionamento. Nesse sentido, devemos ter a sala de trabalho como um ambiente com acessibilidade total, isso garante autonomia e independência da pessoa com deficiência.
A partir de amanhã vou colocar aqui algumas dicas para um melhor relacionamento entre todos.
terça-feira, 9 de março de 2010
Luciana e a realidade
Tenho recebido alguns e-mails de amigos me perguntando se concordo como a personagem Luciana da novela Viver a vida está focando a questão da deficiência na tela. Considerando a implicação e o impacto das cenas exibidas decidi colocar minha opinião aqui:segunda-feira, 8 de março de 2010
Empoderamento

(Paulo Freire)
Empoderar é fazer com que as pessoas com deficiência tomem o controle de seus próprios assuntos, de sua própria vida, com a consciência da sua habilidade e competência para produzir, criar e gerir seus destinos.
As pessoas com deficiência quando super protegidas têm via de regra subtraído sem empoderamento pela família, pelo Estado e pela sociedade. A inclusão define que a retomada desse empoderamento por parte das pessoas com deficiência é fundamental para se adquirir autonomia e independência e assim exercer cidadania. Aos educadores é importante respeitar a vontade dessas pessoas e não tomar decisões precipitadas.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Autonomia e independência
Quando falamos em inclusão estamos nos referindo ao processo de equidade social, onde todas as pessoas são depositárias de direitos e deveres na mesma proporção. Para que isso ocorra é necessário que as pessoas com deficiência tenham autonomia e independência em suas ações. E qual é o conceito desses valores agregados à pessoa humana?
quinta-feira, 4 de março de 2010
Email de uma amiga
Recebi ontem um email da minha amiga do coração Rosane de Curitiba que achei tão complexo que decidi responder publicamente aqui no blog. Transcrevo abaixo parte do email e minha resposta:
“Querido Ari, já nos conhecemos há mais de 10 anos o que me deixa a vontade para perguntar o que marcou mais sua vida escolar sendo portador de uma doença progressiva?”
Rosane, sua pergunta e o complemento de seu email me fizeram voltar no tempo e refazer alguns caminhos. Veja, você que é uma pesquisadora dedicada aos estudos da deficiência sabe muito bem que quando a pessoa é portadora de uma doença progressiva, como a Amiotrofia Espinhal, tipo III ou outra, ela tem dois caminhos a percorrer: ou ela procura viver se adaptando a doença ou ela esquece a vida e se dedica somente a doença. Sempre em minha vida procurei viver, mesmo sabendo que tinha uma doença marcante.
A minha infância não foi marcada pela Amiotrofia, o que mais me marcou quando criança foram o preconceito da sociedade e a discriminação sofrida na pele e no sentimento. Quando ingressei na escola não foi a Amiotrofia que me impossibilitou de estudar, o que me impediu foi a ação da diretora e das professoras que não me queriam em sala de aula. Ou seja, o fato de andar com dificuldade, de escrever devagar não me deixaram sequelas, entretanto, o fato de ter sido isolado, separado do grupo foi com tanta violência que até hoje, passados mais de 40 anos lembro-me de cada dia daquele vivido. Enquanto outras crianças brincavam no recreio eu era obrigado a ficar em sala de aula para não me relacionar com elas. Depois já no Ginásio (atual Ensino Fundamental II) eu e minha amiga Flávia ficávamos numa sala isolados de todos porque éramos alunos da AACD.
O preconceito é a pior doença da humanidade. O preconceito mata, mutila, destrói o ser humano. E o pior do preconceito é que ele não será curado pelas pesquisas em células-tronco e nem vai haver nenhuma droga capaz de minimizar seus efeitos danosos. Para curar o preconceito basta o respeito à diversidade humana e o amor entre as pessoas, valores tão simples de serem adotados.
Por isso Rosane que hoje não admito nenhum tipo de discriminação, e quando meu direito é violado vou buscar na justiça o equilíbrio da relação.
Adoro trabalhar com inclusão porque sei da sua importância na vida de uma criança com deficiência.
