Ally e Ryan

Ally e Ryan

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Retorno ao CETET – Coronel Horus Azambuja

Meu retorno ao CETET aconteceu em meados de setembro de 1987. Passados três anos da saída encontrei um CETET diferente, reprimido e com novos personagens.
O Treinamento estava completamente modificado. Aparecida Tugnolo era a supervisora e a equipe estava assim constituída: Boléia, minha querida Susana, Vilmo, Mauro, Maria Helena, Sônia Carbone, Ilana, Rosana Gomes e Dalva. O suporte administrativo era dado pela Bê,Luana, Fernandinho e o sr. Reinaldo. O curso de táxi funcionava a todo vapor.
Mas, antes de ser apresentado oficialmente para a equipe era necessário passar pela sala do lendário coronel Horus Azambuja. O CETET parecia um quartel do Exército. A fama desse coronel corria os quatro cantos da CET, falavam coisas boas e outras nem tanto, aliás, as informações eram mais para os aspectos negativos. Na verdade era uma contradição a situação da CET, enquanto no Brasil discutia-se abertura e diálogo nos vários setores políticos e econômicos, a CET se fechava numa ilha e adotava o critério da obediência cega e da disciplina rígida, como se isso fosse um divisor do bom ou do mau trabalho.
Uma sirene soou num som contínuo, não sabia o que aquilo significava, fui informado pela secretária do coronel que aquilo era o anúncio da chegada dele. Pensei que seria atendido tão logo ele chegasse, que nada, esperei mais de uma hora quando finalmente fui chamado.
A recepção não foi nada agradável, ele esbravejou comigo dizendo que a transferência havia acontecido sem a autorização dele e que a partir daquele momento “eu iria ficar a disposição da empresa”, mandou-me de volta para o RH. Sai sem entender nada, fui falar com a Cida, que disse que nada podia fazer. Voltei então para RH.
Fui falar com o gerente (não lembro o nome), mais uma hora de espera. Ele apenas me disse que era para voltar para o CETET, mas somente no dia seguinte, deu folga o resto do dia e ainda afirmou, que “aquela situação na cabia ao coronel decidir qualquer coisa”.
Fui para a PUC preocupado com o dia seguinte.
Bem, o dia seguinte chegou. Cheguei no CETET e fui direto falar com a Vilma, secretária do coronel e quando lá cheguei já havia uma determinação para me apresentar ao Treinamento.
O engraçado é que fiquei quase uma semana sem ver o coronel. Um dia esperando o carro que ia me levar para a casa, vi o carro do coronel chegando, ele desceu e veio em minha direção, na hora pensei que ele ia gritar, xingar e etc, mas ao contrário, ele se aproximou e disse:
- “Tudo bem? Qualquer coisa que você precisar vá até minha sala...!” Falou outras coisas que não me lembro, foi embora e eu fiquei pasmo.
O CETET tinha o som de 4 toques diferentes na sirene:
1 toque – horário de entrada e saída;
2 toques – chegada ou saída do coronel;
3 toques – reunião com os supervisores;
4 toques – reunião geral.

Esse foi apenas o primeiro dia, ainda há muito para falar.

