Meu nome é Ari Vieira, sou especializado em educação para pessoas com deficiência pela PUCSP. Quero ajudar os docentes a debater o tema inclusão das pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida nas escolas. O blog será também uma importante ferramenta de consulta para quem for implantar a temática da inclusão na mobilidade urbana.
Ally e Ryan
terça-feira, 21 de maio de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Abordando alguns aspectos da Educação Inclusiva
Olá pessoal. Geralmente sou indagado pelos meus alunos para opinar se a matrícula de crianças com deficiência nas escolas regulares já configura como inclusão. Inicialmente devemos afirmar que Educação Inclusiva pressupõe que TODAS as crianças (alunos) tem a mesma oportunidade de acesso, de permanência e de aproveitamento na escola, independente de qualquer característica peculiar que apresentem ou não.
Matricular simplesmente uma criança com deficiência em uma classe comum da escola regular, sem dúvida, é um passo importante na direção certa, embora, esse ato isoladamente fora do contexto maior não pode ser considerado inclusão. Mas, quando comparamos o passado com o presente vamos observar avanços significativos, antes as escolas recusavam matricular crianças com deficiência, atualmente ela não pode agir assim, seja pública ou particular.
A presença do aluno com deficiência na escola regular vai no mínimo forçar uma nova situação na comunidade daquela escola e os avanços decorrentes disso vai depender e muito das ações individuais e coletivas. Em sendo assim, ao contrário, do que muitos pregam, considero a matrícula como primeiro passo rumo à inclusão.
É isso.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
Porque evitar apressar o ensino da leitura e da criança na escola
Li hoje o texto abaixo e achei muito interessante.
Descrição da imagem: criança deitada segurando um lápis rabiscando um papel.
Descrição da imagem: criança deitada segurando um lápis rabiscando um papel.
Porque causa tanto dano na criança aprender a ler escrever antes da segunda
dentição? Esta pergunta toca um dos mais importantes problemas que existem
nesta idade.
Porque nada é mais danoso para a criança que a pressa de ensinar-lhe a ler e
escrever prematuramente.
Nos primeiros sete anos funciona a força vital, a força construtora no
físico, formando e modelando desde a cabeça; penetra no fígado, pulmões,
coração, etc, estabelecendo sua força devida e estrutura correta. Deste modo se
adquire a base física sadia para toda a vida. Mais tarde haverá somente um
crescimento do formato; a forma básica não modificará jamais. Daí se pode
compreender facilmente que a criança necessita de todas as forças construtivas
para conseguir sua mais completa formação orgânica antes da troca dos dentes,
troca com que a mesma natureza indica que terminou a estrutura básica.
Se parte das ditas forças são minadas por ser dedicadas a outras atividades,
a força modeladora diminui de modo que a formação orgânica não pode levar-se a
cabo em sua totalidade.
Cada letra, cada palavra com que se ensina a criança a ler ou escrever nesta
idade, diminui a dita força vital cuja missão é construir. Debilita-se a base
orgânica para a vida, pois é levada para outra direção, e diversifica-se a
atividade da formação orgânica produzindo mais tarde uma debilidade ou
enfermidade em alguma parte do ser humano.
Numa palavra, toda influência prematura pode conduzir eventualmente a uma
posterior enfermidade na vida adulta.
Se pode impelir a criança a que aprenda a ler e escrever um pouco antes do
normal, mas este esforço se pagará caro mais tarde acelerando a
dissecação (secamento) e rigidez dos membros. Além disso, esta pressa e aflição
empurra criança para uma maturidade física prematura, angústia e restrição da
alma e espírito, formando assim pessoas mais voltadas para o materialismo que
para viver com plenitude pessoal. Devemos deter a criança em seu desejo de avançar
apressadamente e aprender antes de seu devido tempo qualquer matéria escolar,
para seu próprio bem no futuro.
Toda criança tem certo desejo de aprender as letras, é normal, pois deseja
imitar os adultos também nisso.
Igualmente deseja conhecer os números, mas esse aspecto da imitação deve ser
restringido e controlado. Ajudamos mais a criança se desviamos temporariamente
suas ânsias de aprender, pois assim ela guardará fresca sua força vital e será
capaz de desenvolver-se melhor durante o resto de sua vida.