É isso amiga.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Eliminação de barreiras arquitetônicas

Evidentemente que todo processo de inclusão impõe que medidas de eliminação de barreiras arquitetônicas sejam adotadas. Pequenos desníveis, degraus, mobiliário mal colocado ou outros objetos que possam dificultar a livre mobilidade dessas pessoas é um fator de exclusão e em sendo assim, devem ser melhor posicionados e pequenas reformas são necessárias.terça-feira, 2 de março de 2010
Estratégias do educador
pessoas com deficiência, pois permite interação e troca entre os alunos. O desenvolvimento de algumas estratégias pode ser decisivo para criar um ambiente de cooperação em que aqueles alunos que têm mais habilidades no meio urbano possam ajudar aqueles com menos habilidades.
Uma estratégia que pode ser utilizada é o uso de maquetes. Mostrar através dela uma parte real da cidade, com guias rebaixadas entre cruzamentos e outra parte não adaptada é uma ferramenta ideal para que a atividade fique mais inclusiva. Afinal, com as maquetes educandos cegos ou de baixa visão podem tocá-las, para crianças sem deficiência a atividade fica mais concreta e real, ou seja, todos ganham.
maquete de um bebê em formação gestacional utilizado na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, isso torna o ensino próximo da realidade e permite que alunos cegos ou de baixa visão possam explorar o objeto através do tato.Ademais, a estratégia interna do próprio educador entender que as crianças não assimilam na mesma velocidade é a mais importante de todos, assim ele pode explorar mais o conhecimento pré-existente e fazer da sua atividade uma construção do conhecimento coletivo.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Capacitação dos educadores

O educador deverá aplicar sua acessibilidade atitudinal, ou seja, deverá adotar a prevenção e eliminação de preconceitos, estigmas, estereótipos, discriminações, nesse sentido, ele deve se abrir para um novo mundo, para o universo da diversidade humana.
A grande vantagem da inclusão no setor de ensino é que ela é uma via de mão de dupla, compreendendo isso como um sistema de educação em que educandos e educador aprendem conjuntamente.
O educador é a peça fundamental da ferramenta da inclusão e portanto, voltaremos a abordar o principal personagem.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Novas notas de real em tamanhos diferentes
Com isto, as notas atendem ainda a uma demanda dos deficientes visuais, já que poderão ser identificadas por seus tamanhos diferentes e terão marcas táteis em relevo aprimoradas em relação às já existentes.
A nova série de notas entrará em circulação gradualmente até 2012, mas as notas em circulação continuarão a valer até a substituição integral. As notas de R$ 50 e R$ 100 começam a circular já no primeiro semestre deste ano.
A Casa da Moeda modernizou seu parque fabril para poder produzir as novas cédulas. Com isso, de acordo com o Banco Central, o órgão tem tecnologia para imprimir hoje qualquer moeda existente no mundo, incluindo o dólar e o euro.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Folha de São Paulo
Shoppings descumprem lei de acessibilidade em SP
Prefeitura achou problemas no Anália Franco, Center Norte/Lar Center, Eldorado e Iguatemi
As irregularidades estão em escadas, elevadores e banheiros, além da falta de vagas em estacionamentos; blitze começaram em 2009
MÁRCIO PINHODA
REPORTAGEM LOCAL
Shoppings de São Paulo não oferecem acessibilidade adequada a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e descumprem vários itens da legislação. As irregularidades são várias em escadas, elevadores, banheiros etc, segundo vêm mostrando blitze da prefeitura desde o ano passado.
Há problemas nos shoppings Anália Franco, Center Norte/ Lar Center e Eldorado. Ontem,foi a vez do Iguatemi, shopping de luxo na zona oeste, onde a vistoria encontrou falta de orientação para deficientes visuais em rampas, escadas e elevadores, corrimões na altura errada e barras instaladas incorretamente no banheiro -tudo em desacordo à norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e à lei municipal sobre o tema.
A fiscalização já rendeu multa ao Anália Franco (a multa mensal por descumprimento gira em torno de R$ 3.500 por mês). Outros estabelecimentos podem ser penalizados -todos os shoppings serão vistoriados.
O secretário responsável pela pasta da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário, afirmou que poderá solicitar à prefeitura que fiquem sem o alvará de funcionamento os estabelecimentos que não se ajustarem. O objetivo da ação, afirma, é promover a cultura da acessibilidade.
A ação da prefeitura verifica também se os shoppings seguem o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado entre 22 deles e o Ministério Público. Pelo acordo, metade das vagas para deficientes na garagem deve ter algo que impeça outras pessoas de estacionar irregularmente -uma cancela, por exemplo. Até agora, só shoppings que não assinaram o TAC foram vistoriados.