sábado, 29 de agosto de 2009

O Retorno – 1987

No dia 03 de junho de 1987 retornei como funcionário definitivamente contratado da CET. Quem fez minha contratação foi a Mara do RH, aliás, depois desse dia ficamos amigos para sempre.
Fui trabalhar no Setor de Controle de Multas, onde conheci bons amigos, Riva, Aldemir (que atualmente está no CETET), Alda, Elmira e Wilson.
Considerando que passei o ano de 1986 totalmente afastado dos acontecimentos da CET, levei um susto quando retornei... a CET havia sido completamente militarizada pela gestão Jânio. Eram generais, coronel e até tenente trabalhando em cargos de chefia na CET. Isso deixava a empresa com uma cara diferente, parecia que todo aquele processo de abertura que assisti em 84 deu espaço para uma nova forma de gerir, alguns mandam e outros obedecem.
Impressionante que alguns amigos ficam para sempre. A Rosana Gomes do CETET assim que soube que eu estava trabalhando nesse setor foi me visitar. Fiquei emocionado ao vê-la na sala.
O Setor de Controle de Multas era bastante vigiado, afinal, éramos nós que digitalizávamos as autuações feita pelo CPT. Ainda era uma época que a CET não era informatizada, portanto, quem fazia o suporte técnico era a PRODAM.
O setor era no prédio da Sumidouro e alguns problemas começaram a aparecer. Havia na entrada um lance de escadas, o que dificultava o acesso; na área interna, principalmente no banheiro também tinha escada, ou seja, o setor era inadequado para um cadeirante. Falei com o pessoal da CIPA e após algumas conversas resolveram me transferir para o CETET. Dentro dos prédios da CET, o CETET foi considerado o mais adequado para a situação em tela.
Minha passagem pelo setor foi de grande valia, afinal, aprendi muito sobre legislação de trânsito, principalmente quando dava suporte à JARI. O conhecimento adquirido na área ainda é útil para os dias atuais. Vindo do DETRAN e entrando naquela gerência foi um salto qualitativo para voltar ao CETET.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A eleição de 1985 - um marco na CET

A eleição para prefeito em 1985 foi um acontecimento histórico tanto para São Paulo, sendo a primeira eleição direta para prefeito após o ciclo ditatorial e também marcou a CET, que quase foi extinta. Acompanhem abaixo os principais acontecimentos da campanha.

Propaganda eleitoral de Jânio Quadros - 1985

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Propaganda eleitoral de FHC - 1985

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Propaganda eleitoral de Eduardo Suplicy - 1985

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A eleição para prefeito em São Paulo – 1985

Em 1985, houve a primeira eleição direta para todas as capitais no Brasil, após o período da ditadura. Em São Paulo tivemos uma acirrada disputa entre três candidatos: Eduardo Suplicy pelo PT; Fernando Henrique Cardoso, PMDB e Jânio Quadros, PTB. O resultado iria interferir diretamente na vida da CET.
Eduardo Suplicy era o fiel da balança. A direita estava fechada em torno de Jânio Quadros; Fernando Henrique era apoiado pelo governo do Estado, Franco Montoro e pelo prefeito, Mário Covas, no entanto, como a eleição era decidida em turno único, e Suplicy ocupava a terceira posição nas pesquisas, o PMDB negociava a renuncia dele. Lembro-me que a questão foi levada para reunião interna no PT e venceu a proposta de manutenção da candidatura. Votei pela manutenção da candidatura, o partido era novo e a eleição divulgava as ideias do PT.
Soube através de pessoas que trabalhavam no CETET, que a eleição mudou os ânimos dos gestores de então, eles ficavam inclusive passando uma vassoura, numa alusão que se o Jânio vencesse muita gente seria varrida do trabalho, mas repito: não estava na CET para comprovar isso, as pessoas me contavam.
Na véspera da eleição, as pesquisas apontavam que FHC seria o candidato vitorioso, propagava-se o voto útil dos eleitores do Suplicy, que acabou não ocorrendo. Entretanto, FHC já se declarava o vencedor e para reforçar sua tese ele posou para uma foto (abaixo) sentado na cadeira de prefeito de São Paulo. O então senador apareceu nos jornais como se ele já se considerasse vitorioso e acabou perdendo a cadeira para Jânio Quadros.



O resultado final daquela histórica eleição foi: Jânio Quadros ficou com 39,3% dos votos válidos contra 35,3% de FHC; Suplicy terminou a disputa com 20,7% dos votos válidos, ou seja, era evidente que se o PT tivesse retirado a candidatura de Suplicy, FHC seria o prefeito, ou ainda, se já existisse dois turnos de eleição à época, Jânio jamais seria eleito.
Jânio Quadros quando tomou posse, ainda relembrou a foto de FHC sentado à cadeira de prefeito, dizendo que “nádegas indevidas, havia sentado aqui”.
Jânio foi eleito para um mandato de três anos, tempo suficiente para ele provocar a maior destruição da história da CET.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

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Entre um ano e outro, uma música para lembrar o passado...assim vamos vivendo cada momento importante da nossa vida.