As forças construtivas normalmente terminam a primeira fase de seu trabalho
com a segunda dentição, ficando livres para dedicar-se inteiramente a sua
próxima tarefa construtiva no intelecto e na memória. Tudo foi promovido e
previsto por uma sabedoria muito elevada e devemos melhor respaldá-la e
honrá-la no lugar de tratar de mudar “algo” ao nosso desejo. Não é muito tarde
para começar o aprendizado da leitura e escrita aos sete anos, pois só quando
as forças formadoras estão livres é que podem dedicar-se ao aprendizado no seu
curso normal, e a criança pode plenamente gozar de tal aprendizado. Devemos
evitar que as crianças se lancem prematuramente a atividades para as quais não
estão preparadas ainda pois temos de cuidar que seus corpos cresçam e se formem
sem danos e entregar à sociedade homens íntegros, sinceros, positivos e
verdadeiros, os quais sendo adultos, possuam um corpo sadio e apto, dotado de
um espírito e uma alma que com prazer receberá o devido conteúdo de sua sorte.
Texto de Nora von Baditz, do livro: “Que es necessário a el
niño”. (Retirado do grupo Pedagogia Waldorf para a
Família, no Facebook).
sábado, 27 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Pessoas com deficiência, idosos e cuidadores
10/04/2013 - Izabel Maria Madeira de
Loureiro Maior*
A
nova relação trabalhista ameaça os dois lados.
É inadiável equilibrar as relações do trabalho de
uns com o “capital” finito de outros, essencialmente quando são idosos e
pessoas com deficiência.
Com a Emenda Constitucional nº 72, de
2 de abril de 2013 (PEC das empregadas domésticas), entendo que os legisladores
e a sociedade conseguirão melhorar a vida de muitos trabalhadores domésticos
antes desvalorizados por patrões “capitalistas selvagens”. Entretanto, é muito
difícil contornar a diferença desprezada pela PEC, ao equiparar o tomador de
serviços “pessoa física” com “pessoa jurídica – empresa lucrativa” em muitos
aspectos. Como decorrência, surgiu um óbvio desequilíbrio e sérias
consequências. Os “empregadores dentro da lei” irão manter trabalhadores
domésticos até onde puderem arcar com as novas obrigações. Fatalmente, muitos
não conseguirão encarar com as exigências. Quero destacar que não cabe
responsabilizar os trabalhadores domésticos pelo desajuste, já que não foi
causado por eles na busca dos direitos trabalhistas presentes no texto
constitucional para outros trabalhadores urbanos e rurais.
Por criação e tradição familiares
sempre remunerei corretamente as pessoas que me prestam serviços domésticos,
pois se trata de trabalhadores assalariados como eu, sempre com carteira
assinada no valor verdadeiro, INSS, férias acrescidas de um terço e 13º
salário. Por saber que o trabalho deles contribuiu para minha maior dedicação
aos estudos e à minha carreira profissional, procurava compartilhar algum
adicional conseguido. Essa é prática de relações trabalhistas na qual acredito.
No momento, minha imensa preocupação
se assenta sobre os cálculos que estou tentando fazer e absorver. As pessoas
idosas, pessoas com deficiência e outras, que precisam de cuidadores para
sobreviver e viver com dignidade, autonomia e independência foram esquecidas
com a nova ordem, como infelizmente acontece. Esses cidadãos não existem em
nenhum artigo, parágrafo ou inciso da nova legislação. Adeus equiparação de
oportunidades, pois sabemos que o elemento de despesa que mais sobrecarrega o
custo adicional da deficiência é a contratação dos serviços dos cuidadores.
Em média, para não haver exploração
do trabalhador doméstico e do cuidador, uma pessoa que necessita de 24 horas de
atenção para as atividades da vida diária como alimentação, asseio, banho e
acompanhamento em outras tarefas, contrata duas a três pessoas que se revezam
em sua casa. De repente, a maneira como a medida historicamente justa foi
tomada desconheceu as consequências para um grupo em desvantagem. Foram
alteradas as regras de contratos existentes e toda a viabilidade de receber o
cuidado. Nas contas a serem feitas, de um lado estão aposentadorias, pensões e
salários minguados dos “patrões dependentes”. O mercado de trabalho no Brasil
rejeita trabalhadores com deficiência ou os contrata, ilegalmente, por salários
abaixo dos demais. Esses “patrões” não podem assumir as tarefas dos cuidadores,
justamente porque os cuidadores existem para lhes atender, com dignidade para
as duas partes, naquilo que é básico: ir ao banheiro (que não tem hora
marcada), receber alimento e um copo de água e apoio em atividades de estudo,
trabalho e lazer. Caso a assistência do cuidador ultrapasse, mesmo que em
poucos minutos, as oito horas diárias, já serão horas extras, adicional noturno
e tudo mais. Mesmo no período diurno, se a pessoa com deficiência ou a idosa
não conseguir “se virar” durante o intervalo de descanso do cuidador, a lei não
irá socorrê-las e mesmo o cuidador que vier em seu auxílio estará infringindo a
lei. Na nova empresa-casa as regras são as do cartão de ponto. Por quê?
