Ally e Ryan

Ally e Ryan

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Corrente do livro

Descrição da imagem: capa do livro Lições do velho professor, de Rubem Alves
 
Olá pessoal. Em abril ganhei o livro "Lições do velho professor"' do meu mestre Rubem Alves, de uma amiga muito querida e amada, Deisy Paula. O livro é convite à reflexão de nossa atitudes e ações como educadores que somos.
 
Recentemente li que nos EUA está ficando comum as pessoas circularem os livros, isso estimula a leitura. Funciona assim: a pessoa passa o livro para quem gosta muito, depois que esta pessoa ler, ela passa para outra e assim vai, um dia quem sabe este livro possa voltar para mim. A primeira pessoa que colocou o livro para circular deixa seu endereço, email, blog  e sua página no facebook. Quem estiver com o livro pode ir se posicionando, isso é uma forma de todos irem acompanhando e vamos fazendo novas amizades. Teve uma professora americano que viu o livro circular por seis anos, inclusive o livro passeou até a Nova Zelândia, até voltar para ela.
Ao ler esses fatos pesquisar mais sobre o tema, decidi fazer o mesmo com o livro do mestre Rubem Alvez, afinal, deixá-lo na prateleira empoeirando seria um pecado com outra pessoas.
 
 

A primeira pessoa para quem passei o livro é  Andrea Migliari. Ela é uma pessoa muito amada por mim, uma amiga, prima, enfim, uma pessoa de luz, que mora no Rio de Janeiro. Olha a primeira viagem do livro, de Praia Grande ao Rio de Janeiro! Depois ela passará para alguém e assim ele seguirá seu destino. Cuidem bem do nosso livro e sempre repassem.
Um dia quando ele voltar contarei para todos. É isso!!


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Abordando alguns aspectos da Educação Inclusiva


Olá pessoal. Geralmente sou indagado pelos meus alunos para opinar se a matrícula de crianças com deficiência nas escolas regulares já configura como inclusão. Inicialmente devemos afirmar que Educação Inclusiva pressupõe que TODAS as crianças (alunos) tem a mesma oportunidade de acesso, de permanência e de aproveitamento na escola, independente de qualquer característica peculiar que apresentem ou não.

Matricular simplesmente uma criança com deficiência em uma classe comum da escola regular, sem dúvida, é um passo importante na direção certa, embora, esse ato isoladamente fora do contexto maior não pode ser considerado inclusão. Mas, quando comparamos o passado com o presente vamos observar avanços significativos, antes as escolas recusavam matricular crianças com deficiência, atualmente ela não pode agir assim, seja pública ou particular.

A presença do aluno com deficiência na escola regular vai no mínimo forçar uma nova situação na comunidade daquela escola e os avanços decorrentes disso vai depender e muito das ações individuais e coletivas. Em sendo assim, ao contrário, do que muitos pregam, considero a matrícula como primeiro passo rumo à inclusão.

É isso.

domingo, 5 de maio de 2013

Porque evitar apressar o ensino da leitura e da criança na escola

Li hoje o texto abaixo e achei muito interessante.

Descrição da imagem: criança deitada segurando um lápis rabiscando um papel.