Dezembro de 1984 – fim do estágio

foto de 1984 na PUCSP
Depois de passar por todas as áreas do CETET meu estágio chegou ao fim. Na verdade ainda teria direito a 6 meses de permanência na CET, entretanto, como era estudante de Direito, a FMUSP convidou-me a trabalhar em período integral no departamento de licitações. Para mim foi uma ótima oportunidade para conhecer melhor o funcionamento da administração pública.
Mas, voltando ao CETET: foi sem dúvida um aprendizado. Nesse ano fiz amizades que perduram até hoje. Boléia foi o amigo mais marcante; com ele aprendi domínio de sala de aula, conhecimentos específicos sobre trânsito e aprendi primordialmente que amigos assim são elos para toda a vida.
Alguma coisa dentro de mim dizia que iria voltar, ainda precisaria aprender outras tarefas, precisaria aprimorar o conhecimento e ajudar outras pessoas. Antes de entrar no CETET tive outras experiências profissionais, mas nenhuma delas foi tão importante como o estágio de 10 meses na CET.
Poucos anos antes de 1984 havia saído de um longo tratamento na AACD. Lá eu tive contato com vários amigos que tinham seqüelas de acidentes de trânsito, no entanto, eu não conseguia dimensionar que um comportamento inadequado no trânsito poderia trazer mudanças que afetaria a vida de uma pessoa por toda a sua existência... no CETET isso ficou mais claro, observando as aulas do Boléia consegui finalmente perceber que a educação é realmente o caminho para transformações.
Não apenas isso, no CETET assimilei completamente o mecanismo de funcionamento das representações de empregados. Nesse ano Mário Covas sanciona a lei da Diretoria de Representação, sendo eleito o Renato e em âmbito menor foram eleitos os diversos representantes que hoje seria o CRE. O notável na época é que inclusive os estagiários elegiam seus representantes e participava da vida da empresa.
Enfim, eu voltaria em 1986 indo trabalhar no Detran, porém, tive que sair, mas depois voltaria definitivamente em 1987.
De toda forma, sair do estágio foi algo bastante difícil para mim, a vida segue seu rumo e para mim não seria diferente.
Em tempo: mesmo sendo cadeirante, o pessoal do CETET nunca viu isso como um obstáculo, me senti muito a vontade. Evidente que isso hoje é uma coisa mais comum, mas naqueles tempos isso era raro. A Thais Pereira achava que haveria alguns contratempos, depois que as atividades foram aparecendo e as dificuldades foram sendo superadas, o receio cedeu lugar a uma relação de profundo respeito e admiração mútua.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ação Comunitária

Depois de um período no Treinamento fui terminar meu estágio no Departamento de Ação Comunitária. Aliás, diga-se passagem, naquela época ser estagiário era conhecer todas as áreas do setor onde você estava, portanto, para mim faltava ir ao DAC. Atualmente o estagiário entra num setor e fica até o fim, o que o deixa sem conhecimento de outras atividades.
A Ação Comunitária era a área da CET que conversava diretamente com a população, era o Poder Público saindo da sua ação burocrática e buscando no contato direto com o munícipe soluções conjuntas para a cidade.
O Vanderlei que era o responsável do setor nos orientava que o objetivo principal do trabalho junto à comunidade nasceu dos inúmeros problemas sempre que a engenharia se propunha a fazer alterações necessárias em regiões da cidade. O interessante não era que você tinha que convencer o cidadão, mas tinha que justificar aquela ação. O processo era tão profissional que em algumas situações a própria CET reconhecia e voltava atrás em algum projeto.
O trabalho do estagiário era acompanhar o técnico e fazer anotações e relatórios. Aprendi muito. Foi meu último setor no CETET antes do fim do estágio.
Evidente que o processo de redemocratização pelo qual o País passava facilitou a comunicação.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sua excelência: O Curso de Táxi