Até aqui, tanto para mim, pessoa com
deficiência, servidora pública, que precisa de cuidador, como para minha sogra
de 92 anos, pensionista federal, portanto ambas com recursos que não acompanham
o reajuste do mínimo salário desse país e a inflação, teremos de pensar
imediatamente em outra forma de existir que não seja indecente. Com a nova
equação, não fecham os cálculos para manter o emprego dos cuidadores e a nossa
sobrevivência. Se nos transformássemos em empresas lucrativas, aí sim, a carga
de direitos trabalhistas estaria condizente.
Meu ponto é que não se trata de
usurpar os direitos conquistados tão tardiamente pelos trabalhadores
domésticos. O que percebo como inadiável é equilibrar as relações do trabalho
de uns com o “capital” finito de outros, essencialmente quando são idosos e
pessoas com deficiência, os quais não se caracterizam por ter rendimentos altos
nem serem exploradores de ninguém. A alternativa será a institucionalização
dessas pessoas em casas de repouso e abrigos? Não seria mais humano e solidário
aproveitar o debate e resgatar aqueles que não conseguem “pagar” de forma
alguma?
Sem a mediação do Estado e da
sociedade, que não pensaram no caso de cuidadores e naqueles que dependem de
sua presença, o cobertor curto vai desfavorecer os dois lados. É urgente a
instituição de política pública que ofereça serviços de cuidadores e outras boas
alternativas. Com a palavra os órgãos de promoção dos direitos das pessoas
idosas e das pessoas com deficiência.
Referências: EM nº 72, de 2 de abril de 2013, disponível em www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc72.htm,
acesso em 08/04/2013.
* Médica fisiatra e docente da
Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Consultora em
inclusão social, políticas públicas e acessibilidade. Foi coordenadora da CORDE
e Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência de
2002 a 2010.
Educação inclusiva: Uma questão urgente.
Tereza Cristina
Rodrigues Villela.
É comum ouvir ou ler, ainda nos dias
atuais, que os movimentos de luta por inclusão nas classes do sistema regular
de ensino formado por pessoas com deficiência, suas famílias e educadores,
estão desconectados da realidade educacional do país. Não é raro que seja
apresentada uma longa argumentação no sentido de que as escolas teriam
suficientes desafios ao receber alunos sem deficiência física, intelectual,
motora, ou sensorial, seja por falta de infraestrutura básica, pela incipiência
de políticas públicas que assegurem formação inicial e continuada de educadores
e gestores educacionais, ou ainda pelo fato de as escolas já receberem
estudantes tão heterogêneos quanto existem entre esses grupos de estudantes;
são comuns afirmações discriminatórias como: “tenho 40 alunos normais e um com
deficiência”. As licenciaturas e os cursos de formação inicial e continuada de
educadores e de gestores da educação ganham muito ao possibilitar aos
estudantes o questionamento quanto ao que é geral e ao que é específico às
pessoas com deficiência.
É fato que as políticas públicas no sentido de assegurar formação inicial e continuada dos educadores para a atuação com estudantes com deficiência são parcas, e os cursos de formação comumente fragmentados e com pouco tempo de duração, oferecidos a poucos educadores e gestores. Entretanto, o preparo não é algo estático, que tenha um fim; os saberes necessários a práticas inclusivas de educação formal vão sendo construídos e não se encerram. Os gestores da educação e os educadores tem buscado mais por informações quanto a ações promotoras de inclusão educacional de estudantes com deficiência e a internet, por exemplo, também é uma ótima ferramenta para isso.
Ainda há muito por fazer para que as
edificações escolares estejam construídas de acordo com as normas técnicas de
acessibilidade para receber estudantes com deficiência; os prédios mais novos
deveriam respeitar normas de acessibilidade, mas nem sempre é assim. Em grande
parte dos casos, as medidas a serem adotadas são simples e de baixo custo.
Entretanto, muitas vezes, a afirmação de que os educadores e as escolas não
estão preparados, tem sido usada como subterfúgio para que não haja qualquer
mudança arquitetônica ou nas práticas pedagógicas, a despeito dos mecanismos
legais nacionais e internacionais de direitos humanos e tem sido utilizada como
pretexto para que as escolas evitem receber estudantes com deficiência.
Raramente os pais de pessoas com
deficiência estão preparados para receberem esses filhos, mas não se questiona
a obrigação destes em recebê-los. E, notadamente, quando buscam e tem acesso à
informações preparam-se no cotidiano conforme as situações vão surgindo. E é
exatamente assim que o educador pode preparar-se. Os cursos de formação ajudam
muito, mas é efetivamente nas situações da prática educacional que a preparação
vai se construindo e se edificando, ou seja, seria inútil esperar que as
escolas e os educadores estejam preparados antes de receber estudantes com
deficiência.