Porque causa tanto dano na criança aprender a ler escrever antes da segunda dentição? Esta pergunta toca um dos mais importantes problemas que existem nesta idade.
Porque nada é mais danoso para a criança que a pressa de ensinar-lhe a ler e escrever prematuramente.
Nos primeiros sete anos funciona a força vital, a força construtora no físico, formando e modelando desde a cabeça; penetra no fígado, pulmões, coração, etc, estabelecendo sua força devida e estrutura correta. Deste modo se adquire a base física sadia para toda a vida. Mais tarde haverá somente um crescimento do formato; a forma básica não modificará jamais. Daí se pode compreender facilmente que a criança necessita de todas as forças construtivas para conseguir sua mais completa formação orgânica antes da troca dos dentes, troca com que a mesma  natureza indica que terminou a estrutura básica.
Se parte das ditas forças são minadas por ser dedicadas a outras atividades, a força modeladora diminui de modo que a formação orgânica não pode levar-se a cabo em sua totalidade.
Cada letra, cada palavra com que se ensina a criança a ler ou escrever nesta idade, diminui a dita força vital cuja missão é construir. Debilita-se a base orgânica para a vida, pois é levada para outra direção, e diversifica-se a atividade da formação orgânica produzindo mais tarde uma debilidade ou enfermidade em alguma parte do ser humano.
Numa palavra, toda influência prematura pode conduzir eventualmente a uma posterior enfermidade na vida adulta.
Se pode impelir a criança a que aprenda a ler e escrever um pouco antes do normal, mas este esforço se pagará caro  mais tarde acelerando a dissecação (secamento) e rigidez dos membros. Além disso, esta pressa e aflição empurra criança para uma maturidade física prematura, angústia e restrição da alma e espírito, formando assim pessoas mais voltadas para o materialismo que para viver com plenitude pessoal. Devemos deter a criança em seu desejo de avançar apressadamente e aprender antes de seu devido tempo qualquer matéria escolar, para seu próprio bem no futuro.
Toda criança tem certo desejo de aprender as letras, é normal, pois deseja imitar os adultos também nisso.
Igualmente deseja conhecer os números, mas esse aspecto da imitação deve ser restringido e controlado. Ajudamos mais a criança se desviamos temporariamente suas ânsias de aprender, pois assim ela guardará fresca sua força vital e será capaz de desenvolver-se melhor durante o resto de sua vida.
As forças construtivas normalmente terminam a primeira fase de seu trabalho com a segunda dentição, ficando livres para dedicar-se inteiramente a sua próxima tarefa construtiva no intelecto e na memória. Tudo foi promovido e previsto por uma sabedoria muito elevada e devemos melhor respaldá-la e honrá-la no lugar de tratar de mudar “algo” ao nosso desejo. Não é muito tarde para começar o aprendizado da leitura e escrita aos sete anos, pois só quando as forças formadoras estão livres é que podem dedicar-se ao aprendizado no seu curso normal, e a criança pode plenamente gozar de tal aprendizado. Devemos evitar que as crianças se lancem prematuramente a atividades para as quais não estão preparadas ainda pois temos de cuidar que seus corpos cresçam e se formem sem danos e entregar à sociedade homens íntegros, sinceros, positivos e verdadeiros, os quais sendo adultos, possuam um corpo sadio e apto, dotado de um espírito e uma alma que com prazer receberá o devido conteúdo de sua sorte.
Texto de Nora von Baditz, do livro: “Que es necessário a el niño”.  (Retirado do grupo Pedagogia Waldorf para a Família, no Facebook).

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Pessoas com deficiência, idosos e cuidadores


10/04/2013 - Izabel Maria Madeira de Loureiro Maior*

A nova relação trabalhista ameaça os dois lados.

É inadiável equilibrar as relações do trabalho de uns com o “capital” finito de outros, essencialmente quando são idosos e pessoas com deficiência.



Com a Emenda Constitucional nº 72, de 2 de abril de 2013 (PEC das empregadas domésticas), entendo que os legisladores e a sociedade conseguirão melhorar a vida de muitos trabalhadores domésticos antes desvalorizados por patrões “capitalistas selvagens”. Entretanto, é muito difícil contornar a diferença desprezada pela PEC, ao equiparar o tomador de serviços “pessoa física” com “pessoa jurídica – empresa lucrativa” em muitos aspectos. Como decorrência, surgiu um óbvio desequilíbrio e sérias consequências. Os “empregadores dentro da lei” irão manter trabalhadores domésticos até onde puderem arcar com as novas obrigações. Fatalmente, muitos não conseguirão encarar com as exigências. Quero destacar que não cabe responsabilizar os trabalhadores domésticos pelo desajuste, já que não foi causado por eles na busca dos direitos trabalhistas presentes no texto constitucional para outros trabalhadores urbanos e rurais.
Por criação e tradição familiares sempre remunerei corretamente as pessoas que me prestam serviços domésticos, pois se trata de trabalhadores assalariados como eu, sempre com carteira assinada no valor verdadeiro, INSS, férias acrescidas de um terço e 13º salário. Por saber que o trabalho deles contribuiu para minha maior dedicação aos estudos e à minha carreira profissional, procurava compartilhar algum adicional conseguido. Essa é prática de relações trabalhistas na qual acredito.

