Meu nome é Ari Vieira, sou especializado em educação para pessoas com deficiência pela PUCSP. Quero ajudar os docentes a debater o tema inclusão das pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida nas escolas. O blog será também uma importante ferramenta de consulta para quem for implantar a temática da inclusão na mobilidade urbana.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Música e Autismo: uma linguagem de comunicação com a realidade
Música e Autismo: uma linguagem de
comunicação com a realidade
Por Álvaro Siviero – Música e Ciência
– O Estado de S. Paulo – 22fev12
Durante o carnaval debrucei-me sobre
filmes que abordam, direta ou indiretamente, o tema do autismo. Desde a
impecável interpretação de Dustin Hoffman em Rain Man ou Bruce
Willis na trama Código para o Inferno, a temática também é abordada
em sucessos menores como o tocante Meu filho, meu mundo. Em todos
eles, é impossível não se envolver com as refinadas e especiais capacidades
apresentadas pelos personagens considerados “não normais” pelo mundo atual. Big
mistake. Fica a pergunta: por que o mundo atual, esvaziado de parâmetros, se
julga autoridade moral para definir o conceito de “normalidade”? Deliciei-me,
especialmente, na comédia romântica Loucos de amor (em
inglês Mozart and the Whale). Inspirada na vida de duas pessoas com
a Síndrome de Asperger, uma forma de autismo, a vida dos protagonistas – e o
coração – ficam de cabeça para baixo quando a paixão surge.
Falo disso, pois é intrigante saber
que a música, minha profissão, é canal de facilitação e promoção no
entendimento destas manifestações autistas. A Musicoterapia promove a
comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização,
entre muitos outros aspectos, da pessoa humana, indo ao encontro de suas
necessidades físicas, mentais, sociais ou cognitivas. Qualquer pessoa pode ser
tratada com musicoterapia. Por ser técnica de aproximação, reduz problemas
emocionais ou atitudes que demandariam grandes doses de energia psíquica. É um
canal universal de comunicação com o mundo que utiliza como elemento principal
a única e verdadeira linguagem universal existente: a música.
Estudiosos afirmam ser a música a
única ponte de comunicação possível aos portadores deste tipo de comportamento
(1. A musicoterapia no tratamento de crianças com
perturbação do espectro do autismo –
Marisa do Carmo Prim Padilha; 2. Adolescência e autismo: a musicoterapia como
auxiliar na diminuição das dificuldades -
Fernanda Valentim e Leomara Craveiro de Sá. Pessoalmente, tive a oportunidade
de travar contato com esta realidade através da ONG Autismo&Realidade (http://www.autismoerealidade.org/), fundada no dia 09 de julho de 2010, através do
casal Paula Balducci de Oliveira e Hermelindo Ruete de Oliveira. “É minha
própria vida”, afirma Paula. “Sou uma pessoa abençoada por Deus e neste
trabalho de voluntariado encontrei a forma de devolver à sociedade o que
recebi”. O entusiasmo e determinação dos entrevistados acabou contagiando toda
a família. “A causa é da família”, afirma o casal cuja filha Júlia, estudante
de pós-graduação em produção cultural, caminha com esta realidade.
Que
o poder da música una-se, sempre, a iniciativas como essa. E que muitas pessoas
se utilizem da música para crescimento. Vale conferir!
Textos
relacionados:
quarta-feira, 10 de julho de 2013
ESTRATÉGIAS DE ENSINO PARA CRIANÇAS COM AUTISMO
A
organização do ambiente de ensino é fundamental para que crianças com autismo
permaneçam na atividade proposta e sintam-se motivadas a aprender. A
desorganização do ambiente, assim como a falta de planejamento das atividades,
podem causar agitação na criança, desviando seu foco.
Os locais
onde a criança come, aprende e se diverte devem estar claramente sinalizados, e
não é conveniente manter à sua vista excesso de materiais. Se for o momento de
alimentação, por exemplo, a criança deve visualizar somente a comida,
retirando-se de seu alcance jogos e evitando-se que assista à televisão.
Como
todas as crianças, alunos com autismo também precisam de espaços para
recreação, se possível em lugares amplos e abertos, uma vez que a maioria não
gosta de lugares muito fechados.
A
utilização de materiais visuais, como fotografias e ilustrações, também são
úteis no processo de educação de crianças com autismo, pois elas possuem grande
capacidade de armazenar imagens em seus cérebros. As imagens são úteis tanto
para a aprendizagem quanto para o desenvolvimento da comunicação e para
aumentar sua compreensão e regular seu comportamento social.
Ao
ensinar à criança como cumprimentar as pessoas, por exemplo, é importante
mostrar um cartaz ou fotografia de mãos se apertando. Ao anunciar a hora do
recreio, o professor pode mostrar uma fotografia do parque da escola, e ao
encerrar as atividades do dia, pode mostrar uma ilustração de casa, para
indicar à criança que ela agora retornará ao seu lar.
Fonte:
Desafiando el autismo.
terça-feira, 25 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Hiperlexia
Hiperlexia é uma síndrome, muitas vezes caracterizada como elemento do autismo, que envolve a capacidade de leitura precoce e a obsessão por números e letras.
O que é?
A hiperlexia pode ser entendida como uma síndrome, que compreende sintomas como uma alta capacidade de leitura e uma espécie de obsessão por letras e números, porém acompanhada de uma espécie de retardo em outras áreas do desenvolvimento. Essa síndrome pode ser entendida a partir de três características principais: capacidade precoce de leitura, dificuldade em lidar com a linguagem oral e uma inadaptação social dos comportamentos.
