Ally e Ryan

Ally e Ryan

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sexualidade nas pessoas com deficiência intelectual


O namoro de pessoas com deficiência intelectual nem sempre tem a mesma conotação que tem nos não deficientes. Como muita frequência eles confundem amizade com namoro, Mas, o grande problema do namoro nestas condições é a aceitação dos familiares, bem como os riscos que terão de assumir.

Em relação à gravidez há um discurso, senão correto, ao menos politicamente interessante sobre o direito à maternidade/paternidade. Pois bem. Esse pretendido direito esbarra com o nível de independência de pessoas com deficiência intelectual, bem como com a vontade e condição da família em assumir a supervisão das atividades do casal e da criança, provavelmente para sempre.

O assédio sexual por parte de pessoas com deficiência intelectual é, normalmente, caracterizado por perguntas diretas e socialmente muito desinibidas, por propostas e atitudes inconvenientes e repetidas com insistência. Deve-se levar em conta que essa importunação pode ser devida a muitos fatores além do sexual, como por exemplo a ingenuidade, curiosidade e até manifestações afetivas.

Aqui também, como no caso da masturbação, a regra é colocar limites. Explicar de forma clara e paciente as inconveniências sociais de tais atitudes, os riscos que elas representam para piorar das relações sociais, esclarecer a confusão que se faz entre rejeição e colocação de limites, porém, a repressão pura e simples das manifestações sexuais do deficiente não é a solução.

Os pais e os profissionais que assistem as pessoas com deficiência intelectual lembrar que a vivência sexual do deficiente, quando bem conduzida, melhora o desenvolvimento e equilíbrio afetivo, incrementa a capacidade de estabelecer contatos interpessoais, fortalece a autoestima e contribui para a inclusão social.

Nesse caso enfrentamos um duplo preconceito: a própria deficiência em primeiro lugar e em segundo a aceitação da sexualidade da pessoa com deficiência intelectual. A compreensão da deficiência intelectual como um rebaixamento intelectual que gera limitações no desenvolvimento de sua maturidade emocional e social, mantém a pessoa com deficiência intelectual.em seu “status” infantilizado. Vista como a “eterna criança” negamos sua sexualidade, ou consideramos suas manifestações como patológicas, reforçando os mitos de que são “seres assexuados” ou “agressivos sexualmente “ ou “hipersexuados”.

Falar da sexualidade na deficiência intelectual exige uma nova postura diante dessa pessoa, e uma mudança de paradigmas sob a perspectiva atual da Inclusão social. Um novo olhar voltado para suas potencialidades resgata o seu direito de ser, de não viver mais excluída das relações sociais, e garante sua vivência plena como pessoa e cidadão. Além dessa reflexão ética para compreender a sexualidade da pessoa com deficiência intelectual é necessário também um conhecimento de suas peculiaridades, necessidades, características e uma atitude de respeito à diversidade.

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