No momento, minha imensa preocupação se assenta sobre os cálculos que estou tentando fazer e absorver. As pessoas idosas, pessoas com deficiência e outras, que precisam de cuidadores para sobreviver e viver com dignidade, autonomia e independência foram esquecidas com a nova ordem, como infelizmente acontece. Esses cidadãos não existem em nenhum artigo, parágrafo ou inciso da nova legislação. Adeus equiparação de oportunidades, pois sabemos que o elemento de despesa que mais sobrecarrega o custo adicional da deficiência é a contratação dos serviços dos cuidadores.
Em média, para não haver exploração do trabalhador doméstico e do cuidador, uma pessoa que necessita de 24 horas de atenção para as atividades da vida diária como alimentação, asseio, banho e acompanhamento em outras tarefas, contrata duas a três pessoas que se revezam em sua casa. De repente, a maneira como a medida historicamente justa foi tomada desconheceu as consequências para um grupo em desvantagem. Foram alteradas as regras de contratos existentes e toda a viabilidade de receber o cuidado. Nas contas a serem feitas, de um lado estão aposentadorias, pensões e salários minguados dos “patrões dependentes”. O mercado de trabalho no Brasil rejeita trabalhadores com deficiência ou os contrata, ilegalmente, por salários abaixo dos demais. Esses “patrões” não podem assumir as tarefas dos cuidadores, justamente porque os cuidadores existem para lhes atender, com dignidade para as duas partes, naquilo que é básico: ir ao banheiro (que não tem hora marcada), receber alimento e um copo de água e apoio em atividades de estudo, trabalho e lazer. Caso a assistência do cuidador ultrapasse, mesmo que em poucos minutos, as oito horas diárias, já serão horas extras, adicional noturno e tudo mais. Mesmo no período diurno, se a pessoa com deficiência ou a idosa não conseguir “se virar” durante o intervalo de descanso do cuidador, a lei não irá socorrê-las e mesmo o cuidador que vier em seu auxílio estará infringindo a lei. Na nova empresa-casa as regras são as do cartão de ponto. Por quê?

Até aqui, tanto para mim, pessoa com deficiência, servidora pública, que precisa de cuidador, como para minha sogra de 92 anos, pensionista federal, portanto ambas com recursos que não acompanham o reajuste do mínimo salário desse país e a inflação, teremos de pensar imediatamente em outra forma de existir que não seja indecente. Com a nova equação, não fecham os cálculos para manter o emprego dos cuidadores e a nossa sobrevivência. Se nos transformássemos em empresas lucrativas, aí sim, a carga de direitos trabalhistas estaria condizente.
Meu ponto é que não se trata de usurpar os direitos conquistados tão tardiamente pelos trabalhadores domésticos. O que percebo como inadiável é equilibrar as relações do trabalho de uns com o “capital” finito de outros, essencialmente quando são idosos e pessoas com deficiência, os quais não se caracterizam por ter rendimentos altos nem serem exploradores de ninguém. A alternativa será a institucionalização dessas pessoas em casas de repouso e abrigos? Não seria mais humano e solidário aproveitar o debate e resgatar aqueles que não conseguem “pagar” de forma alguma?