Por muito tempo as crianças hiperléxicas foram diagnosticadas a partir de referenciais do autismo, uma vez que existem poucos estudos e mecanismos para o diagnóstico.
Como diagnosticar?
Algumas características podem encaminhar o diagnóstico de hiperlexia, entre elas, deve-se atentar prioritariamente para a precocidade da interação da criança com letras e números. A partir dos 18 meses, crianças hiperléxicas já começam a demonstrar uma capacidade diferenciada para identificação de letras e números, e aproximadamente a partir dos 3 anos essas crianças são capazes de reconhecer o agrupamento de letras e formar palavras, mesmo que estas não façam sentido no contexto. Assim, é provável que essa criança seja capaz de ler frases inteiras, mesmo não dominando a linguagem oral como as outras crianças de sua idade. Devemos lembrar que nem todas as crianças com hiperlexia apresentam o mesmo desenvolvimento de suas condições. Outra particularidade das crianças hiperléxicas, para a qual se deve atentar no período diagnóstico, é o apego que essas têm à rotina. Uma criança hiperlexica dificilmente aceita mudanças em seus horários e atividades, procura encontrar padrões em todas as situações.
A criança hiperléxica
A hiperlexia não é consequência de nenhum método de ensino, ou seja, a capacidade de ler da forma como se dá nesses casos não é algo ensinado, não há instruções para que a criança aja de tal forma. Essa criança simplesmente aprende a decodificar as palavras, a partir da identificação das letras e de seus agrupamentos.
O fato de uma criança hiperléxica ter dificuldades em seus relacionamentos sociais não significa que estes não devam ser encorajados. Existem inúmeros benefícios ligados à experiência dessas crianças na relação com crianças de desenvolvimento normal, entre eles destaca-se a estimulação oral. Para a criança hiperléxica, a criança normal é alguém que fala muito, mas essa interação permite que aquela reconheça os aspectos funcionais da comunicação oral.
Na escola
Algumas posições pedagógicas defendem a criação de salas especiais para hiperléxicos, uma vez que a presença de uma criança hiperléxica no grupo de alunos implica algumas alterações na rotina de professores, coordenação e alunos, por exemplo, ajustes no currículo e flexibilização do programa de ensino. Todavia, é importante tanto para crianças normais quanto para a criança hiperléxica que sejam expostas a relação com outras crianças em diferentes condições, para que possam reconhecer diferentes formas de se comunicar. Do outro lado, professores devem estar preparados para usar, de maneira criativa, a habilidade de lidar com as palavras e números, de forma que se torne realmente uma experiência valiosa para todos.
Onde encontrar mais informações?
Existem poucas publicações sobre hiperlexia no Brasil. Há alguns anos a autora Susan Martins Miller publicou, pela editora Nova Alvorada de Belo Horizonte, o livro “Lendo muito cedo”, que explica com bastante clareza as condições e implicações da hiperlexia na vida de crianças e adultos, além disso, algumas associações de pais de crianças autistas tem trabalhado para divulgar as particularidades da síndrome em seus sites, o que gera um conteúdo bastante rico em detalhes da experiência de viver com alguém hiperléxico.
Juliana Spinelli Ferrari
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em psicologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista
Curso de psicoterapia breve pela FUNDEB - Fundação para o Desenvolvimento de Bauru
Mestranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP - Universidade de São Paulo
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Livro Transtornos de Conduta - Síndromes Diversas
Minhas
considerações sobre o livro Transtornos de Conduta
Síndromes
Diversas
Autora:
Priscilla Amaral
Olá pessoal. Conclui hoje de ler o livro acima mencionado
escrito pela minha amiga Priscilla Amaral. Alguns livros são importantes para
aprofundarmos o processo de inclusão, ainda em curso. E o livro em questão
atendeu os requisitos necessários para esse fim.
Inicialmente, é fundamental frisar a formatação da obra. A
autora aborda casuísticas de crianças, jovens e adultos com necessidades
educacionais especiais. Priscilla utilizou da forma empírica para fundamentar
suas ideias e o resultado obtido é bastante interessante.
Ao ler os diversos estudos de casos é possível elaborar
algumas conclusões:
- Quando o profissional da sala de recursos multifuncionais
trabalha articulado com o docente da sala comum, os resultados são amplamente
favoráveis aos alunos. Em sendo assim, é fundamental que os docentes articulem
suas ações com os profissionais da SRM.
- O livro tem um lado que considero muito positivo: ele
desmistifica aquela questão que remete somente aos alunos com deficiência a
dificuldade de aprendizagem. Alunos com depressão infantil, oriundos de
famílias desestruturadas, subnutrição e outros fatores também devem ser
elencados e analisados pela comunidade escolar, quando apresentarem
dificuldades de aprendizagem.
- Outro dado relevante que destaco é o processo de anamnese utilizado
pela autora para se estabelecer a cada aluno uma conduta específica. Infelizmente muitos profissionais de educação
acreditam que deveria haver um manual para lidar com as deficiências ou
dificuldades de aprendizagem dos alunos, o que é um engano. As pessoas são
diferentes, portanto, a estratégia e o planejamento adotados para alguns não
necessariamente devem ser aplicados para os demais. E investigar a vida social
do aluno, suas relações sociais e familiares, sua vida pregressa e outros
elementos são fundamentais para o sucesso da proposta de ensino que deve ser
adotada, e nesse sentido o trabalho da Priscilla Amaral é um exemplo que deve
ser seguido.