O problema mais comum encontrado até agora foi a falta de vagas suficientes para esse público -apenas o Center Norte tinha espaços de sobra.
Ontem, a Folha viu carros sem identificação de que transportam um portador de deficiência ocupando vagas demarcadas nos shoppings Eldorado e Villa-Lobos. O item é obrigatório, diz a prefeitura, e é obtido no Detran.
No shopping Eldorado, a professora Maria Regina Cavalcanti afirmou que recebeu auxílio para deixar suas muletas e sentar em uma cadeira oferecida pelo estabelecimento. "São atenciosos", diz ela. Para Maria Regina, contudo, o banheiro voltado a pessoas com deficiência é apertado.
O Eldorado diz que passa por revitalização e que seu projeto contempla pessoas com deficiência. Center Norte e Anália Franco afirmam que têm obras para melhorar a acessibilidade.
O Iguatemi informou ter o Certificado de Acessibilidade da prefeitura e que, por isso, acredita estar adequado. Aguardará o relatório da vistoria para eventuais adequações.
O Villa-Lobos afirma que seus banheiros são 100% acessíveis e que tem melhorias previstas em projeto. Villa-Lobos e Eldorado dizem fiscalizar motoristas nas vagas demarcadas.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Utilizar veículos para atividades remuneradas e as pessoas com deficiência
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Norma permite modificações em todos os veículos para condução por pessoas com necessidades especiais
O processo para permitir o exercício de atividade remunerada por condutores com necessidades especiais teve início em 2007, quando o presidente do Conselho Nacional de Trânsito/Contran, atendendo decisão do Juízo da 10ª Vara Cível de São Paulo, em ação promovida pelo Ministério Público Federal, publicou a Deliberação 61 em 17 de dezembro, retirando a vedação desse tipo de atividade para condutores com veículos adaptados com a revogação da Resolução 80/98. A Deliberação foi referendada pela Resolução 267/2008.
Essa questão foi levantada pela Procuradoria da República do Estado de Pernambuco em 29 de junho de 2009, que solicitou esclarecimentos do Contran sobre os critérios em vigor para adaptação desses veículos. Segundo a Procuradoria, “embora o Contran tivesse retirado a vedação para que os deficientes físicos realizassem atividade profissional de condutor, permaneceu silente quanto às adaptações de veículos das categorias “C”, “D” e “E””.
Diante disso, o Denatran publicou a Portaria 659 em 17 de dezembro de 2009, alterando o anexo da Resolução 292/2008 para permitir a modificação em todos os veículos para serem conduzidos por portadores de necessidades especiais. Com a edição da norma, ficaram atendidas às determinações da Procuradoria da República do Estado de Pernambuco, bem como da Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal do Estado de São Paulo.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Educação de trânsito e o paradigma da integração

Observando-se as formas como são colocadas as atividades educacionais de trânsito, é possível constatar que elas não são adequadas para pessoas com deficiência. O educador orienta os alunos que ao atravessarem a rua, eles devem olhar para ambos os lados; orienta a fazer a travessia sempre quando o semáforo estiver aberto para os pedestres e ainda assim deve-se olhar para os lados e outras orientações são passadas.
Notamos que essas orientações sempre levam em conta que as pessoas tenham o sentido da visão preservados e que não tenham nenhuma dificuldade de locomoção. Ora, a sociedade é o espelho da diversidade humana e as cidades em seu bojo apresentam-se com suas especificações próprias. Portanto, esse modelo de educação embora seja confortável para o educador, não atende às necessidades de todas as pessoas, tenham ela deficiência ou não.
É confortável para o educador, porque basta ele acionar o “controle remoto” interno e as orientações vão sendo passadas mecanicamente, não precisam pensar. Entretanto, quando o educador está preparado para lidar com as diferenças ele fica o tempo todo atento a diversidade e suas orientações serão muitas mais ricas em conteúdo, e o processo de cidadania será ampliado.
Concluímos assim, que funcionava (e ainda funciona) um sistema de educação de trânsito onde as pessoas com deficiência ficam à margem do conhecimento, afinal, se ela recebe a mesma informação daquela pessoa que não tem deficiência, estamos deixando implícito que cabe àquela pessoa a ideia de que ela deve-se moldar ao padrão dominante, ainda que tornar acessível as cidades seja um direito de todos.
Sugiro que as entidades que trabalham com educação de trânsito façam uma revisão de suas atividades e que capacitem seus profissionais para o universo de todas as pessoas e que convidem ong’s ligadas ao segmento das pessoas com deficiência para discutam conjuntamente novas medidas.