Sem a mediação do Estado e da sociedade, que não pensaram no caso de cuidadores e naqueles que dependem de sua presença, o cobertor curto vai desfavorecer os dois lados. É urgente a instituição de política pública que ofereça serviços de cuidadores e outras boas alternativas. Com a palavra os órgãos de promoção dos direitos das pessoas idosas e das pessoas com deficiência.



Referências: EM nº 72, de 2 de abril de 2013, disponível em www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc72.htm, acesso em 08/04/2013.
* Médica fisiatra e docente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Consultora em inclusão social, políticas públicas e acessibilidade. Foi coordenadora da CORDE e Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência de 2002 a 2010.

Educação inclusiva: Uma questão urgente.


Tereza Cristina Rodrigues Villela.

É comum ouvir ou ler, ainda nos dias atuais, que os movimentos de luta por inclusão nas classes do sistema regular de ensino formado por pessoas com deficiência, suas famílias e educadores, estão desconectados da realidade educacional do país. Não é raro que seja apresentada uma longa argumentação no sentido de que as escolas teriam suficientes desafios ao receber alunos sem deficiência física, intelectual, motora, ou sensorial, seja por falta de infraestrutura básica, pela incipiência de políticas públicas que assegurem formação inicial e continuada de educadores e gestores educacionais, ou ainda pelo fato de as escolas já receberem estudantes tão heterogêneos quanto existem entre esses grupos de estudantes; são comuns afirmações discriminatórias como: “tenho 40 alunos normais e um com deficiência”. As licenciaturas e os cursos de formação inicial e continuada de educadores e de gestores da educação ganham muito ao possibilitar aos estudantes o questionamento quanto ao que é geral e ao que é específico às pessoas com deficiência.

É fato que as políticas públicas no sentido de assegurar formação inicial e continuada dos educadores para a atuação com estudantes com deficiência são parcas, e os cursos de formação comumente fragmentados e com pouco tempo de duração, oferecidos a poucos educadores e gestores. Entretanto, o preparo não é algo estático, que tenha um fim; os saberes necessários a práticas inclusivas de educação formal vão sendo construídos e não se encerram. Os gestores da educação e os educadores tem buscado mais por informações quanto a ações promotoras de inclusão educacional de estudantes com deficiência e a internet, por exemplo, também é uma ótima ferramenta para isso.
Ainda há muito por fazer para que as edificações escolares estejam construídas de acordo com as normas técnicas de acessibilidade para receber estudantes com deficiência; os prédios mais novos deveriam respeitar normas de acessibilidade, mas nem sempre é assim. Em grande parte dos casos, as medidas a serem adotadas são simples e de baixo custo. Entretanto, muitas vezes, a afirmação de que os educadores e as escolas não estão preparados, tem sido usada como subterfúgio para que não haja qualquer mudança arquitetônica ou nas práticas pedagógicas, a despeito dos mecanismos legais nacionais e internacionais de direitos humanos e tem sido utilizada como pretexto para que as escolas evitem receber estudantes com deficiência.
Raramente os pais de pessoas com deficiência estão preparados para receberem esses filhos, mas não se questiona a obrigação destes em recebê-los. E, notadamente, quando buscam e tem acesso à informações preparam-se no cotidiano conforme as situações vão surgindo. E é exatamente assim que o educador pode preparar-se. Os cursos de formação ajudam muito, mas é efetivamente nas situações da prática educacional que a preparação vai se construindo e se edificando, ou seja, seria inútil esperar que as escolas e os educadores estejam preparados antes de receber estudantes com deficiência.
As situações cotidianas nas escolas e nas salas de aula são distintas, assim como também são distintos os alunos, independentemente de terem ou não alguma deficiência física, sensorial, ou intelectual e é no contexto de ensino-aprendizagem que o professor pode preparar-se, reconstruindo-se, aprendendo a cada dia ao mesmo tempo em que ensina. Nesse sentido, as atitudes e práticas, algumas indicadas pelos diversos estudos na área da educação regular e especial, outras pelo simples bom-senso, podem favorecer a aprendizagem e o acesso ao conteúdo tanto ou mais do que a arquitetura da escola.
Estudantes são antes de tudo pessoas com interesses, vontades e capacidades diferentes, o que não encontra similaridade entre pessoas com deficiência: quanto a elas, o que pode ser similar por vezes são as necessidades quanto a acessibilidade arquitetônica, descrições, uso de materiais e explicações concretas, escrita e língua e habilidades linguísticas pouco aceitas em classes do sistema regular de ensino adeptas a modos bancários de transmissão de conhecimento, estes sim desconectados da realidade global, que exige escolas que preparem os alunos para ações cidadãs e para o mercado de trabalho.
É comum também, por outro lado, a retórica de que a presença de estudantes com deficiência seria uma dificuldade para os demais estudantes, que sairiam da escola menos preparados para o mercado de trabalho; assim, a presença de estudantes com deficiência nas salas de aula do sistema regular de ensino seria mera socialização, não necessariamente atrelada a aprendizagem.
Ora, quanto à educação bancária, aquela que só verbaliza informações e aguarda do estudante passivo uma resposta ensaiada e que busca a uma forma homogênea de ensinar e aprender fictícia, prepara os estudantes para o mercado de trabalho atual?
A presença de estudantes com e sem deficiência de origens culturais e formas de construção de conhecimentos distintas na mesma sala de aula, oferece a possibilidade de trabalho conjunto e favorece que sejam pensadas formas de compreensão diferentes e várias inteligências e habilidades distintas. tão importante quanto dominar os conteúdos curriculares é a capacidade de compreender o outro, de trabalhar em equipe e assim fazendo-se entender colocando-se na posição do outro, o que vai forjando em nós, educadores e estudantes a criatividade da qual deve estar imbuída a relação ensino-aprendizagem, capaz de favorecer potencialidades dos estudantes bem como saberes e a reflexão cotidiana do educador sobre sua prática pedagógica.
Processos inclusivos de educação não são fáceis, são necessários e urgentes, sobretudo em uma época que nos desafia a ampliar a prática de uma educação que atenda verdadeiramente a todos os alunos, cujo tempo é hoje e não podem esperar.