- A escola é o ambiente propício para a
promoção da paz, da reconciliação e da convivência entre as diferenças; por
isso, não podemos deixar que seja alvo da intolerância, do preconceito e da
violência. Para que essa finalidade seja totalmente alcançada é necessário que
haja um trabalho conjunto entre toda a comunidade escolar, a articulação deve
envolver o profissional da SRM, os professores, os pais, a direção e os demais
alunos.
O livro
apresenta diversas Síndromes e o seu conhecimento ajuda no processo de
ensino-aprendizagem. E tem uma informação que apreciei muito: quando a autora
refere-se que nem sempre a aprendizagem do aluno deve ser a prioridade da
escola. Outros fatores são importantes, como preparar o aluno com deficiência
ou com alguma dificuldade de aprendizagem para relações sociais, para suas
atividades diárias e para seu próprio futuro. Esta colocação tão bem exposta
pela autora vai de encontro ao pensamento de muitos outros educadores, no quais
me incluo, que defendem que até há alguns anos a criança com limitação intelectual, moderada ou severa
era considerada incapaz de aprender, necessitando apenas de cuidado e proteção.
A partir do momento em que o sistema educacional proporciona a oportunidade de
crianças e adolescentes em idade escolar frequentarem a escola regular, esta se
defronta com a questão do currículo a ser proposto, sem dúvida um desafio aos
educadores que atuam junto a esta população. Ao delinearmos um currículo para
esta clientela, em que o foco é o desenvolvimento das habilidades mais
relevantes da vida diária do aluno, de forma a possibilitar que ele participe
tão independentemente quanto possível na sua comunidade. Para isso, devemos
levar em conta alguns aspectos como: funcionalidade, adequação a idade
cronológica, interações com os pares sem deficiência e desenvolver nos alunos a
oportunidade de escolha.
Para os docentes que
ainda são resistentes a presença de alunos com necessidades educacionais
especiais na sala de ensino regular, indico uma frase da autora:
“Quando comecei a
lecionar em Sala de recursos, observei uma enorme diferença já que não são mais
salas “fechadas”, assim como as salas de ensino regular, e sim atendimentos que
objetivam a melhoria do aluno na sala de ensino regular. Trocando em miúdos, a
sala especial segregava e a Sala de recursos auxilia o aluno para que apresente
melhor desempenho no ensino regular”.
Gostei muito
desta colocação porque a educação é a porta de entrada para a participação plena na sociedade.
É particularmente importante para crianças com deficiência, que frequentemente são
excluídas. Muitos dos benefícios da escola consolidam-se ao longo do tempo –
por exemplo, garantir o sustento na vida adulta –, mas alguns são visíveis
quase imediatamente. A participação na vida escolar é importante para crianças
com deficiência, uma vez que corrige equívocos que impedem a inclusão. E quando
essas crianças são capazes de frequentar a escola, pais, mães e cuidadores conseguem
encontrar tempo para outras atividades, como trabalhar e descansar.
Em princípio, todas as
crianças têm o mesmo direito à educação. Mas, na prática, esse direito é
desproporcionalmente negado a crianças com deficiência. Consequentemente, fica
prejudicada sua capacidade de usufruir de todos os direitos de cidadania e de assumir
papéis valorizados pela sociedade – principalmente por meio de emprego
remunerado. Enfim, indico o
livro para todos, em especial para os docentes, pais de crianças com
deficiência e para todos os profissionais que atuam na área. A leitura é
dinâmica, leve e muito reflexiva.
Parabéns Priscilla Amaral
e muito sucesso para você e seus alunos.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
O direito de moradia e inclusão na comunidade
02/06/2013 - Global REPORT
O direito que uma pessoa jovem com deficiência intelectual tem de morar por sua própria conta na comunidade, sendo incluído normalmente na sociedade em que vive, é um assunto de grande importância mas segundo informações de lideranças mundiais, muito bem informadas, o Relatório Global sobre o artigo 19 da Convenção de Direitos das Pessoas com Deficiência mostra que muitos governos não aquilatam a importância dessa atitude.
No Brasil há mais de 50 anos vimos lutando, primeiro pela inserção nas políticas públicas de pessoas com deficiência intelectual, e outras deficiências certamente, uma vez que o segmento de cerca de 24 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência permaneceu durante muitos anos esquecido do Poder Público, continuando a ser um segmento excluído e isolado de preocupações governamentais.
Isso é injustificável, daí o esforço de grandes entidades como Inclusion International e outras organizações que trabalham em prol de pessoas com deficiências para que essa situação mude favoravelmente.
Vamos pensar em conjunto sobre o que nos dizem os 92 países que ajudaram Inclusion International na elaboração desse Relatório Global:
A Convenção de Direitos das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas foi implantada em 2006 e foi ratificada por mais de 120 países. Contudo, poucos governos compreendem, inteiramente, as implicações de implementar essa Convenção e especificamente o Artigo 19.