As situações cotidianas nas escolas e
nas salas de aula são distintas, assim como também são distintos os alunos,
independentemente de terem ou não alguma deficiência física, sensorial, ou
intelectual e é no contexto de ensino-aprendizagem que o professor pode
preparar-se, reconstruindo-se, aprendendo a cada dia ao mesmo tempo em que
ensina. Nesse sentido, as atitudes e práticas, algumas indicadas pelos diversos
estudos na área da educação regular e especial, outras pelo simples bom-senso,
podem favorecer a aprendizagem e o acesso ao conteúdo tanto ou mais do que a
arquitetura da escola.
Estudantes são antes de tudo pessoas
com interesses, vontades e capacidades diferentes, o que não encontra
similaridade entre pessoas com deficiência: quanto a elas, o que pode ser
similar por vezes são as necessidades quanto a acessibilidade arquitetônica,
descrições, uso de materiais e explicações concretas, escrita e língua e
habilidades linguísticas pouco aceitas em classes do sistema regular de ensino
adeptas a modos bancários de transmissão de conhecimento, estes sim
desconectados da realidade global, que exige escolas que preparem os alunos
para ações cidadãs e para o mercado de trabalho.
É comum também, por outro lado, a
retórica de que a presença de estudantes com deficiência seria uma dificuldade
para os demais estudantes, que sairiam da escola menos preparados para o
mercado de trabalho; assim, a presença de estudantes com deficiência nas salas
de aula do sistema regular de ensino seria mera socialização, não
necessariamente atrelada a aprendizagem.
Ora, quanto à educação bancária,
aquela que só verbaliza informações e aguarda do estudante passivo uma resposta
ensaiada e que busca a uma forma homogênea de ensinar e aprender fictícia,
prepara os estudantes para o mercado de trabalho atual?
A presença de estudantes com e sem
deficiência de origens culturais e formas de construção de conhecimentos
distintas na mesma sala de aula, oferece a possibilidade de trabalho conjunto e
favorece que sejam pensadas formas de compreensão diferentes e várias
inteligências e habilidades distintas. tão importante quanto dominar os
conteúdos curriculares é a capacidade de compreender o outro, de trabalhar em
equipe e assim fazendo-se entender colocando-se na posição do outro, o que vai
forjando em nós, educadores e estudantes a criatividade da qual deve estar
imbuída a relação ensino-aprendizagem, capaz de favorecer potencialidades dos
estudantes bem como saberes e a reflexão cotidiana do educador sobre sua
prática pedagógica.
Processos inclusivos de educação não
são fáceis, são necessários e urgentes, sobretudo em uma época que nos desafia
a ampliar a prática de uma educação que atenda verdadeiramente a todos os
alunos, cujo tempo é hoje e não podem esperar.
Tereza Cristina Rodrigues Villela:
pedagoga, mestre em Educação Especial e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCAR, na linha de pesquisa "Práticas Educativas, processos e problemas".
Tutora de disciplinas acadêmicas voltadas a formação de professores para a inclusão de estudantes com deficiência visual nas classes comuns do sistema regular de ensino em 2010 e 2011.
Ppalestrante em cursos de formação de professores e pesquisadora nas áreas de estratégias de ensino, comunicação e interação social, voltadas a estudantes com deficiência visual.
terça-feira, 2 de abril de 2013
domingo, 31 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
Dez Razões para Adultos buscarem seu diagnóstico de síndrome de Asperger
Síndrome de Asperger (SA) é uma forma de autismo de alto
funcionamento que só se tornou um diagnóstico "oficial" em 1994. Isso
significa que muitos adultos com SA nunca foram diagnosticados.
O diagnóstico pode fornecer um quadro para organizar-se e a
compreender e aprender sobre os desafios comportamentais e emocionais que
talvez parecessem inexplicáveis até este momento. Isso pode diminuir a
vergonha, levar a um maior senso de comum e iniciar o processo de aprender a
viver mais adaptativamente com o cérebro de um Asperger. Pode também servir
ajuda em outros aspectos da sua vida e a compreende-lo e responder de forma
diferente.
1. Síndrome de Asperger pode ficar no
caminho da sua carreira.
Você parece nunca conseguir um emprego que reflete suas
habilidades, mesmo que todas as credenciais são ótimas no papel. Ou você está
preterido em promoções regularmente, porque você simplesmente não entende a
política do escritório. O problema pode ser SA.
2. Síndrome de Asperger pode ficar no
caminho do começo das suas amizades
Você tem dificuldade de fazer e / ou manter amigos, e não sabe
porquê. Ou seus amigos estão interessados apenas em você quando você está
envolvido em uma atividade que você compartilha, mas você não constroem uma
relação pessoal. O problema pode ser SA.