Tereza Cristina Rodrigues Villela:
pedagoga, mestre em Educação Especial e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCAR, na linha de pesquisa "Práticas Educativas, processos e problemas".
Tutora de disciplinas acadêmicas voltadas a formação de professores para a inclusão de estudantes com deficiência visual nas classes comuns do sistema regular de ensino em 2010 e 2011.
Ppalestrante em cursos de formação de professores e pesquisadora nas áreas de estratégias de ensino, comunicação e interação social, voltadas a estudantes com deficiência visual.

ESCLARECIMENTOS SOBRE APOSENTADORIA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


quinta-feira, 14 de março de 2013

Dez Razões para Adultos buscarem seu diagnóstico de síndrome de Asperger


Síndrome de Asperger (SA) é uma forma de autismo de alto funcionamento que só se tornou um diagnóstico "oficial" em 1994. Isso significa que muitos adultos com SA nunca foram diagnosticados.

O diagnóstico pode fornecer um quadro para organizar-se e a compreender e aprender sobre os desafios comportamentais e emocionais que talvez parecessem inexplicáveis até este momento. Isso pode diminuir a vergonha, levar a um maior senso de comum e iniciar o processo de aprender a viver mais adaptativamente com o cérebro de um Asperger. Pode também servir ajuda em outros aspectos da sua vida e a compreende-lo e responder de forma diferente.

1. Síndrome de Asperger pode ficar no caminho da sua carreira.

Você parece nunca conseguir um emprego que reflete suas habilidades, mesmo que todas as credenciais são ótimas no papel. Ou você está preterido em promoções regularmente, porque você simplesmente não entende a política do escritório. O problema pode ser SA.

2. Síndrome de Asperger pode ficar no caminho do começo das suas amizades

Você tem dificuldade de fazer e / ou manter amigos, e não sabe porquê. Ou seus amigos estão interessados apenas em você quando você está envolvido em uma atividade que você compartilha, mas você não constroem uma relação pessoal. O problema pode ser SA.