Aqui vale o lema da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência:
“NADA SOBRE AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA SEM AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA”
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Paradigma da integração
Estudar naquelas condições foi um esforço de minha parte e da professora que estava comigo. Para entender melhor, vamos analisar brevemente o paradigma da integração, tão defendida durante os últimos 50 anos, que ocorria e ainda ocorre de três formas, conforme ensinamentos do professor Romeu Sassaki:- Pela inserção pura e simples daquelas pessoas com deficiência que conseguiam ou conseguem, por méritos pessoais e profissionais, utilizar os espaços físicos e sociais, bem como seus programas e serviços, sem nenhuma modificação por parte da sociedade (escola comum, empresa comum, clube comum etc.)
- Pela inserção daquelas pessoas com deficiência que necessitavam ou necessitam alguma adaptação específica no espaço físico comum ou no procedimento da atividade comum a fim de poderem, só então, estudar, trabalhar, ter lazer, enfim, conviver com pessoas sem deficiência.
- Pela inserção de pessoas com deficiência em ambientes separados dentro dos sistemas gerais. Por exemplo: escola especial junto à comunidade; classe especial numa escola comum; setor separado dentro de uma empresa comum; horário exclusivo para pessoas deficientes num clube comum etc. Esta forma de integração, mesmo com todos os méritos, não deixa de ser segregativa.
- moldar-se aos requisitos dos serviços especiais separados (classe especial, escola especial etc.);
- acompanhar os procedimentos tradicionais (de trabalho, escolarização, convivência social etc.);
- contornar os obstáculos existentes no meio físico (espaço urbano, edifícios, transportes etc.);
- lidar com as atitudes discriminatórias da sociedade, resultantes de estereótipos, preconceitos e estigmas;
- desempenhar papéis sociais individuais (aluno, trabalhador, usuário, pai, mãe, consumidor etc.) com autonomia mas não necessariamente com independência.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Modelo de integração escolar -2
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Modelo de integração escolar -1
A foto acima data de 1967, na escola Parque Rodrigues Alves, localizada no bairro de mesmo nome, zona norte de SP. Quem está na foto é meu irmão Alberto (lado esquerdo), nessa época eu ainda andava, mas me cansava no mínimo esforço.Falar em inclusão da pessoa com deficiência em qualquer setor da sociedade, sem resgatar o processo histórico fica mais difícil de entender e aceitar. Vejam, tenho atualmente 50 anos de idade. Nasci em 1959 na Parada Inglesa, zona norte de São Paulo. Em 1966 fui para o primeiro ano do primário, como era denominado na ocasião. Fui à escola no auge do processo da integração escolar. A diretora da escola constatando a minha dificuldade para andar, julgou-me incapaz de seguir os estudos no ensino regular. Fui enviado para uma sala especial nessa mesma escola, sendo minha mãe orientada para isso. Nessa sala deparei-me com crianças muito maiores que eu, afinal, descobri depois que eles ou eram alunos repetentes ou tinham alguma deficiência qualquer e portanto, ficavam anos fazendo a mesma lição e as mesmas atividades. Ou seja, por esse modelo a pessoa que tinha alguma deficiência era obrigada a se moldar nos padrões estabelecidos pela sociedade. Você somente era aceito se conseguisse superar suas dificuldades sozinhos e a deficiência era uma doença e como tal precisava ser curada. Nessa sala fiquei dois anos da minha vida, mesmo sabendo que poderia produzir mais, até que finalmente uma professora enviada por Deus me resgatou daquela situação. Portanto, para aquela diretora eu tinha uma doença e não poderia me relacionar com outras crianças...