3. Síndrome de Asperger pode ser a razão
Você ser "Obsessivo" em determinados temas
Você foi chamado de "obsessivo" ou
"fanático", mas você sente que está muito interessado em apenas um
tópico incrivelmente fascinante. Você gostaria de descobrir se você está certo
ou errado, e fazer uma boa decisão sobre a possibilidade de tentar expandir os
seus interesses. Seria útil saber se você tem como.
4. Síndrome de Asperger pode dificultar Seu
Estilo e vida Social
Festas e eventos sociais são uma ótima maneira de conhecer
pessoas e elas podem ser essenciais para os negócios, namorar, e até mesmo um
casamento feliz. Mas se você não sabe onde ficar, como entrar em uma
conversação, o que vestir ou se você está falando muito alto, você pode
precisar de ajuda e apoio para participar e se divertir. E o problema pode ser
SA.
5. Síndrome de Asperger pode dificultar seu
Romance
Você conheceu alguém especial. Você está interessado em fazer
investir em um relacionamento. E Agora? Namorar é difícil para qualquer um, mas
se você tem SA namorar pode ser completamente desconcertante. Precisa de ajuda?
Pode ser necessário começar com um diagnóstico AS.
6. Síndrome de Asperger poderia ser a razão
Você é ter algum tipo de fobia
Você fica facilmente “esmagada(o)” a qualquer momento quando há
muito estímulos sensoriais - mesmo no shopping, ou supermercado, ou em um
evento esportivo. E você gostaria muito de fazer parte e de sentir-se
confortável nessas atividades comuns. O problema pode ser SA, e uma parte da
solução pode ser conseguir o diagnóstico.
7. Síndrome de Asperger pode estar tornando
ou lhe afetando na escola(Faculdade).
Se você tem síndrome de Asperger, você pode ser um pensador
visual em um mundo verbal.Com um diagnóstico SA você pode obter a ajuda e as
acomodações que você precisa para concluir os cursos, testes e entrevistas para
obter o trabalho que você deseja.
8. Síndrome de Asperger pode ser um
problema em uma relação importante
Alguém de quem gosta sugeriu que você pode ter Síndrome de
Asperger, e eles apontam para certos comportamentos que os “deixam louco”. Eles
gostariam que você obtivesse uma opinião profissional e, de preferência, alguma
ajuda. Poderiam estar certo? Somente um profissional experiente pode dizer se
você tem como.
9. Um diagnóstico de Síndrome de Asperger
pode ser a chave para obtenção de serviços que você precisa
Se você tem síndrome de Asperger, você pode ter encontrado
problemas em toda a sua vida.Você pode ser isolado, com pouco dinheiro, ou
mesmo na necessidade de uma melhor habitação. Um diagnóstico de SA pode
qualificá-lo para uma variedade de serviços e benefícios federal.
10. Um diagnóstico da síndrome de Asperger
pode abrir novas portas para amizades e ajuda de grupos ou comunidades
Você tem se sentido "diferente" a sua vida inteira.
Agora, você está esperando para encontrar uma comunidade de pessoas que recebem
quem você é, como você pensa, e até mesmo como você se sente. Um diagnóstico de
SA pode dar-lhe o empurrão que você precisa para entrar em contato com grupos
de apoio do autismo e se conectar com essa comunidade.
quarta-feira, 13 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Escolas paulistas terão cuidador para alunos com necessidades especiais
Medida resulta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre governo de
São Paulo e Ministério Público Estadual
Botelho contou que o termo prevê, até
2014, o acompanhamento de um profissional específico à necessidade, a todo
aluno que necessitar de algum tipo de auxílio para acompanhar as aulas. “Nós
não restringimos o cuidador ao aluno com mobilidade reduzida. Por exemplo, um
autista não tem dificuldades motoras e pode, mesmo assim, precisar de auxílio.
O objetivo é permitir a efetiva inclusão de todo aluno que precise de auxílio
no processo de aprendizagem ou de qualquer outro suporte durante as atividades
escolares”, disse.
O funcionamento do processo se dará no
corpo escolar. O professor que identificar a necessidade de apoio de outro
profissional no acompanhamento de alunos deverá notificar a direção da escola,
que fará a solicitação à Diretoria de Ensino da região.
A Secretaria de Estado da Educação não
confirmou que a assinatura do termo se dará na data informada pelo promotor.
O promotor afirmou que este é só o
primeiro de cinco TACs que devem ser estabelecidos entre e o Ministério Público
e o governo estadual. Os outros termos em discussão dispõem sobre ensino e
utilização da linguagem brasileira de sinais (libras) nas escolas; sobre
atenção a crianças autistas; sobre o transporte escolar de alunos com
mobilidade reduzida e sobre a acessibilidade física dos prédios. De acordo com
Botelho, o governo Alckmin ainda está bastante atrasado no desenvolvimento de
políticas públicas que realizem a inclusão na prática.