3. Síndrome de Asperger pode ser a razão Você ser "Obsessivo" em determinados temas

Você foi chamado de "obsessivo" ou "fanático", mas você sente que está muito interessado em apenas um tópico incrivelmente fascinante. Você gostaria de descobrir se você está certo ou errado, e fazer uma boa decisão sobre a possibilidade de tentar expandir os seus interesses. Seria útil saber se você tem como.

4. Síndrome de Asperger pode dificultar Seu Estilo e vida Social

Festas e eventos sociais são uma ótima maneira de conhecer pessoas e elas podem ser essenciais para os negócios, namorar, e até mesmo um casamento feliz. Mas se você não sabe onde ficar, como entrar em uma conversação, o que vestir ou se você está falando muito alto, você pode precisar de ajuda e apoio para participar e se divertir. E o problema pode ser SA.

5. Síndrome de Asperger pode dificultar seu Romance

Você conheceu alguém especial. Você está interessado em fazer investir em um relacionamento. E Agora? Namorar é difícil para qualquer um, mas se você tem SA namorar pode ser completamente desconcertante. Precisa de ajuda? Pode ser necessário começar com um diagnóstico AS.

6. Síndrome de Asperger poderia ser a razão Você é ter algum tipo de fobia

Você fica facilmente “esmagada(o)” a qualquer momento quando há muito estímulos sensoriais - mesmo no shopping, ou supermercado, ou em um evento esportivo. E você gostaria muito de fazer parte e de sentir-se confortável nessas atividades comuns. O problema pode ser SA, e uma parte da solução pode ser conseguir o diagnóstico.

7. Síndrome de Asperger pode estar tornando ou lhe afetando na escola(Faculdade).

Se você tem síndrome de Asperger, você pode ser um pensador visual em um mundo verbal.Com um diagnóstico SA você pode obter a ajuda e as acomodações que você precisa para concluir os cursos, testes e entrevistas para obter o trabalho que você deseja.

8. Síndrome de Asperger pode ser um problema em uma relação importante

Alguém de quem gosta sugeriu que você pode ter Síndrome de Asperger, e eles apontam para certos comportamentos que os “deixam louco”. Eles gostariam que você obtivesse uma opinião profissional e, de preferência, alguma ajuda. Poderiam estar certo? Somente um profissional experiente pode dizer se você tem como.

9. Um diagnóstico de Síndrome de Asperger pode ser a chave para obtenção de serviços que você precisa

Se você tem síndrome de Asperger, você pode ter encontrado problemas em toda a sua vida.Você pode ser isolado, com pouco dinheiro, ou mesmo na necessidade de uma melhor habitação. Um diagnóstico de SA pode qualificá-lo para uma variedade de serviços e benefícios federal.

10. Um diagnóstico da síndrome de Asperger pode abrir novas portas para amizades e ajuda de grupos ou comunidades

Você tem se sentido "diferente" a sua vida inteira. Agora, você está esperando para encontrar uma comunidade de pessoas que recebem quem você é, como você pensa, e até mesmo como você se sente. Um diagnóstico de SA pode dar-lhe o empurrão que você precisa para entrar em contato com grupos de apoio do autismo e se conectar com essa comunidade.