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Mudança de rumo
Considerando que atualmente estou elaborando o Programa de inclusão para a CETSP, vou transformar esse programa numa importante ferramente de consulta. Espero que aprovem e participem.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Exposição “O mistério o Tempo em Poesias”
Passarela da Estação da Luz
Endereço: Praça da Luz, s/no - Luz - São Paulo
Telefone: (11) 3326-0775
Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 10 às 18 horas
Horários das performances: Quarta a sexta, 11 e 13 horas. Sábados e domingos, 11, 12, 14 e 15 horas
Entrada franca
Abertura da exposição adaptada:
quinta-feira, 18
Até domingo, 28
Fonte: Diário Oficial do Estado de São Paulo
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Elaboração do programa de inclusão
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Praia acessível

O governador José Serra participou nesta segunda-feira, 15, na Praia Grande, Baixada Santista, do lançamento do Programa Praia Acessível. A iniciativa da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência vai disponibilizar cadeiras de rodas anfíbias em cidades do litoral, garantindo o pleno acesso das pessoas com deficiência às praias paulistas. Também participaram do lançamento do Praia Acessível a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella, e o Coordenador de Acessibilidade da Secretaria, Marco Pellegrini."O Programa Praia Acessível visa facilitar o acesso de pessoas com deficiência ao mar. A secretaria que cuida das pessoas com deficiência projetou uma cadeira especial para isso, que não afunda na areia, que flutua e que precisa, naturalmente, de uma acompanhante", disse José Serra. “O programa vai funcionar inicialmente na Ilha Bela, em Santos e na Praia Grande. E pouco a pouco, em todas as praias. No limite, vamos entregar mil cadeiras – cem até a semana que vem. Esse é um programa que começou em dezembro, quando tivemos a idéia. Ele é mais um aspecto da grande batalha que estamos fazendo em São Paulo para dar as pessoas com deficiência melhores condições de vida e cidadania”, completou o governador.Entre os dias 15 de fevereiro e 31 de março, a Secretaria disponibilizará cadeiras de rodas anfíbias nas cidades de Santos, Praia Grande e Ilha Bela. O serviço ficará disponível de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. Em Santos, o posto de atendimento ficará no Canal 3; em Ilha Bela, na Praia do Perequê, próximo à Rua Armando da Silva Pinto, e em Praia Grande em frente à estátua do Netuno entre as Avenidas Vicente de Carvalho e Avenida Oceânica Amabile. Para utilizar as cadeiras de rodas, é necessário apresentar os documentos do usuário e acompanhante, além de preencher um Termo de Responsabilidade. O serviço fica disponível em função da boa condição do mar.Para atender a demanda, cada posto irá contar com uma equipe de três pessoas, as quais irão orientar e auxiliar a entrada e saída do mar com as cadeiras de roda anfíbias. O equipamento só pode ser utilizado com acompanhamento facilitador ou acompanhante, independentemente da condição física do usuário. Vagas para pessoas com deficiência física
Estacionar veículos em vagas destinadas às pessoas com deficiência física é infelizmente uma prática comum pelas pessoas sem deficiência. Além de ser um desrespeito e falta de cidadania, a utilização assim indiscriminada atrapalha e muito para as pessoas que têm dificuldade de locomoção. Meu amigo Milton me enviou a figura acima e decidi disponibilizá-la no blog.Programa de inclusão
Capacitação de pessoal – os educadores serão capacitados, participarão de seminários, curso de LIBRAS e outras formas de comunicação, sempre focando a facilitação de interação com as pessoas com deficiência;
Eliminação de barreiras arquitetônicas – melhorar a acessibilidade para todos;
Sensibilização dos educadores – parte importante do processo, considerando que a sensibilização dos educadores e dos empregados com a temática é mister para o sucesso do programa;
Estímulo à inclusão – motivar os educadores a refletirem sobre o tema;
Revisão das atividades do CETET – tornar as atividades do CETET inclusivas através do processo de construção do conhecimento; e
Estímulo para o estudo da diversidade humana – estimular constantemente os educadores a perceberem que a diversidade humana é o elo de harmonia entre as pessoas.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Programa de Educação para o Trânsito para Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Jornal Folha de São Paulo
CTB e as 34 mil mortes em acidentes
MOACYR SERVILHA DUARTE
Mudar essa estatística negativa começa, portanto, com o aumento da fiscalização sobre os condutores e seus veículos
sábado, 13 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Programa de Inclusão
Susana no centro, e o Milton a minha esquerda
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Retorno em 2009
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Momentos de reflexão
Durante esse tempo analisei detalhadamente toda a minha vida profissional na CET e conclui que na gestão Erundina foi meu melhor momento. A gestão da Marta me decepcionou, naõ exatamente ela, mas as pessoas que vieram gerir a CET.
As pessoas envelheceram, formaram feudos, se tornaram mais rancorosas, Gilberto Kassab foi reeleito prefeito, o que me desanimou um pouco mais... o que foi mais gostoso nesse período todo foi passear de carro com minha cachorra Keire.