“No âmbito do Estado de São Paulo, nós
identificamos uma morosidade na garantia desses direitos. Existe uma estrutura,
bastante arcaica, que é o Centro de Apoio Pedagógico Especializado (Cape),
sediado na capital com a função de dar suporte para o estado inteiro. Me parece
que faltam políticas públicas na esfera estadual que contemplem essas áreas de
maneira eficiente. Afinal, porque é que o Ministério Público tem de criar um
acordo para que o estado cumpra? Seria muito mais adequado que a secretaria não
dependesse do MP e desenvolvesse a sua política”, analisa Botelho.
Durante o seminário foi lançado o
"Guia Prático: O Direito de Todos à Educação", fruto de uma parceira
entre o Ministério Público e a ONG Sorri-Brasil, que atua na área dos direitos
de pessoas com deficiência. O guia é voltado à orientação de promotores
públicos em questões relacionadas a inclusão na educação.
Participaram do evento as secretárias
de pessoas com deficiência do estado, Linamara Rizzo Battistella, e do
município, Marianne Pinotti, representantes das secretarias estadual e
municipal de educação, da Sorri-Brasil e promotores de diversas regiões do
estado.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Como formar redes de apoio à Educação inclusiva
Matheus Santana da Silva, aluno autista, com seu pai na biblioteca da
escola
A sala de aula inclusiva. Daniela Alonso e S. Casarin. São Paulo. No prelo 2012.
Os sistemas de apoio começam na própria escola, na
equipe e na gestão escolar. O aluno com deficiência não é visto como
responsabilidade unicamente do professor, mas de todos os participantes do
processo educacional. A direção e a coordenação pedagógica devem organizar
momentos para que os professores possam manifestar suas dúvidas e angústias. Ao
legitimar as necessidades dos docentes, a equipe gestora pode organizar espaços
para o acompanhamento dos alunos; compartilhar entre a equipe os relatos das
condições de aprendizagens, das situações da sala de aula e discutir
estratégias ou possibilidades para o enfrentamento dos desafios. Essas ações
produzem assuntos para estudo e pesquisa que colaboram para a formação
continuada dos educadores.
A família compõe a rede de apoio como a
instituição primeira e significativamente importante para a escolarização dos alunos.
É a fonte de informações para o professor sobre as necessidades específicas da
criança. É essencial que se estabeleça uma relação de confiança e cooperação
entre a escola e a família, pois esse vínculo favorecerá o desenvolvimento da
criança.
Profissionais da área de saúde que trabalham com o aluno, como
fisioterapeutas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos ou médicos, também
compõem a rede. Esses profissionais poderão esclarecer as necessidades de
crianças e jovens e sugerir, ao professor, alternativas para o atendimento
dessas necessidades.
Na perspectiva da Educação inclusiva, os
apoios centrais reúnem os serviços da Educação especial e o Atendimento
Educacional Especializado (AEE). São esses os novos recursos que precisam
ser incorporados à escola. O aluno tem direito de frequentar o AEE no período
oposto às aulas. O sistema público tem organizado salas multifuncionais
ou salas de apoio, na própria escola ou em instituições conveniadas, com o
objetivo de oferecer recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar as
barreiras, favorecendo a plena participação social e o desenvolvimento da
aprendizagem.
Art. 1º. Para a implementação do Decreto no
6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas
classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado
(AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de
Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições
comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos; Art. 2º. O
AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da
disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem
as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua
aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se
recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram condições de
acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida,
promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos
mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos
transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009). NOTA – OBSERVAR O
TEOR DO DECRETO 7.611/2011 QUE REVOGOU O DECRETO 6.571/2008
Ainda
que não apresente números consideráveis, a inclusão tem sido incorporada e
revela ações que podem ser consideradas práticas para apoiar o professor. Ter
um segundo professor na sala de aula, é um exemplo, seja presente durante todas
as aulas ou em alguns momentos, nas mais diversas modalidades: intérprete,
apoio, monitor ou auxiliar. Esse professor poderá possuir formação específica,
básica ou poderá ser um estagiário. A participação do professor do AEE poderá
ocorrer na elaboração do planejamento e no suporte quanto à compreensão das
condições de aprendizagem dos alunos, como forma de auxiliar a equipe
pedagógica.
Outra
atividade evidenciada pela prática inclusiva para favorecer o educador é a
adoção da práxis - no ensino, nas interações, no espaço e no tempo - que
relacione os diferentes conteúdos às diversas atividades presentes no trabalho
pedagógico. São esses procedimentos que irão promover aos alunos a
possibilidade de reorganização do conhecimento, à medida que são respeitados os
diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.