A fim de fazer face à histórica e sistemática exclusão de pessoas com deficiência, nossas comunidades, governos e sociedades vão precisar abraçar um paradigma novo (refletido na CDPD). É preciso mudar de encarar a deficiência como um programa ou área na qual pessoas com deficiência são as receptoras ou objetos de políticas - para um processo transformador que ajuda a construir comunidades mais fortes nas quais todo mundo participa e contribui. Isso significa não pensar apenas na pessoa com deficiência mas também em suas famílias e círculos de apoio bem como as comunidades em que moram. É preciso compreender como fortalecer o tecido social de nossas sociedades.
Têm sido realizadas pesquisas e trabalhos a respeito da desinstitucionalização (ou seja, fechar instituições de longa permanência) e ainda na compreensão de serviços e apoios de que as pessoas necessitam para morar com sucesso na comunidade. O que está faltando é a voz das pessoas com deficiência intelectual e suas famílias, que têm vivido a experiência de exclusão e isolamento, que compreendem as causas e o impacto que essa exclusão causa e que têm uma visão do que significa de fato morar e ser incluído na comunidade. Queríamos saber:
- Qual é a situação de pessoas com deficiência intelectual e suas famílias com relação a sua inclusão na comunidade;
- O que aprendemos acerca da razão pela qual as pessoas são excluídas e ficam isoladas;
- Que progresso já foi feito;
- Quais são os desafios novos e emergentes que ameaçam a inclusão;
- O que nós e nossos parceiros deveríamos fazer para alcançar as mudanças necessárias para tornar o Artigo 19 uma realidade em todo o mundo.
Trecho extraído da página 9 do GLOBAL REPORT ON ARTICLE 19
The right to live and by included in the community.
Traduzido do inglês e digitado em São Paulo em 21 de abril de 2013 por Maria Amélia Vampré Xavier.
The right to live and by included in the community.
Traduzido do inglês e digitado em São Paulo em 21 de abril de 2013 por Maria Amélia Vampré Xavier.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Cordel da Vida Independente
Hélio de
Araújo
anos setentaCom Ed Roberts na frente
Começou o movimento
De vida independente
Questionando comportamentos
Visando um mundo includente.
Ed Roberts era cadeirante
E lutava por direito
Por ser um perseverante
A luta fez logo efeito
Pessoas com deficiência
Conquistaram mais respeito.
Ele queria para todos
Acesso ao conhecimento
E para pessoa com deficiência
Autonomia e empoderamento
Para ela mesma decidir,
Demonstrar seu pensamento.
Após décadas de estudos,
Pesquisas e mobilização,
Luta, debate e suor,
Veio a fundamentação,
Para assim sustentar
A proposta de inclusão.
Assim não podemos voltar
Para era da segregação
Agora é dois mil e treze
É tempo da união,
Abaixo a intolerância
E a institucionalização.
A escola deve receber
Com muita satisfação
O aluno com deficiência
Sem nenhuma separação,
Pois é doloroso para os pais
Constatarem uma rejeição.
A educação inclusiva
Prevista na Convenção
Deve ser oferecida
Em qualquer situação,
Pois é o que impede
O mal da desunião.
Devemos ser responsáveis
Por nossa sociedade
Que deve ser inclusiva,
Respeitando a diversidade,
Justa e possibilitando:
Acolhimento e equidade.
Quem abordar esse tema
Nos meios de comunicação
Deve se preparar
E ter muita precaução,
Pois a informação errada
Reforça a discriminação.
Todo aluno tem direito
A um bom atendimento:
Com limitação sensorial,
Transtorno do desenvolvimento,
Deficiência intelectual ou física
Ou com outro impedimento.
Não é só direito à escola,
É por acessibilidade,
Trabalho, lazer e saúde,
Turismo de qualidade
E de exercer livremente
A sua maternidade.
Ser diferente não atrapalha,
Nem a escola nem a nação.
A diversidade somente ajuda
Provoca constante reflexão
Se fossemos todos iguais
A vida seria sem emoção.
Hélio de Araújo é professor, cadeirante, ativista na defesa dos direitos das pessoas com deficiência – Petrolina-PE.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Corrente do livro
Descrição da imagem: capa do livro Lições do velho professor, de Rubem Alves
Olá pessoal. Em abril ganhei o livro "Lições do velho professor"' do meu mestre Rubem Alves, de uma amiga muito querida e amada, Deisy Paula. O livro é convite à reflexão de nossa atitudes e ações como educadores que somos.
Recentemente li que nos EUA está ficando comum as pessoas
circularem os livros, isso estimula a leitura. Funciona assim: a pessoa passa o
livro para quem gosta muito, depois que esta pessoa ler, ela passa para outra e
assim vai, um dia quem sabe este livro possa voltar para mim. A primeira pessoa que colocou o livro para circular deixa seu endereço, email, blog e sua
página no facebook. Quem estiver com o livro pode ir se posicionando, isso é
uma forma de todos irem acompanhando e vamos fazendo novas amizades. Teve uma professora americano que viu o livro circular por seis anos, inclusive o livro passeou até a Nova Zelândia, até voltar para ela.
Ao ler esses fatos pesquisar mais sobre o tema, decidi fazer o mesmo com o livro do mestre Rubem Alvez, afinal, deixá-lo na prateleira empoeirando seria um pecado com outra pessoas.
terça-feira, 21 de maio de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Abordando alguns aspectos da Educação Inclusiva
Olá pessoal. Geralmente sou indagado pelos meus alunos para opinar se a matrícula de crianças com deficiência nas escolas regulares já configura como inclusão. Inicialmente devemos afirmar que Educação Inclusiva pressupõe que TODAS as crianças (alunos) tem a mesma oportunidade de acesso, de permanência e de aproveitamento na escola, independente de qualquer característica peculiar que apresentem ou não.