quarta-feira, 13 de março de 2013

QUEM SÃO OS SUPER NORMAIS | VER COM PALAVRAS

QUEM SÃO OS SUPER NORMAIS | VER COM PALAVRAS

SUPER NORMAIS – TIRINHA 4 COM AUDIODESCRIÇÃO | VER COM PALAVRAS

SUPER NORMAIS – TIRINHA 4 COM AUDIODESCRIÇÃO | VER COM PALAVRAS

SUPER NORMAIS – TIRINHA 3 COM AUDIODESCRIÇÃO | VER COM PALAVRAS

SUPER NORMAIS – TIRINHA 3 COM AUDIODESCRIÇÃO | VER COM PALAVRAS

SUPER NORMAIS – TIRINHA 2 COM AUDIODESCRIÇÃO | VER COM PALAVRAS

SUPER NORMAIS – TIRINHA 2 COM AUDIODESCRIÇÃO | VER COM PALAVRAS

SUPER NORMAIS – TIRINHA 1 COM AUDIODESCRIÇÃO | VER COM PALAVRAS

SUPER NORMAIS – TIRINHA 1 COM AUDIODESCRIÇÃO | VER COM PALAVRAS

segunda-feira, 11 de março de 2013

Escolas paulistas terão cuidador para alunos com necessidades especiais



Medida resulta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre governo de São Paulo e Ministério Público Estadual
 São Paulo – A partir do próximo dia 19, o governo de São Paulo terá de dispor de profissionais cuidadores para auxiliar os professores da rede pública de ensino no trabalho com alunos deficientes em todo o estado. A medida resulta de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que será assinado no próximo dia 18, conforme disse hoje (1º) o promotor de Justiça de Direitos Humanos Júlio César Botelho no Seminário de Educação Inclusiva: Teoria e Prática, realizado na sede do Ministério Público Estadual (MP), no centro da capital.
Botelho contou que o termo prevê, até 2014, o acompanhamento de um profissional específico à necessidade, a todo aluno que necessitar de algum tipo de auxílio para acompanhar as aulas. “Nós não restringimos o cuidador ao aluno com mobilidade reduzida. Por exemplo, um autista não tem dificuldades motoras e pode, mesmo assim, precisar de auxílio. O objetivo é permitir a efetiva inclusão de todo aluno que precise de auxílio no processo de aprendizagem ou de qualquer outro suporte durante as atividades escolares”, disse.
O funcionamento do processo se dará no corpo escolar. O professor que identificar a necessidade de apoio de outro profissional no acompanhamento de alunos deverá notificar a direção da escola, que fará a solicitação à Diretoria de Ensino da região.
A Secretaria de Estado da Educação não confirmou que a assinatura do termo se dará na data informada pelo promotor.
O promotor afirmou que este é só o primeiro de cinco TACs que devem ser estabelecidos entre e o Ministério Público e o governo estadual. Os outros termos em discussão dispõem sobre ensino e utilização da linguagem brasileira de sinais (libras) nas escolas; sobre atenção a crianças autistas; sobre o transporte escolar de alunos com mobilidade reduzida e sobre a acessibilidade física dos prédios. De acordo com Botelho, o governo Alckmin ainda está bastante atrasado no desenvolvimento de políticas públicas que realizem a inclusão na prática.
“No âmbito do Estado de São Paulo, nós identificamos uma morosidade na garantia desses direitos. Existe uma estrutura, bastante arcaica, que é o Centro de Apoio Pedagógico Especializado (Cape), sediado na capital com a função de dar suporte para o estado inteiro. Me parece que faltam políticas públicas na esfera estadual que contemplem essas áreas de maneira eficiente. Afinal, porque é que o Ministério Público tem de criar um acordo para que o estado cumpra? Seria muito mais adequado que a secretaria não dependesse do MP e desenvolvesse a sua política”, analisa Botelho.
Durante o seminário foi lançado o "Guia Prático: O Direito de Todos à Educação", fruto de uma parceira entre o Ministério Público e a ONG Sorri-Brasil, que atua na área dos direitos de pessoas com deficiência. O guia é voltado à orientação de promotores públicos em questões relacionadas a inclusão na educação.
Participaram do evento as secretárias de pessoas com deficiência do estado, Linamara Rizzo Battistella, e do município, Marianne Pinotti, representantes das secretarias estadual e municipal de educação, da Sorri-Brasil e promotores de diversas regiões do estado.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Como formar redes de apoio à Educação inclusiva

Matheus Santana da Silva, aluno autista, com seu pai na biblioteca da escola

Os sistemas de apoio começam na própria escola, na equipe e na gestão escolar. O aluno com deficiência não é visto como responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação continuada dos educadores.