Vale
ressaltar que a Educação inclusiva, como prática em construção, está em fase de
implementação. São muitos os desafios a serem enfrentados, mas as iniciativas e
as alternativas realizadas pelos educadores são fundamentais. As experiências,
agora, centralizam os esforços para além da convivência, para as possibilidades
de participação e de aprendizagem efetiva de todos os alunos.
Quer saber mais?
Bibliografia
Declaração de Salamanca, Ministério da Educação
A atenção educacional à diversidade: escolas inclusivas. R. Blanco, In: Marchesi, A., Tedesco, J.C., e
Declaração de Salamanca, Ministério da Educação
A atenção educacional à diversidade: escolas inclusivas. R. Blanco, In: Marchesi, A., Tedesco, J.C., e
A sala de aula inclusiva. Daniela Alonso e S. Casarin. São Paulo. No prelo 2012.
Diversidade como
paradigma de ação pedagógica na Educação. R. E. Carvalho. In:
Revista da Educação Especial. MEC/SEESP. Out. 2005.
Flexibilização
Curricular: um caminho para o atendimento de aluno com deficiência.
E. Lopes, PDE, Universidade Estadual de Londrina. Paraná. 2008. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/786-2.pdf
Qualidade, equidade e reformas no ensino. Coll, C. Madri: OEI-Fundação Santillana, 2009.
Documentos
Resolução CNE/CEB Nº 2. Art. 5º, Inciso III, MEC. 2001. Parâmetros Curriculares Nacionais: Adaptações Curriculares/Secretaria de Educação Fundamental. Secretaria de Educação Especial. - Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1998.
Resolução CNE/CEB nº 04/2009 e Parecer CNE/CEB nº 13/2009 http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf
Qualidade, equidade e reformas no ensino. Coll, C. Madri: OEI-Fundação Santillana, 2009.
Documentos
Resolução CNE/CEB Nº 2. Art. 5º, Inciso III, MEC. 2001. Parâmetros Curriculares Nacionais: Adaptações Curriculares/Secretaria de Educação Fundamental. Secretaria de Educação Especial. - Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1998.
Resolução CNE/CEB nº 04/2009 e Parecer CNE/CEB nº 13/2009 http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf
domingo, 3 de março de 2013
Flexibilização e adaptação curricular em favor da aprendizagem
Benjamin Saidon, aluno com síndrome de Down
da Nova Escola Judaica Bialik Renascença, em São Paulo
Para
estruturar as flexibilizações
na escola inclusiva é preciso que se reflita sobre os possíveis ajustes
relativos à organização didática. Qualquer adaptação não poderá constituir um
plano paralelo, segregado ou excludente. As flexibilizações e/ou adequações da
prática pedagógica deverão estar a serviço de uma única premissa: diferenciar
os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação, ao
convívio.
O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currículos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).
Além disso, para que o projeto inclusivo seja colocado em ação, há necessidade de uma atitude positiva e disponibilidade do professor para que ele possa criar uma atmosfera acolhedora na classe. A sala de aula afirma ou nega o sucesso ou a eficácia da inclusão escolar, mas isso não quer dizer que a responsabilidade seja só do professor. O professor não pode estar sozinho, deverá ter uma rede de apoio, na escola e fora dela, para viabilizar o processo inclusivo.
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. (Declaração de Salamanca, 1994).
Revista Educação
sexta-feira, 1 de março de 2013
O que significa ter um projeto pedagógico inclusivo?
Marilda Dutra, professora de Geografia, e Marcia Maisa Leite Buss,
intérprete de libras, da EE Nossa Senhora da Conceição, e seus alunos
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.
As
barreiras que podem impedir o acesso de alguns alunos ao ensino e à convivência
estão relacionadas a diversos componentes e dimensões da escolarização.
Ocorrem, também, impedimentos na ação dos educadores. Vejamos os principais
pontos revelados na experiência com educadores no exercício da Educação
inclusiva, para todos.
Educadores
reconhecem, cada vez mais, a diversidade humana e as diferenças individuais que
compõem seu grupo de alunos e se deparam com a urgência de transformar o
sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos os estudantes.
Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades
educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a
operacionalização desse projeto
pedagógico inclusivo. A inclusão deve garantir a todas as
crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades
de desenvolvimento que a escolarização oferece.
As
mudanças são imprescindíveis, dentre elas a reestruturação física, com a
eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de
tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino especial, ainda em
número insuficiente. Além da compreensão e incorporação desses serviços na
escola regular são necessárias alternativas relativas à organização, ao
planejamento e à avaliação do ensino.