Matricular simplesmente uma criança com deficiência em uma classe comum da escola regular, sem dúvida, é um passo importante na direção certa, embora, esse ato isoladamente fora do contexto maior não pode ser considerado inclusão. Mas, quando comparamos o passado com o presente vamos observar avanços significativos, antes as escolas recusavam matricular crianças com deficiência, atualmente ela não pode agir assim, seja pública ou particular.
A presença do aluno com deficiência na escola regular vai no mínimo forçar uma nova situação na comunidade daquela escola e os avanços decorrentes disso vai depender e muito das ações individuais e coletivas. Em sendo assim, ao contrário, do que muitos pregam, considero a matrícula como primeiro passo rumo à inclusão.
É isso.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
Porque evitar apressar o ensino da leitura e da criança na escola
Li hoje o texto abaixo e achei muito interessante.
Descrição da imagem: criança deitada segurando um lápis rabiscando um papel.
Descrição da imagem: criança deitada segurando um lápis rabiscando um papel.
Porque causa tanto dano na criança aprender a ler escrever antes da segunda
dentição? Esta pergunta toca um dos mais importantes problemas que existem
nesta idade.
Porque nada é mais danoso para a criança que a pressa de ensinar-lhe a ler e
escrever prematuramente.
Nos primeiros sete anos funciona a força vital, a força construtora no
físico, formando e modelando desde a cabeça; penetra no fígado, pulmões,
coração, etc, estabelecendo sua força devida e estrutura correta. Deste modo se
adquire a base física sadia para toda a vida. Mais tarde haverá somente um
crescimento do formato; a forma básica não modificará jamais. Daí se pode
compreender facilmente que a criança necessita de todas as forças construtivas
para conseguir sua mais completa formação orgânica antes da troca dos dentes,
troca com que a mesma natureza indica que terminou a estrutura básica.
Se parte das ditas forças são minadas por ser dedicadas a outras atividades,
a força modeladora diminui de modo que a formação orgânica não pode levar-se a
cabo em sua totalidade.
Cada letra, cada palavra com que se ensina a criança a ler ou escrever nesta
idade, diminui a dita força vital cuja missão é construir. Debilita-se a base
orgânica para a vida, pois é levada para outra direção, e diversifica-se a
atividade da formação orgânica produzindo mais tarde uma debilidade ou
enfermidade em alguma parte do ser humano.
Numa palavra, toda influência prematura pode conduzir eventualmente a uma
posterior enfermidade na vida adulta.
Se pode impelir a criança a que aprenda a ler e escrever um pouco antes do
normal, mas este esforço se pagará caro mais tarde acelerando a
dissecação (secamento) e rigidez dos membros. Além disso, esta pressa e aflição
empurra criança para uma maturidade física prematura, angústia e restrição da
alma e espírito, formando assim pessoas mais voltadas para o materialismo que
para viver com plenitude pessoal. Devemos deter a criança em seu desejo de avançar
apressadamente e aprender antes de seu devido tempo qualquer matéria escolar,
para seu próprio bem no futuro.
Toda criança tem certo desejo de aprender as letras, é normal, pois deseja
imitar os adultos também nisso.
Igualmente deseja conhecer os números, mas esse aspecto da imitação deve ser
restringido e controlado. Ajudamos mais a criança se desviamos temporariamente
suas ânsias de aprender, pois assim ela guardará fresca sua força vital e será
capaz de desenvolver-se melhor durante o resto de sua vida.
As forças construtivas normalmente terminam a primeira fase de seu trabalho
com a segunda dentição, ficando livres para dedicar-se inteiramente a sua
próxima tarefa construtiva no intelecto e na memória. Tudo foi promovido e
previsto por uma sabedoria muito elevada e devemos melhor respaldá-la e
honrá-la no lugar de tratar de mudar “algo” ao nosso desejo. Não é muito tarde
para começar o aprendizado da leitura e escrita aos sete anos, pois só quando
as forças formadoras estão livres é que podem dedicar-se ao aprendizado no seu
curso normal, e a criança pode plenamente gozar de tal aprendizado. Devemos
evitar que as crianças se lancem prematuramente a atividades para as quais não
estão preparadas ainda pois temos de cuidar que seus corpos cresçam e se formem
sem danos e entregar à sociedade homens íntegros, sinceros, positivos e
verdadeiros, os quais sendo adultos, possuam um corpo sadio e apto, dotado de
um espírito e uma alma que com prazer receberá o devido conteúdo de sua sorte.
Texto de Nora von Baditz, do livro: “Que es necessário a el
niño”. (Retirado do grupo Pedagogia Waldorf para a
Família, no Facebook).
sábado, 27 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Pessoas com deficiência, idosos e cuidadores
10/04/2013 - Izabel Maria Madeira de
Loureiro Maior*
A
nova relação trabalhista ameaça os dois lados.
É inadiável equilibrar as relações do trabalho de
uns com o “capital” finito de outros, essencialmente quando são idosos e
pessoas com deficiência.