A família compõe a rede de apoio como a instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos. É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da criança.

Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento dessas necessidades.

Na perspectiva da Educação inclusiva, os apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.

Art. 1º. Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009). NOTA – OBSERVAR O TEOR DO DECRETO 7.611/2011 QUE REVOGOU O DECRETO 6.571/2008

Ainda que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete, apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica, básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe pedagógica.
Outra atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.
Vale ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências, agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.

Quer saber mais?

Bibliografia
Declaração de Salamanca, Ministério da Educação
A atenção educacional à diversidade: escolas inclusivas. R. Blanco, In: Marchesi, A., Tedesco, J.C., e

A sala de aula inclusiva. Daniela Alonso e S. Casarin. São Paulo. No prelo 2012.

Diversidade como paradigma de ação pedagógica na Educação. R. E. Carvalho. In: Revista da Educação Especial. MEC/SEESP. Out. 2005.

Flexibilização Curricular: um caminho para o atendimento de aluno com deficiência. E. Lopes, PDE, Universidade Estadual de Londrina. Paraná. 2008. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/786-2.pdf
Qualidade, equidade e reformas no ensino. Coll, C. Madri: OEI-Fundação Santillana, 2009.

Documentos
Resolução CNE/CEB Nº 2. Art. 5º, Inciso III, MEC. 2001. Parâmetros Curriculares Nacionais: Adaptações Curriculares/Secretaria de Educação Fundamental. Secretaria de Educação Especial. - Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1998.
Resolução CNE/CEB nº 04/2009 e Parecer CNE/CEB nº 13/2009
http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf

domingo, 3 de março de 2013

Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem


Benjamin Saidon, aluno com síndrome de Down da Nova Escola Judaica Bialik Renascença, em São Paulo


Para estruturar as flexibilizações na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao convívio.

O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).

Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.

Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).

Revista Educação

sexta-feira, 1 de março de 2013

O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?

Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss, intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos


As barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização. Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação inclusiva, para todos.
 

Educadores reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a operacionalização desse projeto pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que a escolarização oferece.
 

As mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.
 

Outro ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo. O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada tem um papel fundamental na prática profissional.
 

A inclusão de pessoas com deficiência faz parte do paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a inclusão social.
 
É o projeto pedagógico que orienta as atividades escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho; garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva; planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.

É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva

Daniela Alonso, especialista  em Educação Inclusiva  e selecionadora do Prêmio Victor
Civita Educador Nota 10
Isac Oliveira Souza aprendendo ler na lousa braile, na sala de recursos da EE Dom Jayme de Barros
 
No Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional é o Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e propostas inclusivas, estabelece a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino superior); realiza o atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos próprios do AEE e orienta os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.
 
O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.
 
Se o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade, recursos diferenciados identificados como necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva; mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual; adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física; estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso do transtorno global; ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.
 
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.
 
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).
 
Revista Educação

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Os desafios da Educação inclusiva: foco nas redes de apoio


Matéria publicada na Revista Educação

Para fazer a inclusão de verdade e garantir a aprendizagem de todos os alunos na escola regular é preciso fortalecer a formação dos professores e criar uma boa rede de apoio entre alunos, docentes, gestores escolares, famílias e profissionais de saúde que atendem as crianças com Necessidades Educacionais Especiais
 
Daniela Alonso
1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular
 
João Guilherme dos Santos, aluno com deficiência física, com seus colegas da Unidade Integrada Alberico Silva, em São Luís.

O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial - ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.
 
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.
 
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.
 
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.
 
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas como diversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.
 
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.
 
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).
 
 
Daniela Alonso, especialista  em Educação Inclusiva  e selecionadora do Prêmio Victor
Civita Educador Nota 10