Outro
ponto importante refere-se à formação dos professores para a inclusão. A
transformação de paradigma na Educação exige professores preparados para a nova
prática, de modo que possam atender também às necessidades do ensino inclusivo.
O saber está sendo construído à medida que as experiências vão acumulando-se e
as práticas anteriores vão sendo transformadas. Por isso, a formação continuada
tem um papel fundamental na prática profissional.
A inclusão de pessoas com deficiência faz parte do
paradigma de uma sociedade democrática, comprometida com o respeito aos
cidadãos e à cidadania. Esse paradigma, na escola, apresenta-se no projeto
pedagógico que norteará sua ação, explicitará sua política educacional, seu
compromisso com a formação dos alunos, assim como, com ações que favoreçam a
inclusão social.
É o projeto pedagógico que orienta as atividades
escolares revelando a concepção da escola e as intenções da equipe de
educadores. Com base no projeto pedagógico a escola organiza seu trabalho;
garante apoio administrativo, técnico e científico às necessidades da Educação inclusiva;
planeja suas ações; possibilita a existência de propostas curriculares
diversificadas e abertas; flexibiliza seu funcionamento; atende à diversidade
do alunado; estabelece redes de apoio, que proporcionam a ação de
profissionais especializados, para favorecer o processo educacional.
É na sala de aula que acontece a concretização do projeto pedagógico - elaborado nos diversos níveis do sistema educacional. Vários fatores podem influenciar a dinâmica da sala de aula e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Planejamentos que contemplem regulações organizativas diversas, com possibilidades de adequações ou flexibilizações têm sido uma das alternativas mais discutidas como opção para o rompimento com estratégias e práticas limitadas e limitantes.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
O que o Plano Nacional de Educação diz sobre a Educação inclusiva
Daniela Alonso,
especialista em Educação Inclusiva e selecionadora do Prêmio Victor
Civita Educador Nota 10
Civita Educador Nota 10
Isac Oliveira Souza
aprendendo ler na lousa braile, na sala de recursos da EE Dom Jayme de Barros
No
Brasil, a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema
educacional é o Plano
Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Esse documento, entre outras metas e
propostas inclusivas, estabelece a
nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa
todos os segmentos da escolarização (da Educação Infantil ao ensino
superior); realiza o
atendimento educacional especializado (AEE); disponibiliza os serviços e recursos
próprios do AEE e orienta
os alunos e seus professores quanto à sua utilização nas turmas
comuns do ensino regular.
O
PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação
inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e
múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.
Se
o aluno apresentar necessidade específica, decorrente de suas características
ou condições, poderá requerer, além dos princípios comuns da Educação na diversidade,
recursos diferenciados identificados como
necessidades educacionais especiais (NEE). O estudante poderá
beneficiar-se dos apoios de caráter especializado, como o ensino de linguagens
e códigos específicos de comunicação e sinalização, no caso da deficiência visual e auditiva;
mediação para o desenvolvimento de estratégias de pensamento, no caso da deficiência intelectual;
adaptações do material e do ambiente físico, no caso da deficiência física;
estratégias diferenciadas para adaptação e regulação do comportamento, no caso
do transtorno global;
ampliação dos recursos educacionais e/ou aceleração de conteúdos para altas habilidades.
A
Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade
mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um
todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente
àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação
na sala de aula.
Além
de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas
do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e
desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a
diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e
conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência
democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação
melhor para todos. (MENDES, 2012).
Revista Educação
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Os desafios da Educação inclusiva: foco nas redes de apoio
Matéria
publicada na Revista Educação
Para fazer a inclusão de verdade e garantir a
aprendizagem de todos os alunos na escola regular é preciso fortalecer a
formação dos professores e criar uma boa rede de apoio entre alunos, docentes,
gestores escolares, famílias e profissionais de saúde que atendem as crianças
com Necessidades Educacionais Especiais
1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular
João Guilherme dos Santos, aluno com deficiência física, com seus colegas da Unidade Integrada Alberico Silva, em São Luís.
O
esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no
Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas
pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o
sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial - ou o
aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar
modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a
regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e
oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.
A
Educação inclusiva compreende
a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço
para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os
alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.
Há,
entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de
aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por
exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a
aprendizagem de todos os alunos.
A
Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno
desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e
liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser
incentivado.
Educação
inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto
escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades
dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas
como problemas, mas como diversidade.
É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de
mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.
Preservar
a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa
oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas
competências, capacidades e potencialidades do educando.
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do
processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de
aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades,
garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos
de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a
fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).
Daniela Alonso,
especialista em Educação Inclusiva e selecionadora do Prêmio Victor
Civita Educador Nota 10
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