Com a Emenda Constitucional nº 72, de
2 de abril de 2013 (PEC das empregadas domésticas), entendo que os legisladores
e a sociedade conseguirão melhorar a vida de muitos trabalhadores domésticos
antes desvalorizados por patrões “capitalistas selvagens”. Entretanto, é muito
difícil contornar a diferença desprezada pela PEC, ao equiparar o tomador de
serviços “pessoa física” com “pessoa jurídica – empresa lucrativa” em muitos
aspectos. Como decorrência, surgiu um óbvio desequilíbrio e sérias
consequências. Os “empregadores dentro da lei” irão manter trabalhadores
domésticos até onde puderem arcar com as novas obrigações. Fatalmente, muitos
não conseguirão encarar com as exigências. Quero destacar que não cabe
responsabilizar os trabalhadores domésticos pelo desajuste, já que não foi
causado por eles na busca dos direitos trabalhistas presentes no texto
constitucional para outros trabalhadores urbanos e rurais.
Por criação e tradição familiares
sempre remunerei corretamente as pessoas que me prestam serviços domésticos,
pois se trata de trabalhadores assalariados como eu, sempre com carteira
assinada no valor verdadeiro, INSS, férias acrescidas de um terço e 13º
salário. Por saber que o trabalho deles contribuiu para minha maior dedicação
aos estudos e à minha carreira profissional, procurava compartilhar algum
adicional conseguido. Essa é prática de relações trabalhistas na qual acredito.
No momento, minha imensa preocupação
se assenta sobre os cálculos que estou tentando fazer e absorver. As pessoas
idosas, pessoas com deficiência e outras, que precisam de cuidadores para
sobreviver e viver com dignidade, autonomia e independência foram esquecidas
com a nova ordem, como infelizmente acontece. Esses cidadãos não existem em
nenhum artigo, parágrafo ou inciso da nova legislação. Adeus equiparação de
oportunidades, pois sabemos que o elemento de despesa que mais sobrecarrega o
custo adicional da deficiência é a contratação dos serviços dos cuidadores.
Em média, para não haver exploração
do trabalhador doméstico e do cuidador, uma pessoa que necessita de 24 horas de
atenção para as atividades da vida diária como alimentação, asseio, banho e
acompanhamento em outras tarefas, contrata duas a três pessoas que se revezam
em sua casa. De repente, a maneira como a medida historicamente justa foi
tomada desconheceu as consequências para um grupo em desvantagem. Foram
alteradas as regras de contratos existentes e toda a viabilidade de receber o
cuidado. Nas contas a serem feitas, de um lado estão aposentadorias, pensões e
salários minguados dos “patrões dependentes”. O mercado de trabalho no Brasil
rejeita trabalhadores com deficiência ou os contrata, ilegalmente, por salários
abaixo dos demais. Esses “patrões” não podem assumir as tarefas dos cuidadores,
justamente porque os cuidadores existem para lhes atender, com dignidade para
as duas partes, naquilo que é básico: ir ao banheiro (que não tem hora
marcada), receber alimento e um copo de água e apoio em atividades de estudo,
trabalho e lazer. Caso a assistência do cuidador ultrapasse, mesmo que em
poucos minutos, as oito horas diárias, já serão horas extras, adicional noturno
e tudo mais. Mesmo no período diurno, se a pessoa com deficiência ou a idosa
não conseguir “se virar” durante o intervalo de descanso do cuidador, a lei não
irá socorrê-las e mesmo o cuidador que vier em seu auxílio estará infringindo a
lei. Na nova empresa-casa as regras são as do cartão de ponto. Por quê?
Até aqui, tanto para mim, pessoa com
deficiência, servidora pública, que precisa de cuidador, como para minha sogra
de 92 anos, pensionista federal, portanto ambas com recursos que não acompanham
o reajuste do mínimo salário desse país e a inflação, teremos de pensar
imediatamente em outra forma de existir que não seja indecente. Com a nova
equação, não fecham os cálculos para manter o emprego dos cuidadores e a nossa
sobrevivência. Se nos transformássemos em empresas lucrativas, aí sim, a carga
de direitos trabalhistas estaria condizente.
Meu ponto é que não se trata de
usurpar os direitos conquistados tão tardiamente pelos trabalhadores
domésticos. O que percebo como inadiável é equilibrar as relações do trabalho
de uns com o “capital” finito de outros, essencialmente quando são idosos e
pessoas com deficiência, os quais não se caracterizam por ter rendimentos altos
nem serem exploradores de ninguém. A alternativa será a institucionalização
dessas pessoas em casas de repouso e abrigos? Não seria mais humano e solidário
aproveitar o debate e resgatar aqueles que não conseguem “pagar” de forma
alguma?
Sem a mediação do Estado e da
sociedade, que não pensaram no caso de cuidadores e naqueles que dependem de
sua presença, o cobertor curto vai desfavorecer os dois lados. É urgente a
instituição de política pública que ofereça serviços de cuidadores e outras boas
alternativas. Com a palavra os órgãos de promoção dos direitos das pessoas
idosas e das pessoas com deficiência.
Referências: EM nº 72, de 2 de abril de 2013, disponível em www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc72.htm,
acesso em 08/04/2013.
* Médica fisiatra e docente da
Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Consultora em
inclusão social, políticas públicas e acessibilidade. Foi coordenadora da CORDE
e Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência de
2002 a 2010.
Educação inclusiva: Uma questão urgente.
Tereza Cristina
Rodrigues Villela.