Quando cheguei no CETET, mais outros estagiários foram contratados. Para o Treinamento, sob supervisão da Thais Pereira foram contratados mais três estagiários: a Rosana Gomes, Rolando (boliviano) e a Fátima. A Eliane Benevides, que já estagiava há algum tempo, era uma que se intitulava nossa superior, mas nunca aceitamos isso.
Ficávamos numa mesa quase encostada na janela e a elite do táxi ficava numa outra sala. Realmente era uma elite. Ninguém podia se aproximar do curso, você poderia ser severamente punido se ousasse aprender algo ou assistir o curso. Para nós da plebe ficavam os cursos de cobrador e motoristas de ônibus.
A sala para o curso de táxi ficava no corredor, onde hoje ficam os DET’s 1 e 3, e os nossos cursos eram dados no corredor paralelo e a sala fedia muito, o pessoal não tomava banho e comiam marmitas dentro da sala. Quando eu entrava a tarde com a Fátima o cheiro beirava o insuportável.
O curso de Táxi era dado de segunda a sexta e tinha curso toda a semana. Detalhe: o curso de Táxi Especial então...era só para quem tinha mestrado e doutorado (rs). Quanta bobagem, depois tudo isso ruiu.
O time do táxi era: Boléia, Thais, Sônia, Márcia, Sônia Makaron, Cacilda e Ênio.
Já pelo meio do ano de 1984 o pessoal foi se revoltando e querendo fazer outras atividades, aí o curso foi se popularizando, mas somente a Eliane que já tinha mais de um ano como estagiária pôde dar o curso. Aí vocês podem imaginar como ela se sentiu!
Foi nesse período aproximadamente, que eu já havia passado no concurso público da Faculdade de Medicina da USP e trabalhava lá de manhã e no CETET a tarde; a noite ia para a PUC. Portanto, para quem fazia meio período de estágio praticamente ficava impedido de dar o curso de táxi.
Para finalizar: essa atitude dos funcionários esconderem suas atividades ainda é muito comum na CET como um todo. As pessoas se agarram em coisas voláteis e ficam se defendendo como se aquilo fosse o motivo da sua vida. Confesso que até 2004 fui um pouco assim, talvez por ter herdado essa cultura dos funcionários mais antigos, mas tive tempo de corrigir e perceber que havia errado. O Curso de Táxi hoje pode ser dado por qualquer pessoa, como na época também, basta para isso dedicação e capacitação.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O CETET no contexto geral da cidade em 1984

O Brasil no ano de 1984 era especial. Dois anos antes havia tido eleições gerais para governadores em todo o País. Em São Paulo, Franco Montoro ainda no PMDB foi eleito governador. Foi minha primeira eleição para governador. Bem, na época o Brasil passava por um processo de abertura, entretanto, as eleições para prefeito ainda eram indiretas, nesse sentido, foi indicado para ser prefeito de São Paulo, Mário Covas, que desta forma tornou-se o último prefeito nomeado em São Paulo.
O sistema de trânsito em São Paulo estava começando a ser organizado, porém, ainda era inseguro. Os carros estacionavam livremente pelas calçadas e as multas eram baratas. A CET era muito jovem na época e sua relação com a cidade era timida.



O sistema de ônibus funcionava segundo duas realidades: a CMTC que pertencia a prefeitura e as empresas concessionárias. A CMTC atuava na cidade inteira, e as empresas exploravam as melhores regiões da cidade.
O CETET não ficou alheio a isso e era responsável pela formação dos cobradores de ônibus e ministrava curso para os motoristas também. Houve uma ocasião em que o prefeito Mário Covas interviu nas empresas de ônibus e os funcionários da CET se juntaram com os da CMTC e ocuparam as empresas. Foi um movimento que ficou guardado no coração do nosso CETET. Lembro-me que alguns empregados retornavam no fim do dia, orgulhosos do dever cumprido.


