Ally e Ryan

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

DTP e a cidade de São Paulo

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Os primeiros debates sobre mobilidade e acessibilidade urbana foram dados a partir da interferência do DTP na relação motoristas/pedestres, no âmbito do transporte urbano.

O DTP na ocasião era gerido pela CET, estávamos subordinados no começo a Superintendência de Recursos Humanos, mas praticamente o nosso Diretor respondia diretamente ao Secretário Municipal de Transportes.

Nossa prioridade era a pessoa. Por exemplo: na época os taxistas não gostavam de transportar pessoas em cadeira de rodas. Foi feito um trabalho de intensa fiscalização visando proibir esse abuso, bem como os motoristas de ônibus ignoravam a presença de idosos ou pessoas com deficiências, parando os veículos afastados do meio-fio; entretanto, nosso trabalho não teria êxito se não fosse o sistema adotado para receber denúncias dos usuários da via. Eles teriam que ter a sensação da proteção para reclamar.

Para mim foi fundamental trabalhar no DTP, ele dava um conhecimento especifico sobre cidade que o CETET ainda hoje resiste em aceitar. Não podemos visualizar um departamento qualquer da CET se ele não estiver no contexto geral da cidade, atualmente devemos pensar a construção de um novo modelo de educação voltado para as relações urbanas. O conhecimento que adquiri no DTP até hoje é importante para mim, inclusive para trabalhar sob pressão.

O ano de 1989 ainda reservava outras surpresas... e teríamos pela primeira vez eleição presidencial após o período dos anos de chumbo, e naturalmente um departamento como aquele não ficaria indiferente diante de um quadro desse.

2 comentários:

  1. Ola.. amigo, to sempre por aqui ta.. admirando suas memorias.. rs
    bjs
    Ariana

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  2. Pois continue Ariana, ainda á muito o que falar.
    Ari

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