É comum ouvir ou ler, ainda nos dias
atuais, que os movimentos de luta por inclusão nas classes do sistema regular
de ensino formado por pessoas com deficiência, suas famílias e educadores,
estão desconectados da realidade educacional do país. Não é raro que seja
apresentada uma longa argumentação no sentido de que as escolas teriam
suficientes desafios ao receber alunos sem deficiência física, intelectual,
motora, ou sensorial, seja por falta de infraestrutura básica, pela incipiência
de políticas públicas que assegurem formação inicial e continuada de educadores
e gestores educacionais, ou ainda pelo fato de as escolas já receberem
estudantes tão heterogêneos quanto existem entre esses grupos de estudantes;
são comuns afirmações discriminatórias como: “tenho 40 alunos normais e um com
deficiência”. As licenciaturas e os cursos de formação inicial e continuada de
educadores e de gestores da educação ganham muito ao possibilitar aos
estudantes o questionamento quanto ao que é geral e ao que é específico às
pessoas com deficiência.
É fato que as políticas públicas no sentido de assegurar formação inicial e continuada dos educadores para a atuação com estudantes com deficiência são parcas, e os cursos de formação comumente fragmentados e com pouco tempo de duração, oferecidos a poucos educadores e gestores. Entretanto, o preparo não é algo estático, que tenha um fim; os saberes necessários a práticas inclusivas de educação formal vão sendo construídos e não se encerram. Os gestores da educação e os educadores tem buscado mais por informações quanto a ações promotoras de inclusão educacional de estudantes com deficiência e a internet, por exemplo, também é uma ótima ferramenta para isso.
Ainda há muito por fazer para que as
edificações escolares estejam construídas de acordo com as normas técnicas de
acessibilidade para receber estudantes com deficiência; os prédios mais novos
deveriam respeitar normas de acessibilidade, mas nem sempre é assim. Em grande
parte dos casos, as medidas a serem adotadas são simples e de baixo custo.
Entretanto, muitas vezes, a afirmação de que os educadores e as escolas não
estão preparados, tem sido usada como subterfúgio para que não haja qualquer
mudança arquitetônica ou nas práticas pedagógicas, a despeito dos mecanismos
legais nacionais e internacionais de direitos humanos e tem sido utilizada como
pretexto para que as escolas evitem receber estudantes com deficiência.
Raramente os pais de pessoas com
deficiência estão preparados para receberem esses filhos, mas não se questiona
a obrigação destes em recebê-los. E, notadamente, quando buscam e tem acesso à
informações preparam-se no cotidiano conforme as situações vão surgindo. E é
exatamente assim que o educador pode preparar-se. Os cursos de formação ajudam
muito, mas é efetivamente nas situações da prática educacional que a preparação
vai se construindo e se edificando, ou seja, seria inútil esperar que as
escolas e os educadores estejam preparados antes de receber estudantes com
deficiência.
As situações cotidianas nas escolas e
nas salas de aula são distintas, assim como também são distintos os alunos,
independentemente de terem ou não alguma deficiência física, sensorial, ou
intelectual e é no contexto de ensino-aprendizagem que o professor pode
preparar-se, reconstruindo-se, aprendendo a cada dia ao mesmo tempo em que
ensina. Nesse sentido, as atitudes e práticas, algumas indicadas pelos diversos
estudos na área da educação regular e especial, outras pelo simples bom-senso,
podem favorecer a aprendizagem e o acesso ao conteúdo tanto ou mais do que a
arquitetura da escola.
Estudantes são antes de tudo pessoas
com interesses, vontades e capacidades diferentes, o que não encontra
similaridade entre pessoas com deficiência: quanto a elas, o que pode ser
similar por vezes são as necessidades quanto a acessibilidade arquitetônica,
descrições, uso de materiais e explicações concretas, escrita e língua e
habilidades linguísticas pouco aceitas em classes do sistema regular de ensino
adeptas a modos bancários de transmissão de conhecimento, estes sim
desconectados da realidade global, que exige escolas que preparem os alunos
para ações cidadãs e para o mercado de trabalho.
É comum também, por outro lado, a
retórica de que a presença de estudantes com deficiência seria uma dificuldade
para os demais estudantes, que sairiam da escola menos preparados para o
mercado de trabalho; assim, a presença de estudantes com deficiência nas salas
de aula do sistema regular de ensino seria mera socialização, não
necessariamente atrelada a aprendizagem.
Ora, quanto à educação bancária,
aquela que só verbaliza informações e aguarda do estudante passivo uma resposta
ensaiada e que busca a uma forma homogênea de ensinar e aprender fictícia,
prepara os estudantes para o mercado de trabalho atual?
A presença de estudantes com e sem
deficiência de origens culturais e formas de construção de conhecimentos
distintas na mesma sala de aula, oferece a possibilidade de trabalho conjunto e
favorece que sejam pensadas formas de compreensão diferentes e várias
inteligências e habilidades distintas. tão importante quanto dominar os
conteúdos curriculares é a capacidade de compreender o outro, de trabalhar em
equipe e assim fazendo-se entender colocando-se na posição do outro, o que vai
forjando em nós, educadores e estudantes a criatividade da qual deve estar
imbuída a relação ensino-aprendizagem, capaz de favorecer potencialidades dos
estudantes bem como saberes e a reflexão cotidiana do educador sobre sua
prática pedagógica.