O CETET era imensamente politizado. Participamos da campanha das Diretas-Já; num dos comícios na Praça da Sé, fomos em grupo após o expediente participar do comício, creio que a maioria ainda era idealista, muitos universitários. Nessa ocasião, eu estava no primeiro ano de Direito na PUC, vindo da faculdade de Sociologia da PUC também. A juventude e os ideais de liberdade e igualdade fizeram do CETET ser um centro de ideias progressistas dentro da CET. No dia seguinte ao da votação na Câmara, onde a emenda não foi aprovada, vi o CETET triste, macambúzio, mas também vi o sorriso sarcástico e covarde de algumas pessoas que ainda queriam a manutenção da ditadura.
O gerente, Fernando Pirillo, era sociólogo e isso alimentava as discussões. O interessante é que nesse ano especifico os primeiros núcleos do PT começavam a despontar no CETET, embora tivesse uma camada da direita oculta.


Desmerecer o CETET é desconhecer a história do nosso centro no contexto geral da cidade.

domingo, 23 de agosto de 2009

Material para as escolas

O MEC em 1984 implantou um programa de educação de trânsito nas escolas. Para isso foi distribuído para todo Brasil o material que consistia numa pasta com várias mensagens, jogos e etc. Após essas pastas terem sido enviadas aos Estados, observou-se que havia erros dentro das mesmas, tinham pastas com o kit errado, outras faltando peças e etc.
O material todo de São Paulo foi enviado para o CETET para ser refeito. Gente, não tenho o número exato, mas ali tinham mais de 20 mil pastas. Ficamos no fundo do corredor, onde hoje ficam as meninas do DET-1, comigo ficaram o Procópio, Abel, Mauro, Rafael (fotógrafo), Boléia que coordenava e o Valdir. Ficamos ali creio que uns dois meses aproximadamente, eram dias de muita conversa, muitas risadas e piadas. Com certeza foi um momento marcante na minha vida no CETET.
Quando o CETET passou por uma reforma em 2004 e alguns materiais estavam sendo descartados, para minha surpresa aquelas antigas pastas depois de refeitas nem sairam do CETET, não sei os motivos, porém, sei do desperdício do dinheiro público. Aquelas pastam tinham histórias, contos... e na época o nosso governo resolveu simplesmente não distribuir. Coisas da vida da educação.

sábado, 22 de agosto de 2009

Início

Entrei na CET/CETET no dia 10.01.1984 como estagiário do Treinamento. Na ocasião o Mauro era o responsável pelo setor de capacitação dos cobradores de ônibus e foi exatamente aí que tudo começou.

Eu ministrava aulas de matemática (!?), ensinando as operações básicas, bom comportamento e alguma coisa a mais que não me lembro.

O CETET era assim:


Observem a diferença do que é hoje. Entretanto, nessa época existia o charme da educação na CET. Tudo era novo, inclusive nós.

A entrada do nosso Centro era assim:

Que saudades...olhem o ônibus da falecida CMTC, que o Maluf depois reduziu a pó. Lá dentro do CETET o time era de primeira linha, vou tentar lembrar de alguns nomes: Meu amigo, aliás, meu primeiro amigo da CET, Boléia, esse existe no meu coração para sempre; Thais Pereira, que quando caia cospia fogo pelas ventas; Ênio, Sônia Carbone, Sônia Makaron (não sei se é assim que se escreve), Cacilda enfermeira, Mauro, Procópio, Abel, Helena Raimundo, Cida Tugnolo, Leda, minha gerente querida Virginia Collaneri dos Reis, Rinaldo,Virginia, Malu, Marcos Morrone, Vanderlei, Valdir, inesquecível Valdir, Rosana Gomes, que entrou também como estagiária e outras pessoas que o tempo me faz esquecer, mas são pessoas também importantes no contexto geral. O comandante geral era o Pirillo, professor do Objetivo.

Nessa época o Treinamento era dividido assim: a elite dava aula no curso de Táxi, que ninguém podia chegar perto, estagiário então seria decapitado se ousasse pedir para ser capacitado para tão nobre função; a plebe dava curso para os cobradores, distribuia panfletos, separava o material e todo o resto.

Depois eu conto a confecção de um material que chegou errado e tivemos que conferir.