Processos inclusivos de educação não
são fáceis, são necessários e urgentes, sobretudo em uma época que nos desafia
a ampliar a prática de uma educação que atenda verdadeiramente a todos os
alunos, cujo tempo é hoje e não podem esperar.
Tereza Cristina Rodrigues Villela:
pedagoga, mestre em Educação Especial e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCAR, na linha de pesquisa "Práticas Educativas, processos e problemas".
Tutora de disciplinas acadêmicas voltadas a formação de professores para a inclusão de estudantes com deficiência visual nas classes comuns do sistema regular de ensino em 2010 e 2011.
Ppalestrante em cursos de formação de professores e pesquisadora nas áreas de estratégias de ensino, comunicação e interação social, voltadas a estudantes com deficiência visual.
terça-feira, 2 de abril de 2013
domingo, 31 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
Dez Razões para Adultos buscarem seu diagnóstico de síndrome de Asperger
Síndrome de Asperger (SA) é uma forma de autismo de alto
funcionamento que só se tornou um diagnóstico "oficial" em 1994. Isso
significa que muitos adultos com SA nunca foram diagnosticados.
O diagnóstico pode fornecer um quadro para organizar-se e a
compreender e aprender sobre os desafios comportamentais e emocionais que
talvez parecessem inexplicáveis até este momento. Isso pode diminuir a
vergonha, levar a um maior senso de comum e iniciar o processo de aprender a
viver mais adaptativamente com o cérebro de um Asperger. Pode também servir
ajuda em outros aspectos da sua vida e a compreende-lo e responder de forma
diferente.
1. Síndrome de Asperger pode ficar no
caminho da sua carreira.
Você parece nunca conseguir um emprego que reflete suas
habilidades, mesmo que todas as credenciais são ótimas no papel. Ou você está
preterido em promoções regularmente, porque você simplesmente não entende a
política do escritório. O problema pode ser SA.
2. Síndrome de Asperger pode ficar no
caminho do começo das suas amizades
Você tem dificuldade de fazer e / ou manter amigos, e não sabe
porquê. Ou seus amigos estão interessados apenas em você quando você está
envolvido em uma atividade que você compartilha, mas você não constroem uma
relação pessoal. O problema pode ser SA.
3. Síndrome de Asperger pode ser a razão
Você ser "Obsessivo" em determinados temas
Você foi chamado de "obsessivo" ou
"fanático", mas você sente que está muito interessado em apenas um
tópico incrivelmente fascinante. Você gostaria de descobrir se você está certo
ou errado, e fazer uma boa decisão sobre a possibilidade de tentar expandir os
seus interesses. Seria útil saber se você tem como.
4. Síndrome de Asperger pode dificultar Seu
Estilo e vida Social
Festas e eventos sociais são uma ótima maneira de conhecer
pessoas e elas podem ser essenciais para os negócios, namorar, e até mesmo um
casamento feliz. Mas se você não sabe onde ficar, como entrar em uma
conversação, o que vestir ou se você está falando muito alto, você pode
precisar de ajuda e apoio para participar e se divertir. E o problema pode ser
SA.
5. Síndrome de Asperger pode dificultar seu
Romance
Você conheceu alguém especial. Você está interessado em fazer
investir em um relacionamento. E Agora? Namorar é difícil para qualquer um, mas
se você tem SA namorar pode ser completamente desconcertante. Precisa de ajuda?
Pode ser necessário começar com um diagnóstico AS.
6. Síndrome de Asperger poderia ser a razão
Você é ter algum tipo de fobia
Você fica facilmente “esmagada(o)” a qualquer momento quando há
muito estímulos sensoriais - mesmo no shopping, ou supermercado, ou em um
evento esportivo. E você gostaria muito de fazer parte e de sentir-se
confortável nessas atividades comuns. O problema pode ser SA, e uma parte da
solução pode ser conseguir o diagnóstico.
7. Síndrome de Asperger pode estar tornando
ou lhe afetando na escola(Faculdade).
Se você tem síndrome de Asperger, você pode ser um pensador
visual em um mundo verbal.Com um diagnóstico SA você pode obter a ajuda e as
acomodações que você precisa para concluir os cursos, testes e entrevistas para
obter o trabalho que você deseja.
8. Síndrome de Asperger pode ser um
problema em uma relação importante
Alguém de quem gosta sugeriu que você pode ter Síndrome de
Asperger, e eles apontam para certos comportamentos que os “deixam louco”. Eles
gostariam que você obtivesse uma opinião profissional e, de preferência, alguma
ajuda. Poderiam estar certo? Somente um profissional experiente pode dizer se
você tem como.
9. Um diagnóstico de Síndrome de Asperger
pode ser a chave para obtenção de serviços que você precisa
Se você tem síndrome de Asperger, você pode ter encontrado
problemas em toda a sua vida.Você pode ser isolado, com pouco dinheiro, ou
mesmo na necessidade de uma melhor habitação. Um diagnóstico de SA pode
qualificá-lo para uma variedade de serviços e benefícios federal.
10. Um diagnóstico da síndrome de Asperger
pode abrir novas portas para amizades e ajuda de grupos ou comunidades
Você tem se sentido "diferente" a sua vida inteira.
Agora, você está esperando para encontrar uma comunidade de pessoas que recebem
quem você é, como você pensa, e até mesmo como você se sente. Um diagnóstico de
SA pode dar-lhe o empurrão que você precisa para entrar em contato com grupos
de apoio do autismo e se conectar com essa comunidade.
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